10 de abril de 2017

Resenha: “O retrato de Dorian Gray” de Oscar Wilde

Bruno Figueiredo


O livro começa com a presença de dois dos três personagens principais do livro: Basil Hallward, o pintor e Lorde Henry “Harry” Wotton, um aristocrata, ególatra e extremamente racional; ambos conversam no ateliê de Basil até que o terceiro personagem e protagonista é apresentado: Dorian Gray, um jovem aristocrata conhecido pelo seu bom gosto e, acima de tudo, pela sua beleza.
Basil pinta um quadro de Dorian Gray, por isso a presença em seu ateliê; Dorian é retratado doce, ingênuo e incorruptível. Ele é apresentado para Lorde Henry mediante ao pedido deste, fato que, inicialmente imperceptível, impactará drasticamente o futuro de Dorian Gray.
A pintura do retrato de Dorian fora terminado de pintar, os três deslumbram o quadro de Basil por tamanha beleza e realeza, tanto que é denominado por Basil Hallward a sua obra prima; diz que não foi apenas suas pinceladas que ficaram na tela, mas sim uma parte dele.
Ainda encantando-se com a pintura e dissertando sobre ela, Dorian profere a emblemática frase como uma súplica: “Como é triste! Eu vou ficar velho e horrendo e medonho. Ele jamais envelhecerá além deste dia de junho... Se pudesse ser diferente! Se eu permanecesse sempre jovem e o retrato envelhecesse! Por isso – por isso – eu daria tudo! Sim, não há nada em todo o mundo que eu não daria! Daria minha alma por isso!”.
Em outro dia, após algumas conversas no ateliê de Basil, Dorian e Lorde Henry marcam para jantar e assistirem a uma ópera. Tal ópera em que Lorde Henry falha com seu compromisso e Dorian a assiste sozinho, presenciando pela primeira vez a atuação de Sibyl Vane, uma atriz por quem Dorian se encanta. Estes fazem a recíproca ser verdadeira após encontrá-la e beijá-la em seu camarote após a apresentação.
Depois da recorrência de suas visitas às apresentações de Sibyl, Dorian ou como Sybil Vane o chama: Príncipe Encantado; ele a pede em casamento e é aceito por ela. Eles convidam Lorde Henry para assistir a sua próxima ópera como forma de apresentá-los. Do mesmo modo Sibyl comunica o casamento a sua mãe e seu irmão, que jura acabar com a vida de Dorian caso faça qualquer mal a sua irmã.
Em uma noite foram ao teatro assisti-la Dorian, Basil e Lorde Henry, a expectativa era enorme; no começo da apresentação todos estavam com o sorriso estampado e as palmas ardiam no teatro; após Sibyl começar a recitar Julieta – a peça encenada era “Romeu e Julieta” de Shakespeare, W. – o caos foi instaurado, a voz de Sibyl era forçada, com qualidade medíocre, longe de qualquer parâmetro e elogio que Dorian Gray havia usado para descrevê-la, “estava amarga, fria e com uma interpretação insensível”.
Ao final da terrível apresentação, Dorian corre ao camarote de Sibyl achando que ela estivesse doente ou algo do tipo, mas o que ouve acaba completamente com a sua descrita “paixão pelas personagens de Sibyl Vane”: ela afirmou que descobriu o que era o verdadeiro amor, por isso não conseguiria mais encenar ou estipular emoções. Isso acabou com o encanto de Dorian por ela, que disse que nunca mais queria vê-la.
Ao chegar a sua casa sente-se indiferente pelo fim da paixão por Sibyl Vane e por arruinar seus sentimentos, mas ao olhar a pintura de seu retrato feito por Brasil Hallward, percebe uma estranha acentuação na boca que passava um ar de crueldade, mesmo sutil, era realmente perceptível a alteração na fisionomia.
No dia seguinte Dorian prefere inicialmente ficar isolado e, acima de tudo, tirar o quadro da vista de qualquer um que pudesse descobri-lo, portanto o esconde atrás de um biombo em seu quarto; Ignora as cartas recebidas no dia, entre elas uma carta de Lorde Henry, que aparece ao entardecer na casa de Dorian e explica o conteúdo da carta: Sibyl Vane está morta.
Após falarem sobre o assunto e Dorian Gray contar o ocorrido da noite anterior, ele profere a seguinte frase: “Eu assassinei Sibyl Vane”. Dorian chegou a tal conclusão pela morte de Sibyl ter sido um suicídio; ela estava sozinha em seu camarote e foi encontrada morta com o que acreditam serem cápsulas de ácido prússico que a mataram quase que instantaneamente. Mesmo comovido, Dorian, após um momento sozinho de autorreflexão, sente-se com seu estado de espírito trivial retomado e aceita o convite para uma ópera para distraí-lo no dia seguinte com Lorde Henry.
Após algumas conversas com Lorde Henry e Basil, Dorian percebe que realmente suas emoções parecem indiferentes: “Não quero estar à mercê das minhas emoções. Quero usá-las, aproveitá-las e dominá-las.”.
Em uma visita à casa de Dorian Gray, Basil Hallward pede para ver a pintura, que não estava à mostra aos convidados, com a intenção de expô-la em uma convenção de arte. Ambos os pedidos são negados por Dorian por querer esconder o segredo do retrato e a sua fisionomia de todo o mundo, inclusive do próprio pintor da obra.
Dorian, após sentir a necessidade real que seu segredo fosse escondido de tudo e de todos, pede para mudarem a pintura, envolvida por um pano, para uma sala escondida em sua mansão onde seria esquecida.
Um livro, “The St. James” apresentado por Lorde Henry muda ainda mais a perspectiva de Dorian sobre a vida, sua curiosidade e a sua corrupção.
Dorian viveu anos a fio conhecendo novas culturas e segmentos da vida antes inexplorados por ele, tanto do ponto de vista da vivência quanto do ponto de vista de que a priori não tinha capacidade psicológica para passar por tais fatos; fora subvertido.
Após muitos anos, Basil vai ao encontro de Dorian Gray em sua casa, Basil quer saber se as histórias de Dorian como “mau, corrupto e vergonhoso” são realmente verdades. Após as insistências de Basil, Dorian finalmente o leva para ver a pintura do quarto escondido de sua casa. Basil finalmente vê o retrato de Dorian e fica pasmo ao ver tamanho ar de desprezo, asco e repugnância no rosto da pintura, sente algo, como se toda a maldade do mundo ecoasse em sua fisionomia, embora seu rosto carnal continuasse jovem e belo.
Dorian culpa Basil por ter acabado com sua vida, por separar sua alma de seu corpo e, então, em um golpe de fúria arma-se com uma faca e o assassina com três golpes, deixando-o sentado em uma cadeira no andar solitário junto ao quadro, assim vira-se e vai embora do andar com quaisquer indiferenças sobre o ocorrido.
No dia seguinte, Dorian contata o amigo, Alan Campbell, um cientista, com o intuito de assim exterminar o corpo de Basil Hallward e as provas do crime com a ajuda de ácido nítrico, após um conjunto de insistência e chantagem a proposta é aceita por Campbell que faz o trabalho, mesmo horrorizado com tal feito, posteriormente isso o leva a cometer suicídio.
Pensativo e com algum sintoma de peso na consciência, Dorian resolve procurar um antro de ópio para poder passar um tempo sozinho e espairecer: “Queria fugir de si mesmo”, então vai para o cais e assim entra em um bar.
No bar, Dorian é acompanhado por duas mulheres velhas e um marinheiro, e é reconhecido por seu antigo apelido: Príncipe Encantado. O tal marinheiro era irmão de Sibyl Vane, James Vane, que queria cumprir sua palavra de acabar com a vida de quem fizesse mal a sua irmã – o que Dorian fez. James parte à caça de Dorian Gray, que só é interrompida quando percebe que corria atrás de um homem que tinha uma beleza jovial no rosto, um moço de aproximadamente 19 anos de idade, fato que não condizia com a idade que Dorian teria àquela altura, Sibyl havia morrido há anos atrás.
Após o acontecido, Dorian fica com medo de que possa ser morto a qualquer instante pelo jovem marinheiro, começa a ficar paranoico ao lembrar-se de Sibyl e todos os acontecimentos corrompidos de seu passado; tal sentimento é reforçado após a morte de James Vane com um tiro perdido em uma tentativa de acabar com a vida de Dorian que se traumatiza ferozmente com o acontecido, reflete que a corrupção e a morte o perseguiam.
Em uma noite Dorian tem um momento de reflexão sobre todo o caos que ele e suas atitudes causaram, então resolve “assassinar sua alma”; Dorian manuseia a mesma faca com que assassinou Basil Hallward e então golpeia o quadro. São ouvidos gritos e estrondos vindos do quarto.
Após entrarem no quarto para ver o que acontecera, encontraram pendurado na parede um retrato esplêndido de Dorian como era originalmente desde a pintura de Basil – jovial e belo – e, no chão, viram um homem de aparência repugnante, enrugado, usando um traje de gala. O corpo foi reconhecido apenas por conta de seus anéis: ali jazia o verdadeiro e decrépito Dorian Gray.

