8 de abril de 2016

Lamento Cronológico

Da manhã à noite, sigo enjaulado
Quantas horas passadas
No cotidiano indesejado

Olho ao relógio, buscando alento
Acompanhando suas estaladas
Encontro algum divertimento

Volta completa, meio dia acabado
Pelas horas perdidas
Sinto-me meio ultrajado

O tempo não volta? Não há retorno?
Ideias tão desesperançadas
Coisa de louco!

Assim, relógio, lhe peço
Em meu martírio diário
Porque não caminhar
No sentido anti-horário?

Das oito às cinco
Nove não é necessário
Contento-me com três

Fazendo a volta ao contrário

Jeferson de Almeida
Administração SP

Tudo Que Preciso

Não sei quanto tempo estive desacordado, só sei que não esperaria acordar num lugar assim. Deitado, tento ficar de pé, ao que meus músculos reclamam. Com algum esforço, levanto metade de meu corpo, o suficiente para olhar ao redor. Encontro-me numa casa vazia, parecida com a qual estive esses dias; diferencio-as pela enorme quantidade de armadilhas e modificações que existem na minha. “Sem contar que os móveis aqui são bem velhos. Será que alguém ainda mora aqui”.
No instante em que penso nisso, ouço uma alguém murmurar ao fim do corredor. Assustado, logo me ponho de pé, tentando encontrar um esconderijo em meio à escuridão. Uma voz rouca ressoa pela sala:
- Acalme-se, jovem. Não precisa se esconder. Sei que aí está.
O som grave de suas cordas vocais invade meus ouvidos recém-acordados. Vejo uma figura fantasmagórica se aproximar. “E bota fantasmagórica nisso!”. Não acredito no que vejo: ele flutua!
- Sim, sim, meu caro. Sou exatamente que pensa que sou.
- Mas como? - pergunto incrédulo.
- Todos morrem um dia - “Como pode dizer isso assim?”.
- Você não parece morto para mim - replico.
- Talvez não, na prática. Mas, na teoria, já morri.
Preciso de uma pausa para entender o que acontece. Um morto - ou fantasma? - aparece diante de mim e, sem nenhum impedimento, revela sua condição. “Acho que ainda não acordei”.
- Ok, senhor fantasma. Que faz aqui?
- Vivo cá. Não posso sair. E você?
- Estou perdido.
- Entendo.
- Mas, espera aí, disse que não pode sair daqui. Por quê?
- Até poderia, mas não viveria muito.
- Você já morreu, não tem o viver mesmo.
- Você entendeu.
- Não, não mesmo. Porque ficar num lugar assim?
- Cá estou por essas bandas há mais de cem anos. Cá tenho tudo que preciso.
- Tá falando daquele dildo rosa ali encima?
- Não seja idiota. Aliás - começa, com uma expressão carrancuda - Caso cá tenhas vindo para perturbar-me, peço-lhe que se retire.
- Não. vim, pois estou perdido. Já te disse, certo?
- Com vossa mentalidade. Explicado. - “Não achei viveria para ser criticado por um fantasma!”.
- Ok. Deixemos isso de lado. Disse que aqui tem tudo de que precisa. Mas, o que exatamente?
Ele aproxima-se, enquanto olha ao redor em um momento de contemplação.
- A atmosfera - “What. Mas o que? Que tipo de resposta é essa?”.
- Como assim? Tipo a pressão do ar ou a quantidade de gases? - arrisco.
- Não - ele diz enquanto dirige-se a uma estante - O ambiente. Veja - ele aponta para ela- essas são de minha infância.
Vejo o lugar que ele mostra. Alguns porta-retratos antigos jazem caídos sobre a mobília. Vejo algumas fotos de família. Pego um dos quadros. A poeira densa cobre totalmente a imagem. O limpo com a manga de minha camiseta e, assim, consigo ver o conteúdo: duas crianças aparentando certa tensão agarram-se à barra do vestido de uma jovem de sorriso vívido.
- Essa é minha mãe, Janele - ele lança um olhar respeitoso sobre a foto - e meu irmão, Leo - ele aponta para o jovem da direita.
- Este outro é você?
- Sim.
Coloco o quadro na altura de meus olhos e observo a imagem.
- Realmente - começo - é uma linda foto.
- Concordo. É uma de minhas preferidas.
- Hum. Parece haver várias boas fotografias aqui.
- Sim. Mas, a maioria, não mais consigo ver.
- E por quê?
- Olhe - ele aponta novamente, mas desta vez para uma cômoda.
Vejo diversos retratos deitados sobre o móvel.
- Já entendi.
- Lado ruim de ser um fantasma. Não posso arrumar os objetos.
- Lado ruim de ser um fantasma - repito as palavras, um tanto quanto incrédulo, então pergunto - E qual é o lado bom?
- Contemplar existências como a sua.
- Isso é ironia?
- Ironizar, porque não?
- Hey. Não projete suas frustrações para cima de mim. Afinal qual o sentido de viver desta forma?
Vejo-o respirar fundo. “E lá vamos nós!”
- Vejamos - ele esvoaça em direção ao centro da sala - E quanto a sua existência: há algum sentido?
- Nós damos sentido a nós mesmos.
- Boa resposta - ele aplaude, com uma expressão sagaz - E, se somos a mesma espécie, o que te faz crer que não posso dar sentido à minha?
- Haha. Sim, é válido. Mas há uma questão fundamental. O tempo! Não creio que seja possível viver tanto tempo em condições como a sua: solitariamente, sem poder tocar nada; recluso em si mesmo.
- Ora - ele ri sarcasticamente - se não é possível, como explica o fato de eu cá estar? - “É Johnatan, seu idiota”.
- Haha. Tudo bem, você me pegou nesse ponto, mas no que você empreende seu vasto tempo livre? Não há espaço para aplicação de nada; nada para fazer.
- E porque eu deveria?
- Ora, seres humanos sentem o impulso de deixar sua marca.
- Eu não.
- Chega - começo a irritar-me - Você não pode fazer nada e não quer fazer nada, como pode dizer que há lado bom nisso?
- Deixe-me lhe perguntar - ele lança-me um olhar rígido - Quanto você estiver no meu lugar: o que fará?
- Não seria como você diz. Faria algo.
- O que, por exemplo? - sinto a frieza em seu olhar
- Ora, nós humanos temos algo chamado razão, isso transcende a materialidade. Gastaria meu tempo desfrutando dela.
- Mas enquanto à aplicação dela? Você se contentaria em apenas pensar e nada fazer? Como seria ter um mundo dentro de sua mente e um vácuo fora dela? Eu posso lhe dizer - uma pausa - Você morreria.
- O que? - digo, mais gaguejando do que falando - Morrer, depois de morto?
- Quase isso. Você enlouqueceria. Não haveria ninguém para te salvar. Sua mente desvaneceria até o ponto da inércia. Isso é a morte de fato, não carnal, mas espiritual. Sua existência reduzida a migalhas.
- Como? - esforço-me para soltar as palavras.
- É simples - ele diz, mantendo sua expressão fria – Do que adianta ter razão se não a usamos sabiamente? - um olhar penetrante – Que tal dar sua vida em nome de um projeto que jamais terminará, ou almejar coisas que certamente lhe renderão sofrimento? Durante cada instante, fragmentos de si vão desvanecendo, a cada problema. Desesperança, desilusão e dúvida. Esses três ds malignos corroem o ser humano, e não são os únicos. - uma pausa - E depois da morte, será que tudo isso passa? Não, claro que não. Tudo só piora! Você verá toda a desgraça e nada poderá fazer. Agora você entende porque vivo aqui, isoladamente, não entende? Ou acha que gosto de ser um espectador passivo da realidade cruel que envolve o mundo. É nisso que empreenderá seu vasto tempo livre?- uma última pausa - A maior dádiva dos homens é também sua maldição.
Ele sumariza tudo de forma tão certeira que fico sem palavras. Observo meu interlocutor descrever uma volta no entorno da sala, enquanto tenta recupera o fôlego. O silêncio absoluto faz-me refletir no que acabo de ouvir. Como contestar tudo isso? Mesmo que houvesse palavras para dizer, elas não o alcançariam; a essa altura, nem minhas próprias palavras me convenceriam do contrário. Sempre considerei a racionalidade como o alicerce dos humanos, porém tudo que ela faz é nos colocar num círculo de autodestruição. E o pior: ela se encarrega de nos deixar conscientes disso. Sinto que fui longe demais, mas ainda há algo para dizer. Mesmo contrariado, eu começo:
- Então, para que serve a razão?
- Simples - olho-o avidamente - A razão deve reconhecer sua limitação. Deve reconhecer que há só algo capaz de nos manter sãos.
- E o que é? - pergunto, atropelando as palavras.
- A atmosfera - “What. Buguei!”.
Como se estivesse lendo meus pensamentos, ele aponta novamente para os retratos. Ao ver todas essas imagens, sinto vir à tona o sentimento de que o tempo é implacável e de que não como fugir dele. Tudo envelhece e torna-se obsoleto. Ou nem tudo. Há uma coisa que transcende a materialidade tão quanto a razão. “Acho que entendi. O que seria de nós sem as pessoas com quem compartilhamos nossos preciosos momentos que, ao final, tornar-se-ão lembranças? O que seria de nós se nosso raciocínio não nos remete-se às coisas boas que nos envolvem, a felicidade que retemos?. Acho que entendi”.
Levanto um dos quadros que estavam virados para baixo. Não sei desde quanto tempo ele estive desta forma e, caso eu não aparecesse por aqui, ficaria assim por muito mais. Pela primeira vez desde minha chegada, o vejo sorrir; não um sorriso de desdém, mas um sorriso genuíno, que vale por cem anos de solidão. Tão raro quanto à oportunidade de conversar com um fantasma. Tão precioso quanto o conhecimento que acabo de adquirir. Talvez eu tenha me precipitado: o que eu vim fazer aqui? “Chatear uma alma solitária e mortificada pelo tempo? Acho que devo um pedido de desculpas”.