31 de março de 2017

Ausência do relacionamento interpessoal em virtude da tecnologia

Samuel Czusz


A tecnologia pode ser considerada parte da vida de um ser humano, isso é apresentado em diversos âmbitos, seja no trabalho, em momentos de lazer ou até mesmo entre o exercício de sua função e o tempo livre. Devido aos avanços tecnológicos, que têm o caráter de inovação, o ser humano nos dias atuais vive em um contexto onde a internet permeia e os celulares agora passam a fazer parte da vida de muitos. A revista VEJA mostra que em 2020, aproximadamente 5,7 bilhões de pessoas terão um telefone celular com acesso à internet. Sendo assim, o relacionamento virtual das pessoas será maior e, consequentemente, fora da internet reduzirá.
Partindo desse princípio, pode-se compreender que a internet sendo utilizada da maneira correta foi a melhor invenção já criada dentro da tecnologia, uma vez que tem o caráter de integração, comunicação e desenvolvimento de atividades à longa distância. Contudo existe o lado contrário, pessoas que dependem da utilização deste artefato acabam perdendo a aptidão para outros; tais como o relacionamento interpessoal que passa a ser menor. 
A alienação do usuário é excessiva a tal ponto que o mesmo passar a alimentar seu próprio ego com aquilo que está em uma rede social ao invés de se importar com as pessoas ao seu redor. Outro exemplo se dá quando o indivíduo não consegue se desligar do seu aparelho nem quando o mesmo não tem acesso à internet. A dependência nestas circunstâncias rompe o ideal da internet que seria o da interação entre pessoas, isso culmina em um vício que pode ser tão nocivo quanto o de um entorpecente como o tabaco e o álcool.
Em uma cultura que defende a superficialidade e a generalidade de tudo, as interações afetivas também se tornam momentâneas e passageiras, substituindo as conexões mais profundas e estreitas. Nessa roda viva as pessoas acabam rebaixando o amor próprio e, inseguras, se escondem cada vez mais nos bastidores virtuais, longe do enfrentamento concreto que a vida demanda.

24 de março de 2017

O canvas da vida e o pseudo-racional

Bruno Figueiredo


Diziam-na carente
Garota inocente

Bela
Talvez clemente

Olhar imaturo
Ambos no muro

Medo do risco
À vida do oculto

Por dias belos
Houve acanhada a flor

Mas fora falha
Antes mesmo de fervor

Peregrino não hei de ser
Talvez o revés fora este a me amover

Tomada a razão sobreposta à emoção
Mesmo transitória sendo a decisão

A vida minha ainda flui solitária
Mas vês tu como destinatária

Que fugaz seja
Apenas esta primeira vista

Pois a definitiva presa em
Eu estar contigo

E ti em ser da minha vida
A artista

21 de março de 2017

Vida

Bruno Carnevalli

Por ti declaro meu amor,
Que chegou e não notificou,
Sorriso que vi e me perdi,
Olhar que encarei e na perfeição esbarrei,
Abraço que para sempre queria estar sem as horas ver passar;

Amar é ficar sem pensar,
Querer sem querer,
Superar a ansiedade de querer te encontrar,
Na sinceridade de seu olhar descansar,
Besteiras falar sem ao menos se importar,
Chorar pelo outro se importar e aclamar pelo sossego do seu estar.

Amar não é só sorrir,
Também é se ofender sem saber,
Chorar por querer ficar,
Sofrer e se calar, só para o parceiro agradar,
Plantar para às vezes não florir e mesmo assim não se ferir;

Amar também é chorar,
Brigas encarar,
Ofensas aguentar,
Sem perceber brigas gerar,
Com a saudade ter que aprender a lutar,
Com os ciúmes lidar,
Se amar fosse perfeito, pelo seu nome iria chamar;

Amo-te como amo a vida,
A parte mais bela do meu ser,
No meu coração você se faz viver,
De todo nosso amor faz engrandecer,
Para muitos dizerem o que cansamos de saber,
Saber que contigo quero viver rumo à eternidade,
Lutar perante a sociedade,
Para nosso filho vermos crescer,
Juntos, “eu e você” deixara de existir e por “nós” passamos a nos referir.