- Então - olho para ele - Aqui, diante de vós, jaz esse humano limitado - ele lança-me um olha de desgosto; ou de arrependimento? - Mas talvez eu ainda seja útil para algo - nossos olhares encontram-se - Quem sabe eu não possa te ajudar com a limpeza - como resposta, um sorriso e um aceno de cabeça; isso é tudo que preciso.

Jeferson de Almeida
Administração SP

Flashes na Escuridão

É meia-noite. O vilarejo encontra-se sob trevas, ao que as luzes das últimas casas apagam-se. Enquanto todos jazem em suas casas a fim de encarar mais uma gélida noite de inverno, ao sul, vê-se um flash por entre as árvores. Em uma pequena clareira, dois homens conversam aos sussurros:
- Desliga essa lanterna. Por acaso quer que nos descubram?
- Como você espera que eu veja alguma coisa nesse breu todo?
A cena que se assiste ali é, certamente, algo pouco usual. Nesta época do ano, em uma região tão afastada dos grandes centros, dois jovens encontram-se numa floresta pouco explorada. Seus aspectos nada habituais e suas vestes incompatíveis com o ambiente demonstram que eles não são daqui.
- Tudo pronto. Vamos!
As horas passam; a madrugada já vai tarde e com ela vem o silêncio absoluto, interrompido somente pelo som dos animais noturnos. À frente, vê-se uma pequena cabana.
- Quem pensaria em morar aí?
- Isso não importa. Tem certeza que eles estão aí?
- Eu já disse que sim.
- Tudo bem. Vamos bater.
Após certo tempo vivendo desta forma, a gente acaba descobrindo algumas formas de diversão. Quem diria que jogar pôquer sozinho no meio da mata poderia ser tão interessante. Estava prestes a jogar meu Full House quando ouço batidas na porta.
Sinto meu coração acelerar. “O que faço? Calma, John. Pense! O que alguém viria fazer aqui há essas horas? Será que estamos sendo seguidos? Impossível! Talvez seja apenas alguém procurando por ajuda. Mas, porque vir justo aqui? Estamos no meio do nada, qual a probabilidade disso acontecer?” Não importa; “Tenho que acordar a Ju”.
- Patrão, está demorando demais.
- Olha só. Você falou que era aqui. É bom ser mesmo.
- Eu tenho certeza.
- Ah é, é? Então por que...
De repente, a porta é aberta.
- Pois não.
Os dois não conseguem disfarçar o susto que levaram. Isso não é bom: afinal, se você bate a porte de alguém, porque se assustar quando ela é aberta? Percebendo o silêncio, o morador inicia o diálogo:
- Vocês vão dizer alguma coisa?
- Desculpe - começa um deles - É que estamos perdidos, gostaríamos de saber se vocês poderiam nos ajudar.
- O que querem de nós?
O homem ergue sua sobrancelha. Uma estranha sensação corre seu corpo. Suor escorre em suas têmporas. Como é possível suar em meio a esse frio congelante? Ele tenta recompor-se.
- Bem, é... Bom, será que a gente poderia passar a noite aqui?
- Vocês? Passarem a noite aqui? Claro que não. Mal os conheço!
- Por favor. Não fazem ideia de como é difícil suportar essas condições.
- Garanto-lhe que sabemos melhor que vocês.
- Mas é só por uma noite.
- Pessoas morrem em uma noite?
O homem engole em seco. A frieza deste jovem diante de si, seu modo enfático de falar, tudo soa estranho e perturbador. Percebendo outra vez o silêncio, o ele recomeça:
- Muito bem. Posso até deixá-los entrar - ele pousa seu olhar em ambos - se vocês responderem a três perguntas.
- Qualquer coisa! - responde um deles, impacientando-se.
- Certo. Lá vai a primeira: São da região?
- Não - respondem - Somos da cidade! - diz um - Primeira vez por aqui! - complementa o outro.
- Pois bem. Então, a segunda: Que fazem aqui?
- Viemos conhecer o vilarejo - afirma um deles.
- Entendo. Aqui vai a última - ele alterna seu olhar entre ambos - Porque me chama de vocês?
Os dois trocam olhares atônitos - Como assim? - exclamam.
- Vou explicar melhor - torna John, maliciosamente - Não são da região, e não a conhecem. Vieram visitá-la, mas já a madrugada já vai tarde, ninguém sai para passear no bosque há essas horas, certo? Além do mais, mesmo que estivessem perdidos, certamente não cairiam para esses lados. Agora, quanto ao "vocês", é óbvio, não? Nada sabem sobre essas bandas, mas falam como se soubessem que estou acompanhado.
Um arrepio sobre a espinha do primeiro, o segundo deixa escapar um grunhido. Droga: eles foram descobertos!
Em seguida, dois estalos e flashes de luz iluminam a escuridão. Ambos caem ao solo, desmaiados.
- É querida - começa John - vamos ter que nos mudar de novo.
- Que pena - diz uma garota, ainda mais jovem que todos, com uma teaser em sua mão - agora que comecei a gostar daqui - completa, rindo.
- Pois é. Mas, a gente arranja um lugar ainda melhor pra ficar.
- Assim espero - diz ela, pondo fim ao diálogo.

O som dos pássaros matinais não deixa dúvidas: termina aqui mais uma movimentada noite. Os dois carregam os corpos para dentro para dar cabo das “cautelas de praxe”. Logo após, os dois seguirão em sua empreitada para revelar os mistérios que os envolvem. Ao fundo, o Sol surge tímido por de trás das colinas. Trazendo a esperança de dias de paz.

Jeferson de Almeida
Administração SP

O Estrangeiro (Albert Camus)



Que relação existe entre a morte de uma mãe e o assassinato de um árabe? Essa é uma das várias questões que surgem da leitura de O Estrangeiro, de Albert Camus; a curta incursão de Mersault entre esses dois fatos e seu inusitado julgamento.
Esse indivíduo de meia-idade nos é apresentado durante os acontecimentos que envolvem a morte de sua mãe, que estava internada em um asilo, por escolha mútua. Até aí, nada demais. O que intriga é sua recepção da notícia. Certamente, ele não age de acordo com o estereótipo de um homem tomado pela tristeza gerada pelo óbito de um ente querido. O primeiro trecho do livro exemplifica bem: “Hoje, mamãe morreu. Ou ontem, não sei bem”.
Mas o que acontece posteriormente também não é nada usual: quem pensaria em assistir uma hilariante comédia no dia seguinte ao velório, em companhia de Marie, sua pretendente? Não obstante, alguns dias depois, ele parte para um maravilhoso passeio na praia, em companhia de seus amigos. Assim ele leva sua vida, sem deixar-se abalar por nada, como um observador inócuo.
Porém, as coisas começam a mudar com o fatídico assassinato. Se ao menos houvesse motivo! A execução fria, impulsiva e desnecessária leva Mersault a ser detido, o que lhe faz perder sua liberdade (e seus cigarros). Inicialmente, tudo corre da melhor maneira possível, até que ele descobre que, os exagerados atenuantes de seu crime, podem levar-no à forca.
Em suma, o livro trata sobre a insólita vida de um homem, o estrangeiro de uma sociedade comum, que inspira marasmo e expira indiferença. A sequência de fatos é transposta por passagens de apatia e desinteresse que intrigam o leitor, cativando e fazendo-o querer conhecer o desfecho que aguarda o protagonista; uma narrativa paradoxalmente interessante: embora Mersault pareça ser um homem condenado pela vida e pela sociedade, há uma luz ao fim do túnel para ele: em raros momentos, é possível notar seus sentimentos aflorando; seja no desejo que sente por Marie, ou no desespero vívido vivenciado por si na cadeia. Afinal, nosso estrangeiro adquiri o sentimentalismo mundano (mesmo que debilmente), não diferente de outros forasteiros, que aprendem a língua ou incorporam costumes de outro país.