20 de março de 2017

Contos da quebrada

Illan Yukio


Vivendo em periferia o jovem encontra a dificuldade de descobrir seu caminho em meio a tanta confusão, crescendo sem medo, se viu no crime para poder se sustentar e todo dia ele pedia perdão para sua mãe:
-Desculpa mãe por te fazer chorar, sei que a senhora tentou me avisar que vida bandida não iria compensar, tanto lutou para doutor eu me formar, mas foi a ganância que me impediu de escutar... Será na escola do crime que irei me formar.
O garoto sai em busca de mais um de seus esquemas, se junta com o bando no baile de sexta-feira, ostentando seus malotes de dinheiro de procedência dúbia.
Ele sabe que é um poder que vicia, que é difícil contê-lo. Sempre indo atrás de mais e desafiando o sistema pois desde pequeno era problema, crescendo sem medo de algema, fazendo do dinheiro parte do seu dilema:
“Inimigos vão brotar, de olho no meu lugar” – pensou enquanto fugia dos oficiais da lei. Porém ocorreu o cerco, sem pensar ele aponta sua arma para um civil e o coloca como refém. Não demora para os repórteres chegarem no local e acompanharem de perto seu último suspiro.
-Avisa pra eles que meu “bonde” não vai recuar. Se quiserem minha cabeça podem vir buscar!!!

Aonde ele chegou não conseguiu parar, no entanto seu jogo era bruto e em uma travessa sua sorte se pôs a provar. Essa frase foi noticiada na mídia local e sua mãe com a mão no peito via a cena das viaturas cercando seu filho no noticiário da tarde. Seu destino não foi bom como sua vida e no fim das contas o povo observava sua mãe chorando pela alma do filho no local onde foi baleado.

RESPIRE

Mateus Freitas da Silva 


...Abra os olhos, é um novo dia, porém com uma rotina velha. O trem está cheio, o ônibus está quebrado, as estradas estão travadas e você está só. Um som interfere em sua música, mas parece não te incomodar, afinal, você já está acostumado ao mundo ignorar. Ligar a rádio não lhe parece uma má ideia, mas será que o conteúdo transmitido será novamente sobre a miséria? Pois bem, você devora a sua barra de cereal, dó de você que nem tempo para se alimentar direito tem. Mas de acordo com a rádio, fique feliz, pelo menos uma barra de cereal você tem. 
   O céu está cinza, os prédios são cinza, o chão é cinza, será que você se tornará cinza também? Ou se destacará  desse quadro cinza como uma árvore com belas flores amarelas? Não importa. Café quente na mão, sentado no corrimão, esperando o busão, hoje realmente não está no padrão. Mas quem se importa com você? Desde que não chegue atrasado não haverás problemas, mas você já está passando por um problemão. Já se passaram 50 minutos, falta falar com os amigos virtualmente, pois ninguém tem tempo para se encontrar como antigamente. Oi, Como vai? Estou bem. A conversa termina e seus olhos se voltam para o mundo, aliás, que “belo” mundo.     
   Alguém estica o braço para te pedir uma moeda, mas simplesmente o ignora, você tem problemas demais para se preocupar com os dele. Você segue em frente, vira à direita, depois à esquerda, direita, esquerda, aliás, você é de Direita ou de Esquerda? Não importa. Continue caminhando, continue, continue, é preciso continuar. Faltam apenas 600 metros para o seu destino chegar. 
   Fones nos ouvidos e chaves na mão, bolsa nas costas pesando um montão. O suor desce pelo o seu rosto parecendo lágrimas. Lágrimas de cansaço, dor e calor. Se aproximando dos 200 metros você se depara com um cruzamento, mas está com pressa e não pode parar, não pode parar, não pode parar, pensa. Verde, amarelo, vermelho, você pensa em correr antes do verde aparecer, mas o vermelho pisca te alertando, seus pés querem correr, o farol quer te parar. Corra. Você corre disparadamente, assim como o veículo preto de alto padrão também. Os dois se chocam e a música nos seus ouvidos acaba. Então respire e...

10 de março de 2017

Ascensão à barbárie

Bruno Carnevalli

        Nos dias de hoje, a violência vem alcançando patamares assustadores e ganhando cada vez mais espaço nos noticiários, desde pequenas cidades até em grandes metrópoles como São Paulo. Mas será que a justiça com as próprias mãos seria a maneira correta para ampararmos? Segundo pesquisas, ocorrem quatro linchamentos – ou tentativas de – por dia no Brasil; cerca de um milhão de brasileiros participaram de atos desse tipo nos últimos 60 anos. Somos um dos países onde mais acontecem linchamentos no mundo.
É até compreensível que a população reaja das mais diversas formas na tentativa de se proteger. Entretanto, linchamento é a maneira mais errada de se fazer justiça, é a volta à “Barbárie”. Embora o estado possua algumas falhas, é seu dever julgar e autuar os culpados; se queremos tal justiça, devemos lutar pelas melhorias no sistema. Linchamento é uma decisão precipitada e, quando feito isso, independentemente da razão, nos tornamos criminosos também.
        Fabiane Maria de Jesus é a maior prova de que estamos regredindo de maneira lastimável. É inadmissível a situação à qual ela foi submetida: com 33 anos e 2 filhos para “criar”, foi linchada por centenas de pessoas no subúrbio de uma cidade litorânea após ser confundida com uma criminosa, pelo fato de ter oferecido uma fruta a uma criança. Isso desencadeou um processo de fúria em redes sociais, na qual internautas confundiram Fabiane com uma suposta sequestradora que estaria utilizando crianças para realizar rituais de magia negra.
        Concluímos que, com a justiça com as próprias mãos, estamos ascendendo à Barbárie, pessoas inocentes tornando-se criminosos por terem tomado más decisões. Não devemos tomar o lugar das autoridades e, mesmo que o Estado seja falho, devemos agir em conjunto para que com isso possamos corrigir erros. É indispensável que a população fiscalize e reivindique dos governantes melhorias na área da segurança pública e no sistema judiciário. Acrescem às medidas a necessidade de os usuários das redes sociais certificarem as informações que são compartilhadas, evitando assim os linchamentos. É inadmissível que a sociedade retroceda e considere como normais as barbáries que são cometidas por aqueles que procuram agir conforme as suas próprias leis.