Este é o tipo de livro que, ora você recomendaria a todos, ora a ninguém. Camus parece fazer isso propositalmente, com sua narrativa plana e que, apesar de neutra, ora nos faz adorar Mersault, ora odiá-lo; um banquete para os insensíveis.


Jeferson de Almeida
Administração SP

7 de abril de 2016

Prof. Dr. Fábio do Prado - Reitor FEI


Ficha Técnica

Nome: Prof. Dr. Fábio do Prado -  Reitor FEI 
Formação:
- Bacharel e licenciado em Física pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
- Mestre em Ciência pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA. 
- Doutor em Geofísica Espacial pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE.

Hong Yuh Ching


Ficha Técnica

Nome: Hong Yuh Ching
Formação:
Administração de Empresas na FGV - 1974
(Pós) Especialização em Finanças na FGV - 1978
Mestrado em Ciências Contábeis na PUC - 2000
Doutorado na UNICAMP - 2004

Álvaro Camargo Prado


Ficha Técnica

Nome: Álvaro Camargo Prado
Idade: 55 anos
Formação:   
- Engenharia Mecânica – FEI
- Jornalismo – Cásper Líbero
- Pós Graduação em Comunicação – Cásper Líbero
- Mestrado Eng. Mecânica – USP
Profissão:
- Professor da FEI (Sistemas Fluido mecânicos e Automação Industrial)
- Professor da FATEC BS
- Empresa de Jornalismo
- Jornal do Sindicato Patronal (Editorial)


Agradecemos a participação e a disponibilidade do professor Álvaro.

O destino



Uma árvore quando plantada é bem pequena , porém com o passar do tempo ,  com os cuidados adequados e muito carinho de quem a plantou , ela cresce , e se for bem cuidada às vezes cresce até demais , podendo se destacar sendo a mais alta e bela árvore de todas , mas se, a partir de seu nascimento ,  ser desprezada , mal cuidada e não receber seus nutrientes , seu único destino será a morte.

Assim também como uma flor , se durante seu crescimento for bem cuidada , ela desabrochará e será uma linda e delicada flor; por outro lado , se não receber água e sol , logo murchará  e seu caminho será para a destruição.

Um pássaro, quando pequeno, não sabe voar , depende totalmente de sua mãe , sua vida fica fechada ao pequeno mundo apenas dentro do seu ninho , mas a curiosidade ou  a influência de outro filhote leva-o a pular para fora , querendo descobrir o novo mundo. Porém, ele esqueceu um pequeno detalhe , como voar se ao menos aprendeu a ser livre.

 Um certo rebanho de ovelhas é guiado por seu pastor , são acostumadas a viver todo dia a mesma rotina, a sempre virem apenas o mato e a cerca em torno. Porém, uma certa ovelha, ao querer saber o que há fora da cerca , pula e se enfia em uma selva fechada e escura , onde provavelmente seu fim será a perdição. 

Lucas Henrique Pinho Silva 
Ciência da Computação

31 de março de 2016

O que é que Dorival Caymmi tem?


Filho de Durval Henrique Caymmi, descendente de italiano e Aurelina Soares Caymmi, descendente de portugueses e africanos, Dorival Caymmi nascera em 30 de abril de 1914, em Salvador, na Bahia. Caymmi cresceu em meio à música: seu pai era violinista, pianista e bandolinista. E desde pequeno Dorival Caymmi cantava no coro da igreja. 

Conhecido por cantar e exaltar as tradições e histórias da Bahia, o cantor é considerado um dos mais aclamados compositores da Música Popular Brasileira. Carreira da qual começara cedo: dos 13 aos 16 anos, Caymmi aprendera, sem a ajuda de seu pai ou de qualquer outro, a tocar violão. A partir dai passa a compor suas primeiras músicas, para destaque a toada “No Sertão”. Anos depois, Caymmi estreara na Rádio Clube da Bahia, onde cantava e tocava violão. E, aos 21 anos, o compositor conquistara seu primeiro programa, conhecido como “Caymmi e suas Canções Praieiras”.