27 de fevereiro de 2017

As três setas de Eros

Garota ousou, instigou,
Apoiei, persisti, amei,
E o que adiantou?

A felicidade! Minha? Não!
Da dama em que no anelar
Galanteia a preciosidade argentina

Garota madura
Em sua boca não repicam piteiras
Ou colidem cachaças

Apenas o pecado é
O que toca teus lábios
Não ser os lábios meus

Com o perdão divino:
Mas que dantesco seja
O homem hoje dos olhos teus

Que não venhas tu,
Sendo dele,
A afamar ciúmes meus

Teu sorriso motiva-me a conquista,
Vejo-me tépido
Perante a bela egoísta

Falta-te só a pronúncia
Do homem, eu,
Como homem teu

E que irrefutável seja
Que a mulher minha
Seja feliz como uma rainha

Uma mulher rainha,
A mulher minha,
Minha rainha


Bruno Feitosa Figueiredo
1º ciclo de administração
Campus São Paulo

23 de fevereiro de 2017

Entrevista com a equipe da FEI Junior


Uma oportunidade para o desenvolvimento pessoal e profissional.

Entrevista Amanda Mecchi e Alisson Souza.




Entrevista realizada em fevereiro de 2017 pela professora Giselle Larizzatti com Amanda Mecchi, ex-presidente da FEI Júnior e Alisson Souza, presidente da atual gestão. Ambos alunos da FEI em Administração, a Amanda cursando o 7° ciclo e o Alisson cursando o 4° ciclo.

Eles contam sobre como é participar da FEI Júnior, qual a importância em suas vidas, suas trajetórias e um pouco sobre os projetos da empresa. 

Vale a pena conferir o depoimento inspirador destes dois alunos sobre o trabalho realizado pela FEI Júnior e como isso mudou suas maneiras de lidar com o avanço profissional e pessoal.

2 de dezembro de 2016

Espírito democrático


 Nos últimos anos a situação política brasileira vem regredindo no que diz respeito à moralidade. Os discursos éticos estão confrontando-se com uma realidade negativa desmotivando a população a acreditar e confiar que existirá algum representante eleito capaz de produzir mudanças, defendendo a verdadeira democracia que tem como uma de suas definições a “soberania do Povo” O papel desempenhado pela policia federal nas investigações nos casos de corrupção, produz nos cidadãos o sentimento de que não existe pessoa acima da Lei, e que o poder  judiciário não se curvará diante de influências políticas, que promovem a degradação econômica e política do Brasil.
O maior caminho para promover desenvolvimento cultural, social e econômico de um país, se dá através da educação, mas nossos governantes não se preocupam em lutar para assegurar uma educação de qualidade e transformadora, mas, no entanto o que vemos, é pessoas influentes utilizarem da necessidade do repasse de verbas, para desviar estes recursos para enriquecerem seu patrimônio pessoal, trazendo um déficit educacional que futuramente acarretara um grave retrocesso intelectual dos  brasileiros. A explicação de muitos críticos a esses descasos com a educação, e com a ética vem do conceito de que pessoas analfabetas não terão senso critico capaz de questionar e promover mudanças, apenas aceitando o que os outros a impõem.
Para que pudéssemos viver em um estado democrático, se fizeram necessário grandes sacrifícios para lutar contra o autoritarismo militar que promoveu a ditadura no ano de 1964, onde os direitos a liberdade de expressão, escolha e educação  não existiam, e tudo que fugisse do moralmente correto, ou os que não aceitassem as condições estabelecidas eram considerados verdadeiros traidores. E por esse espírito de liberdade que muitas pessoas lutaram e até mesmo perderam suas vidas para que as gerações futuras pudessem ter os direitos assegurados pela lei.
 Vivemos em um sistema democrático jovem, que infelizmente está sendo manchado por representes que outrora pensávamos ser capaz de seguir os discursos éticos que eles mesmos fazem questão de pronunciar com tanta ênfase, levando os cidadãos a acreditar na índole e na moralidade que não está sendo colocada em pratica. Algo notório é o inconformismo da população brasileira nestes últimos anos em aceitar os erros cometidos pelos governantes, gerando um espírito de mudança, através de grandes manifestações, ao também pressionar as autoridades legais, mostrando que a soberania do povo deve ser respeitada. Um dos exemplos de grade destaque foi o processo de impeachtman da então ex-presidente da republica Dilma Roussef, um processo longo que teve seu maior destaque quando grande numero de brasileiros se reuniram em varias regiões do país clamando por mudanças, que teve sua finalização no ano de 2016 quando a presidente foi exonerada de suas funções.

Portanto, a democracia necessita ser compreendida e colocada em prática, para que de fato seja promovido melhorias éticas, educacionais, econômicas e sociais. Mas de fato o que é notório é o desejo da população brasileira em manter e melhorar a democracia que tão bravamente foi conquistada e que  sem duvida alguma, não será arrancada do coração dos cidadãos.

Josué de Souza dos Santos 
Curso: Administração SBC

O risco da tecnologia digital para a nova geração

Estamos vivenciando um novo mundo, o mundo digital, e com isso uma geração dependente da tecnologia para se interagir com as pessoas de modo geral. Não conseguimos mais identificar a essência do ser humano nas atitudes ou gestos como antigamente. Hoje tudo se torna mais robotizado e simplificado de um modo que não conseguimos mais imaginar a reação de uma pessoa ao escrever uma mensagem, como cartas e bilhetes. Vivemos em um mundo que a tradução da emoção se dá por símbolos e “emotions” dos aplicativos de mensagens.
Apesar disso, não podemos dizer que estamos simplificando o convívio social, não quero parecer ser uma pessoa desligada da tecnologia. Realmente ela nos traz uma praticidade peculiar para solucionar problemas emergenciais ou transmitir uma mensagem com urgência, gerando uma solução rápida para questões do dia-a-dia. Entretanto, da mesma forma em que a tecnologia deixa a vida mais prática estamos nos tornando dependentes de emoções robotizadas, quero dizer, pessoas que não transmitem mais emoções com o afeto humano, mas somente pelos meios tecnológicos Hoje um feliz aniversario, um abraço, pode ser substituído por apenas uma “carinha feliz” recebida no seu celular.

Talvez isso não seja um avanço para a sociedade, mas sim um retrocesso no comportamento humano. Estamos nos afastando dos valores familiares, do afeto, da cordialidade com as pessoas, fazendo com que o contato físico, as emoções o sentimentalismo se percam na era digital.




Ariane Lima Granso


Referências
http://academicosfac2011.blogspot.com.br/2011/11/o-ser-humano-depende-da-tecnologia.html

11 de novembro de 2016

Escutando Comunidades (16/06/2016 – 19/06/2016)

Tudo começou quando a minha colega de classe Carol, que também faz parte do TETO, me contou sobre uma atividade que iria acontecer, chamada: “ECO” (Escutando comunidades). Fizemos a inscrição, que se encerrou em cerca de 4 horas, era uma atividade muito visada e não tínhamos a menor dimensão.  Ao ler o e-mail informativo sobre como seria a atividade, o que mais nos preocupava era a observação de “NÃO HAVERÁ BANHO”, 3 dias de atividade sem banho.
       Sexta à noite, dia do envio, parecia que tudo começava a dar errado, o envio estava marcado para às 19 horas e às 21 horas tínhamos nossa última prova de cálculo. “Vamos para a faculdade de malas e damos um jeito de irmos depois”, foi o que a Carol me disse; o que não daria certo, pois a comunidade em que nos escalaram, era a comunidade em que já trabalhamos como equipe fixa, a Malvinas, localizada em Guarulhos, o que significa ser bem longe da faculdade.
Fizemos a prova às pressas e demos um jeito de atrasar o envio, pegamos um “uber” que foi diretamente pra escola correndo e passando em semáforos vermelhos, chegamos. 23horas, último ônibus a sair do Jardins, destino: Malvinas. Ficamos alojados em uma escola infantil, localizada perto da comunidade, muito bem organizada e colorida. Nos dividimos pelas salas de aula que usaríamos como dormitórios e começamos a montar nossos sacos de dormir e colchões infláveis. Eu e a Carol não levamos, e tivemos de usar alguns colchonetes que por sorte tinham na escola. Fez muito frio na primeira noite, foi bem difícil pegar no sono e haviam cerca de 20 voluntários na mesma sala.
        Sábado, acordamos às 6h30 da manhã, nos arrumamos, tomamos café e fizemos uma pequena capacitação sobre como seria a atividade. Teríamos que aplicar aos moradores uma enquete socioeconômica e com questionamentos sobre as dificuldades e evoluções da comunidade. Essa enquete é realizada a cada dois anos como forma de medir o trabalho realizado e em conjunto é feito uma enquete de designação para os moradores que mostram interesse nas casas emergenciais que o TETO constrói.         
        Antes de partimos para a comunidade, realizamos uma “formação”, que são as dinâmicas elaboradas pelos voluntários que organizam o evento, com o intuito de discutirmos e refletirmos sobre as dificuldades que essas pessoas lidam, enxergar nossos privilégios e a importância do trabalho que realizamos. Foi pedido então, que anotássemos em um papel as 3 últimas vezes em que utilizamos o CEP da nossa casa para efetuar alguma ação. Eu escrevi: - Abertura de conta em banco; - Inscrição para curso de excel; - Compra online. Guardei o papel e fomos para a comunidade.    
        Foi uma grande surpresa pra mim, eu que já trabalho na Malvinas, estou lá todos os domingos, imaginava conhecer grande parte dos moradores, assim como o conhecimento das maiores dificuldades/obstáculos deles, o que foi um grande engano; pelo mapeamento fiquei responsável por uma área na qual eu nunca havia pisado, nem sequer sabia que existia aquela parte da comunidade. A Malvinas hoje, possui cerca de 424 famílias habitantes.     
        Começamos a aplicação da enquete, éramos uma equipe de 6 voluntários e um líder que havia passado a capacitação e agora nos direcionava conforme o mapeamento. O TETO trabalha na Malvinas há 2 anos, grande parte da comunidade já nos conhecem e conhecem o nosso trabalho, já houve construções de casas, e no ano passado, construímos o centro comunitário, onde implantamos diversos projetos, principalmente voltados para a educação. Por conta da existência deste conhecimento, a recepção dos moradores é muito positiva, muitos nos chamam para entrar em suas casas, tomar um café, agradecem pelo trabalho, nos idealizam como anjos; entretanto alguns ainda demonstram uma resistência por não acreditar que alguém possa querer ajudar sem algo em troca. “É ano de eleição, né?”, foi o que eu mais ouvi.      
        Foi uma manhã longa batendo de porta, dialogando de vida a vida, ouvindo histórias do coração. Uma pausa a tarde para o almoço, na casa de uma moradora. Marina, moradora da Malvinas, faz de tudo para ajudar o trabalho do TETO na comunidade, é mãe da Hadassa de 4 anos, e se dedica sempre no centro comunitário, recentemente, ela teve a ideia de dar aulas sobre ética e moral. Após o almoço, voltamos ao trabalho, aplicando as enquetes. Fui até a casa de uma senhora que mora ao lado de um córrego, quando a perguntei qual era o maior problema que ela enfrentava, ela respondeu: “- Moça, quando chove, entra “bosta” na minha casa.”        
        Final de tarde, voltamos para escola, dialogamos em uma formação sobre a importância de ter um CEP, de se sentir cidadão e com direitos, e do quão grande é a dificuldade dessas pessoas que não possuem, com coisas básicas, que nós jamais refletimos; como cuidado médico, conta bancária, emprego, estudo e todas as questões que necessitam de algum tipo de registro. Ao perguntar para algum morador da Malvinas sobre o endereço, eles respondem sempre com um ponto de referência: “atrás da pedra”, “perto da Rua dos eucaliptos”, “antes do bar de fulano.”
        Domingo, acordamos cedo e logo saímos para visitar o restante das famílias, aos domingos acontece o projeto de educação, então, as crianças nos veem e correm ao nosso encontro, questionando sobre o projeto, se vai haver mesmo, é um compromisso marcado que elas esperam a semana toda.
Apesar das crianças terem uma faixa etária de 0 a 14 anos, todas são muito parecidas. Recebi uma carta da Ketlyn de 6 anos, nela continham vários desenhos e uma mensagem de:” Tia, eu amo você!”.
      Visitei a casa de um morador muito esforçado, faz curso de elétrica e ele próprio construiu sua casa de alvenaria. Perguntei se ele tinha algum interesse em auxiliar na comunidade, ajudar o trabalho do TETO e os moradores, pois precisamos muito dos moradores colaborando para o trabalho funcionar. Ele então me respondeu que já tentou ajudar até demais a comunidade, mas foi por várias vezes ameaçado de morte por suspeitarem que na verdade ele queria tomar algum tipo de liderança comunitária, não para ajudar, mas sim pois existe uma hierarquia dentro da comunidade com o envolvimento de drogas, e ele foi uma ameaça às pessoas envolvidas no tráfico.Com isso ele resolveu se afastar de qualquer envolvimento dentro da comunidade e apenas cuidar de si próprio.
Por aí podemos refletir sobre a questão da violência na comunidade, o medo e a segurança dos moradores, quem faz as leis ali dentro, tal qual a educação que as crianças de lá estão tendo, vivenciando essa guerra de poder. 
        Dia longo e produtivo, voltamos de tardezinha para a escola, todos cansados, porém cheios de histórias para compartilhar. Fizemos rodas para debater e expor sobre o dia, levantar questionamentos e reflexões sobre tudo o que presenciamos. O maior problema levantado, foi a questão do banho. “-Estou há quatro anos sem saber o que é tomar um banho quente no meu próprio chuveiro”, foi o que ouvi mais cedo de um morador. Trabalhar no TETO, realmente é sair do casulo da minha rotina, da minha área de conforto, cheia de privilégios e cercada de pessoas bem sucedidas.
        Última formação antes de retornarmos para casa, chamava-se: “VOZES DA COMUNIDADE”, todos demos as mãos em um círculo e fechamos os olhos, a cada segundo, cada um ia reproduzindo frases ouvidas dos moradores, frases impactantes que fizeram todos desabarem em lágrimas. Choramos. Choramos muito... As frases mais recorrentes eram sobre abuso, estupro, violência doméstica, as mulheres da Malvinas sofrem, sofrem demais.          
        Fui para casa, só pensando em chegar logo, ver minha família, minha casa, minha cama... Cheguei, tomei banho e chorei, chorei feito criança. Eu sou muito privilegiada e grata por isso.    
             