Dorival Caymmi
Dorival Caymmi buscava por desafios, não se contentara com o que tinha. Partindo, então, em 1937 para o Rio de Janeiro, onde iria realizar um curso preparatório de Direito, para conseguir uma vaga como jornalista. Ainda assim, Caymmi continuara a compor e a cantar, passando a se apresentar em 1938 como calouro na Rádio TUPI. 

Uma das canções mais conhecidas por descrever toda a beleza da Bahia, “O que é que a baiana tem”, levara o cantor ao auge de sua carreira, nacional e internacional, uma vez que a música fora tema do filme “Banana da Terra” e a responsável por consagrar internacionalmente a cantora Carmem Miranda. Afinal, quem pelo mundo a fora nunca presenciou a imagem de uma bela mulher portuguesa carregando na cabeça um arranjo de frutas?
Dorival Caymmi e Carmem Miranda
E com essa música, Dorival consagrou a sua fama. Não deixando de celebrar as belezas de sua Bahia, em setembro de 1939, Caymmi passou a compor sobre o mar, entre elas “Rainha do Mar”, “Promessas de Pescador” e “O Mar”.

Para ele faltara apenas uma companheira, que apareceu quando Caymmi passou a trabalhar na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Stella Maris fora esta mulher, com quem o compositor casara e tivera três filhos: Danilo, Dori e Nana. Todos seguiram os passos dos pais, e se tornaram músicos. 

O cantor decide a partir dos anos 40, se dedicar ao estilo de música samba-canção. Fase da qual originou a música “Marina”, em 1947 e lhe trouxe um grande amigo também conhecido por escrever romances e descrever as belezas e casos da Bahia, Jorge Amado. 

Algumas das obras do escritor, levou a composição de músicas como “É doce morrer no mar”, “Modinha para Gabriela” e “Retirantes”. 

Nos anos 50, surgira um outro cantor baiano na vida de Caymmi, João Gilberto, que fora o responsável por gravar e levar a composição de Dorival para a Bossa-Nova, com as músicas “Rosa Morena” e “Saudade da Bahia”. João Gilberto não fora apenas o propagador do reconhecimento de sua música pelo mundo da Bossa-Nova, pois fora, também, o responsável pela amizade que surgira entre Dorival Caymmi e Tom Jobim.

Dorival Caymmi e seu querido amigo, Tom Jobim
O compositor morrera aos 94 anos de insuficiência renal e falência múltipla dos órgãos, deixando cerca de 120 canções, distribuídas em 20 discos. Número do qual é considerado baixo para os dias atuais. Porém, para Caetano Veloso, uma coisa é certa: “É verdade que Caymmi compôs pouco mais de 100 músicas, mas todas são obras-primas. Quem é o compositor que pode se dar a esse luxo? Eu queira ser um preguiçoso assim”. Sendo consideradas suas canções como obras-primas, Dorival conquistara diversos prêmios mundo a fora.

As homenagens e reconhecimento por suas “obras-primas” continuam no ano de seu centenário. Entre elas está à gravação do disco “Dorival Caymmi -  Centenário”, da qual reuniu os clássicos de Caymmi, nas vozes de seus três filhos, Nana, Dori e Danilo, com a presença de Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil. 

Juliana Zocatelli

30 de março de 2016

Onde se parou com a internet e as Redes Sociais?