Bruna Saito

TÓQUIO 2020 E SEUS NOVOS ESPORTES

Durante muitos anos, muitos esportes tentam integrar os Jogos Olímpicos, um evento global que já envolve diversas modalidades para competição. Porém, apenas alguns deles são selecionados para cada edição. Para próxima, em Tóquio 2020, entraram somente cinco modalidades são elas o Surfe, Skate, Beisebol, Karatê e Escalada.
A cada quatro anos, o Comitê Olímpico Internacional (COI) faz uma triagem de novos esportes para ingressar nos Jogos Olímpicos. Isso vai de acordo com o país sede da edição, pois depende de diversas situações desde o clima que predomina até sistema geográfico. Também, se existe um esporte tradicional no país sede, o Comitê do mesmo pode tentar incluir seu esporte para competição, sendo que teriam mais chances. Essa situação pode se fazer para os demais países, sabendo que cada nação tem seu próprio Comitê Olímpico.

As cinco modalidades incluídas para Tóquio 2020 somarão 18 novas medalhas e 474 atletas participantes. Portanto, dos 28 esportes da Olimpíada Rio 2016 vão virar 33 em Tóquio 2020. A audiência jovem certamente aumentará, pois dessas cinco modalidades duas são de público jovem e outras duas são tradicionais no Japão. Assim, proporcionará mais expectativas por medalhas e mais emoção por cada país.

Marcus Vinnicius 

8 de novembro de 2016

Os benefícios do café

É popularmente conhecido que o café dispõe mais disposição e melhora o desempenho, a bebida acelera o sistema nervoso central, com isso a pessoa se sente mais enérgica e alerta. Porém os efeitos do café não se limitam apenas a te deixar acordado por mais tempo, o consumo dessa iguaria trás vários benefícios, cientistas tem estudado os efeitos da cafeína por anos e descobriram muitas coisas interessantes.
Por exemplo, o café faz bem para a memória e consequentemente reduz o risco de doenças como o Alzheimer, foi chegada a essa descoberta após um estudo feito na Universidade Johns Hopkins de Baltimore, EUA. O estudo testou a memória de 160 voluntários por 24 horas e nele estavam incluídas pessoas que não tomavam café com frequência. Durante o experimento, foi observado que os voluntários que tomaram comprimidos de cafeína tiveram um resultado melhor do que aqueles que não tomaram. Michel Yassa, líder do estudo, concluiu que a cafeína ajuda no processo de consolidação da memória, porém não ajuda na recuperação de memória.
No estudo publicado pelo British Medical Journal consta que motoristas que consomem café correm menos risco de se envolver em acidentes, mas já é bom alertar que o efeito estimulante do café não deve ser considerado como um substituto do sono. Os cientistas acompanharam cerca de 1050 motoristas e cada um deles devia dirigir um caminhão de 10 toneladas percorrendo com ele uma distância de 200 km, dentre esses motoristas, um pouco mais da metade já havia se envolvido em um acidente de trânsito. Foi considerado peso, consumo de álcool, rotinas de trabalho, exercícios e sono dos voluntários e os resultados mostraram que os motoristas que consumiram café tinham uma probabilidade 63% menor de dormir ao volante.
Também foi constatado que o consumo de café pode reduzir o risco de suicídio, os cientistas envolvidos no experimento são da Escola Pública de Saúde da Universidade de Harvard. Foram analisadas três grandes pesquisas feitas nos Estados Unidos entre 1988 até 2008 e os mais 200 mil participantes foram divididos entre consumidores de café e, claro, os não-consumidores. Foi revelado que as chances de suicídio caíram pela metade entre os adultos que consumiam entre duas a quatro xícaras de café por dia, isso acontece, pois como a cafeína estimula o sistema nervoso central ela acaba agindo como um antidepressivo com o aumento da produção de neurotransmissores no cérebro. Porém os cientistas também disseram que o consumo exagerado de café pode causar efeitos colaterais em pessoas depressivas.
Uma das doenças mais temidas pelo ser humano também pode ser evitada pelo café, o câncer. O estudo foi feito pela University of Southern California de Los Angeles e nele foi concluído que beber três xícaras de café por dia pode reduzir a chance de câncer no fígado em até 29%, o consumo de quatro xícaras de café aumenta a porcentagem para 42%. O estudo incluiu 179.890 pessoas nos EUA e os voluntários foram acompanhados por 18 anos para que os cientistas analisassem o comportamento das pessoas e o quanto de café elas consumiam. Dentre outros tipos de câncer que o café ajuda a combater podemos citar o câncer de próstata, pois de acordo estudo da Escola Pública de Saúde da Universidade de Harvard, homens que tomam seis ou mais xícaras de café por dia apresentaram uma redução de 60% de contrair a doença, e também o câncer de mama de acordo com pesquisa da Breast Cancer Research, os cientistas analisaram o caso de 6000 mulheres que já tinham entrado em menopausa e dentre as que tomavam cinco ou mais xícaras de café, o risco de câncer de mama era reduzido em 57% comparado às mulheres que não tomavam mais que uma xícara.
Outra doença que o café ajuda a combater é a diabetes tipo 2, em mais um estudo da Escola Pública de Saúde da Universidade de Harvard os pesquisadores concluíram que o consumo de ao menos uma xícara de café já é o suficiente para reduzir o risco de adoecer em 11%, a pesquisa examinou dados de 100000 pessoas ao longo de vinte anos e as que tinham o costume previamente descrito apresentaram esse melhora, ao contrário daqueles que não tinham o hábito de tomar café, essas pessoas elevaram o risco de contrair diabetes em até 17%.