Em um mundo onde a maioria das pessoas veem a internet e as redes sociais como forma de melhora e rapidez em suas vidas e em comunicações, outras usam a ferramenta para fins não benéficos como a superexposição das pessoas tanto na internet e nas Redes Sociais, o bullying que a pessoa pode sofrer e o uso indevido das informações de outras pessoas.
Ultimamente, numa reportagem da Tecmundo, as pessoas vêm se baseando nas outras pessoas, ou até mesmo em seus próprios amigos, no que postam nas Redes Sociais copiando seu modo de agir, não se importando com suas informações postadas. Elas não sabem que esses lugares são públicos e qualquer pessoa hostil pode usar suas informações tanto para o bom tanto para coisas ruins.
Além disso, o bullying, também conhecido como Cyber Bullying, vem aumentado gradativamente, tanto entre crianças, jovens e adultos em uma pesquisa feita pelo site da G1. O Cyber Bullying tem como objetivo envergonhar, perseguir ou fazer ameaças a essas pessoas. Esse assédio é causado tanto por mensagens de texto, tanto por linguagem não verbal, infringindo os direitos humanos que é totalmente contra ao uso indevido das informações de outras pessoas.
Outro exemplo muito desagradável é a violação dos dados de outras pessoas na internet. Muitos, em forma de vingança, pegam as informações serem constrangedoras aos sofridos. Os direitos humanos tentam interferir nessa violação, pois de acordo com eles isso é errado e pode dar em prisão, mas eles são lentos em encontrar essas pessoas hostis já que a internet é muito grande e cresce muito rapidamente, dificultando a localização das pessoas.
Leis mais duras deveriam ser criadas para o uso da internet com isso, muitas pessoas parariam de sofrer o Cyber Bullying e viveriam sem medo. Um exemplo, seria a criação de centros de ajuda para essas pessoas, no que fariam elas terem confiança de falar com o agressor ou até mesmo com seus pais sobre o assunto. Porém, uma coisa que deve mudar é o excesso de informações pessoais que certos usuários fazem. Além de não mostrarem totalmente suas vidas, não teriam tanta probabilidade de sofrerem por bullying. Não quer dizer que a pessoa tem que parar de falar, mas sim dosar aquilo que ela vai querer postar nas redes sociais.


Nome: Matheus Manzano de Carvalho
R.A.:221160518
Curso: 1º Ciclo - Ciência da Computação 

23 de março de 2016

Flor de Lótus



A flor de lótus simboliza a pureza e a longevidade, sendo venerada principalmente por religiões orientais. O seu significado vem do fato de sua semente poder durar mais de cinco mil anos sem água, esperando para que tenha condições ideais para germinar. Suas pétalas podem repelir microrganismos e poeiras.

                Ser puro de alma e corpo traz grandes benefícios, como uma vida mais saudável, longa e feliz e um modo de enxergar o mundo de outra maneira, sempre olhando o lado bom das coisas e sem ter ódio e ganância por coisas banais da vida.


Jihad Hassan Santos Ftouny
221160757
C. Computação

17 de março de 2016

Resumo do livro: O diário de Anne Frank

A luta pela sobrevivência

JOÃO VITOR ALVES DE SOUSA – RA: 321150393

Anne Frank é uma menina judia que vivia em Amsterdã, Holanda, com seus pais e sua irmã, de onde tiveram que sair às pressas devido à 2ª guerra mundial e aos Alemães que perseguiam judeus para levarem aos campos de concentração, por ordens do Nazista Adolf Hitler. Anne e sua família foram para um sótão e cômodos improvisados em uma empresa em que seu pai havia trabalhado. O dono e amigos ajudavam a família Frank com os suprimentos necessários para sobreviverem.
Alguns dias depois, chegou mais uma família judia que também estava fugindo dos Alemães, conhecidos como a família Van Daan, mas a relação entre a Sra. Van Daan e Anne não era das melhores, sempre havia discussões. A relação entre sua irmã e sua mãe também não era das melhores, o único que a compreendia era seu pai, com o qual passava a maior parte do dia, na maioria das vezes estudando francês, matemática etc., já que não havia muitas coisas para fazer naqueles cômodos, nos quais deveriam permanecer sem chamar a atenção dos vizinhos.
Alguns meses depois, chegou mais um judeu, conhecido como Dussel, dentista que também estava fugindo dos Alemães, com o qual teve que dividir o quarto com Anne, que não ficou muito feliz com a decisão tomada pelo pai.
Com o passar do tempo, a dificuldade das oito pessoas aumentava, as roupas já estavam gastas e curtas, a comida era estragada e para piorar estava havendo bombardeios aéreos nas cidades vizinhas de Amsterdã, com o qual deixava todos em silêncio e amedrontados. Como consequência, houve noites mal dormidas.
Após alguns dias, foram suspensos os bombardeios, por questão política que Hitler estava enfrentando. A partir de então, todos voltaram a rotinas entediantes. Anne já era acostumada com tédio, o que a distraia eram seus livros e seu diário que chamava de Kity, uma espécie de amiga imaginaria, já que se sentia solitária por não ter uma pessoa para desabafar e também para amar e ser amada, já que sua mãe lhe desprezava e só o pai a compreendia, mas a preferência sempre tinha sido sua irmã, Margot.
Com a convivência, Anne acabou se apaixonando por Peter, filho dos Srs. Van Daan, com o qual trocou beijos escondidos. O amor entre ambos aumentava com o passar dos dias, por isso, Anne enfrentou seu pai para ficar ao lado do seu verdadeiro e único amor.
Em agosto de 1944, a família Frank, Van Daan e Dussel foram descobertos pelos nazistas. Cada um foi levado para um destino diferente. Anne e sua irmã foram levadas para um campo de concentração na Alemanha, ambas morrem por epidemia de tifo. O único que sobreviveu foi seu pai, que dedicou o restante de sua vida em memória à filha, falecido em 1980.