Inúmeras descobertas sobre os benefícios do café e da cafeína foram feitas ao longo dos anos e aqui estão só algumas delas, além de um ótimo estimulante e extremamente relaxante, o café é também um grande aliado no combate de inúmeros problemas não só do corpo humano como também do dia-a-dia, afinal é sempre bom tomar uma xícara de café para relaxar ainda mais depois de todas essas descobertas.

Larissa Tavares 

A importância da leitura

Atualmente no mundo em que vivemos estamos cercados de textos informacionais, comerciais, virtuais, entre outros.
Muitos desconhecem a leitura relaxante e rica de informações que existe tão próxima a nós por falta de divulgação ou influência.
São hábitos que muitos não adquiriram por falta de conhecimento de como a leitura pode ser benéfica em nossas vidas.
Através da leitura nos conectamos a um mundo novo e cheio de surpresas. Em apenas um livro podemos conhecer a experiência, a vida de uma pessoa e sentimentos que muitas vezes não são captados através de imagens. Também coletamos conhecimentos que não temos acesso, como culturas, tradições, religiões e hábitos de outras sociedades ou de povos já extintos.
Nos dias atuais de globalização, trabalhar com estrangeiros ou mesmo trabalhar em outros países tornou-se frequente. Mas o fato de conhecer outras culturas evita alguns constrangimentos causados por ações indelicadas ou impróprias.

Um fato simples de obter esses conhecimentos poderá mudar um ambiente de trabalho, momentos, como entrevistas e acordos, a sobrevivência, entre muitas outras coisas.

Larissa Tavares 

25 de outubro de 2016

A Meta

A Meta é um livro de Eliyahu M. Goldratt que conta a experiência de um gerente de uma fábrica chamada UniCo, Alex Rogo.
Alex está com problemas em administrar a sua empresa: cheio de pedidos atrasados e problemas para resolver. Como forma de resolver o problema com os pedidos atrasados, a fábrica dava prioridade aos clientes que reclamavam do atraso, parando de fazer o que estava fazendo para fazer o pedido desse cliente.
Certo dia, Alex chega em sua fábrica e recebe a notícia de que Bill Peach, o vice presidente, o estava procurando. O motivo é mais uma reclamação de pedido atrasado, porém, para este pedido, os custos foram mais altos. Além disso, Bill Peach revela que se a fábrica não melhorasse em três meses, ele teria que fechá-la. Com toda essa pressão, seu casamento também não ia bem. Alex ficava até tarde na fábrica e, por isso, muitas vezes chegava depois do jantar, perdendo cada vez mais o contato com sua esposa e filhos.
Durante uma reunião, Alex, ao ver um charuto esquecido no bolso do seu paletó, se lembra de uma conversa que teve com seu antigo professor de física, Jonah, e pensa que talvez ele pudesse o ajudar com os problemas na fábrica.
Ao ligar para Jonah, Alex conta a situação da empresa, como estavam decaindo e o prazo para melhorá-la. Jonah, que parece entender muito bem a situação, lhe pergunta qual é a meta da fábrica e Alex não soube responder corretamente. Então, após essa conversa, Alex não deixa de pensar qual seria a meta da fábrica, se é a eficiência, qualidade ou outra coisa. Após incertas conclusões, Alex acerta a resposta: dinheiro. A meta da fábrica é ganhar dinheiro.
Após contar para sua equipe sobre a situação da empresa, todos decidem que precisam agir logo para evitar o fechamento e, assim, salvar seus empregos. Agora que já sabiam qual era a meta, faltava descobrir o que fazer para atingi-la, mas as coisas não são tão fáceis, então, novamente, Alex procurou Jonah para ajudá-lo.
Jonah conta que existem três regras operacionais para o gerenciamento de uma empresa: o ganho, que é garantido pelas vendas; o inventário, que é o investimento de dinheiro em coisas que pretende vender e a despesa operacional, que é o dinheiro que a empresa gasta para transformar o inventário em ganho. Com essas definições, Alex e sua equipe saem em busca de tudo que possa interferir no ganho da empresa e descobrem que muitos dos robôs deixavam pilhas em excesso.
Em outro encontro, Jonah explica o que são flutuações estatísticas e eventos dependentes. Alex entende melhor como funcionam ao acompanhar o filho em uma excursão com outras crianças, na qual ele era o líder. Um garoto chamado Herbie, que era mais pesado e carregava coisas mais pesadas, determinava o ritmo da fila atrás dele, às vezes indo mais devagar e às vezes mais rápido, atrasando ou não o restante dos meninos, que andavam cada um num ritmo diferente. Logo, flutuações estatísticas seriam os diferentes ritmos e os eventos dependentes seriam o fato de que cada um depende do ritmo do outro para ir mais rápido ou mais devagar.
Ao chegar em casa, a mulher de Alex não está mais lá. Havia ido embora por causa da falta de atenção que ele a dava por causa da fábrica e o deixou com seus dois filhos. Ele teve, então, de pedir ajuda a sua mãe para cuidar dos filhos até Julie aparecer.
No outro dia, ao chegar na fábrica, Alex contou tudo que aprendeu no final de semana e eles determinaram os gargalos e os não-gargalos. Gargalos são as máquinas que podem atrasar o processo e, por isso, não podiam parar. Os não-gargalos são as outras máquinas que não costumam atrasar no processo. Para ajudar os operários a saberem qual lote produzir primeiro, foram colocadas etiquetas verdes e vermelhas para fácil entendimento de quais peças passariam pelos gargalos – as com etiquetas vermelhas. Assim, a fábrica dava mais atenção às peças que passariam pelos gargalos, produzindo-as primeiro e entregando o produto no tempo certo. Essas medidas ajudaram a empresa a aumentar o lucro, além de reduzir o inventário.
Alex, agora com menos pressão na fábrica, decide ir atrás de Julie e a trata de forma diferente – dando muito mais atenção e procurando reconquistá-la. Após alguns encontros eles finalmente voltam, porém melhores.
Todas as medidas tomadas por Alex e sua equipe colaboraram com o desempenho da fábrica, aumentaram o lucro, a satisfação dos clientes e trouxeram novos clientes. Com o resultado de todo seu trabalho, Alex é promovido a diretor da divisão, cuidando de mais duas fábricas. Sua equipe também é promovida, fruto do bom trabalho que fizeram. Alex agora deve saber como cuidar das três fábricas, aplicando seu novo método, para garantir que a meta seja atingida.