Hoje, Anne Frank é conhecida mundialmente, seu diário foi traduzido para várias línguas e milhões de cópias foram vendidas. Meses antes de ser levada pelos nazistas, Anne escreveu uma frase que até hoje é lembrada: “Quero continuar vivendo depois da morte”.  

A faixa etária dos programas televisivos no Brasil

Os programas televisivos são os principais meios de comunicação onde todas as classes sociais por meio de diversas faixas etárias tem o livre acesso, basta ter uma televisão e uma antena em sua residência e ela terá muita interatividade e conteúdo. A maioria da população Brasileira já assistiu diversas novelas e séries que deixam lembranças e saudades até os dias atuais, diversos programas brasileiros deixaram de transmitir novelas e séries encantadoras. Hoje em dia, mostram cenas vulgares e palavras indevidas, inclusive no horário nobre, mostrando para nossas crianças e para a juventude o lado errado da educação que elas devem receber.
A causa desse problema é uma grande demanda de audiência de conteúdo para adultos, mas a falta de organização na transmissão desse conteúdo deixa a mostra um conteúdo proibido. Um exemplo seria cenas de novelas que podem insinuar crianças a cometerem roubos, estupros e outros crimes. A maioria dos noticiários brasileiros somente fala em crimes e homicídios, na maioria dos casos mostram cenas brutais de assassinato, isso leva a criança ter uma má influência na parte psicológica.

E no futuro isso pode trazer consequências irreversíveis para toda a sociedade brasileira, se os pais não tiverem o controle do que as crianças assistem na televisão elas poderão ter um instinto agressivo, e através da má influência de algumas pessoas pode fazer elas a cometerem crimes e entrarem para o crime organizado. Isso só aumentaria a margem de crimes das grandes cidades brasileiras.

Uma possível solução seria a conscientização de pais e responsáveis, junto com a imprensa brasileira e os políticos para criarem leis evitando para controlar a programação e que transmitir no horário da televisão brasileira e limitar a transmissão de crimes bárbaros no noticiário do horário. Os pais terem consciência e colocar limites no que as crianças assistem na televisão, isso ajudaria um pouco a diminuir o índices de violência nas cidades brasileiras.

Guilherme Aguiar

14 de março de 2016

Necessitamos


Verdades não são verdades,
São algo que aceitamos para nos conformar,
Esperança não é esperança,
É algo para se agarrar, para se fortalecer
em um pouco otimismo,
As dores não são dores,
São sentimentos reprimidos, que necessitam ser vividos,
Porém, só o amor é amor,
Não há uma definição, apenas se compreende,
Amor salva, amor cura, amor protege,
amor... É amor!
Só o amor leva verdades, traz esperança, amor cria laços,
Amor pode sem a intenção causar algumas dores,

Mas amor é o que necessitamos!

Autor: Ruth dos Santos Silva, 
2º ciclo de Administração
Campus SBC

Canção ao Blog Palavras Conectadas Fei



"Quando eu junto o bom com o dia, eu peço um dia bom, um bom dia
Quando eu junto o bom com o dia, eu peço um dia bom , um bom dia

Para poder fazer uma canção é preciso palavras, palavras de Harmonia, palavras com sintonia palavras unificadas, palavras conectadas

Quando eu junto o bom com o dia eu peço um dia bom um bom dia

Cantar é uma forma de se comunicar, de se expressar e soltar a voz.
Cantar é uma poesia, uma poesia com uma pura Melodia
Quando você canta,  o sentimento Toca igual ênfase que você põe na nota
Palavras com sintonia puxam melodia, palavras unificadas, palavras conectadas"

Obrigada pela oportunidade.

Abraços,


Roberta Campos.