O livro possui uma linguagem de fácil compreensão e, ao deixar de ser apenas técnico, introduzindo um romance e toda uma história, prende a atenção do leitor a cada capítulo e garante o entendimento, oferecendo uma leitura rápida e prazerosa.
Abordando temas como a reengenharia e o processo de melhoria contínua de uma forma de fácil compreensão, muitos conseguem entender melhor o conceito dessas expressões e até mesmo aplica-las em suas áreas.
O entendimento de sistemas e do quanto um depende do outro também mostrou que quando o funcionário se sente importante, tem um objetivo a cumprir sabendo que vai colaborar com o seu trabalho, ele garante um produto de melhor qualidade e mais eficaz.

As perguntas que Alex fazia mostram as dificuldades ao se deparar com algo novo, tendo que esquecer um velho paradigma e aprender tudo novamente. Muitas coisas lógicas passavam despercebidas por causa desses antigos padrões que a fábrica utilizava, já que todas as outras fábricas também utilizavam e não faria sentido mudar isso. Sem a ajuda de Jonah, que serviu como um mentor, Alex não teria chegado onde chegou, nem teria sua fábrica após os três meses. Jonah, ao questionar os paradigmas da empresa, apontando onde estava o erro, colaborou para que tanto a fábrica quanto Alex e sua equipe crescessem e se tornassem melhores, garantindo um melhor desenvolvimento para todos.

Larissa Tavares Serra
Resenha: A Meta – Eliyahu M. Goldratt

O Menino do Pijama Listrado

O livro “O Menino do Pijama Listrado” foi escrito por John Boyne e adaptado para os cinemas com a direção de Mark Herman.
A história se passa em torno de Bruno, um menino de nove anos, filho de um militar nazista. Por causa do cargo de seu pai, Bruno e sua família precisam se mudar para um lugar desconhecido, tendo que deixar sua mansão e os amigos do garoto para trás.
Como seu pai é um importante militar, há bastante movimentação em sua casa de soldados dando notícias da Alemanha nazista. Bruno, que é muito jovem, ainda não entende sobre o holocausto e até mesmo sobre os judeus, mesmo às vezes tendo se deparado com alguns fazendo serviços em sua casa.
Como o menino não tinha mais ninguém para brincar, ele resolve andar pelos arredores da sua casa e um dia se depara com uma cerca que via da janela do seu quarto. Analisando o que há depois das cercas, Bruno acredita se tratar de uma fazenda, onde as pessoas estão sempre vestidas com pijamas. Foi em um dia como esse que Bruno conheceu Shmuel, um menino que morava do outro lado da cerca e com quem criou uma intensa e bela amizade, apesar de suas diferenças.
Bruno sempre ia visitar Shmuel e costumava levar comida, já que o garoto sentia muita fome. A curiosidade dos dois meninos de conhecer o outro lado era muito grande, até que um dia Shmuel conseguiu um “pijama” para Bruno, que o vestiu e entrou para o outro lado da cerca, ficando junto com seu único amigo. Enquanto isso, a mãe de Bruno nota sua demora de voltar para casa.
Do outro lado, Shmuel tenta mostrar como é lá dentro para Bruno, porém, são obrigados a ir até um lugar fechado, tirar suas roupas e entrar em uma câmara. Uma câmara de gás. Quando a mãe de Bruno chega até a cerca, tudo que encontra são as roupas de Bruno e um buraco feito para ele passar para o outro lado.
O livro possui uma leitura rápida e que prende o leitor do início ao fim. Com uma visão totalmente ingênua, não aborda claramente sobre o tema nazismo, contando sobre a maioria das coisas que aconteceram nessa época, porém o leitor sabe a todo momento o que realmente está acontecendo.
A amizade entre Bruno e Shmuel mostra a ingenuidade do livro, na qual eles não veem ou tratam o outro como um nazista trataria um judeu. Eles se tratam como duas crianças normais – o que de fato são –, não ligando para suas diferenças.

A história do livro é simples, porém a mensagem que ela passa, junto ao período em que se passa, a torna linda e mostra o porque dessa obra ter sido um sucesso em vendas e lida até os dias de hoje.

Larissa Tavares Serra 
Resenha: O Menino do Pijama Listrado – John Boyne

Atual situação do desempregado no país chamado Brasil

O Brasil, nos últimos anos, anda passando por muitas dificuldades relativas à segurança, educação, saúde e uma das principais a econômica. A crise econômica no país já veem de anos, com ela o desemprego veio junto, empresas multinacionais e empresas de porte nacional despediram muitos trabalhadores. O governo, vendo essa situação, sancionou uma lei do seguro desemprego que foi uma ótima ideia, mas em um momento inoportuno, pela atual situação.
Dados registrados em 2016 mostram que no país inteiro o número de desempregados é de 11,6 milhões, o maior índice desde 2012 e um dos piores registrados na história do Brasil.
Antes da lei ser sancionada, o trabalhador precisa permanecer seis meses no trabalho, em um primeiro instante que lei entrou em vigor passou para doze meses, depois em definitivo reduziram para nove meses.
Mas com essa crise econômica, o assalariado não consegue permanecerem dentro da empresa durante esse período. Se a lei fosse criada em 2005 quando o país estava vivendo dias de glória com crescimento econômico e a rotatividade de trabalhadores era muitos grandes, teria sido uma ótima lei, pois, o governo não gastaria tanto com o seguro desemprego, consequentemente o rodizio de trabalhadores seria muito menor. Temos um exemplo muito claro em dados registrados pelo Professor Istvan kasznar da FGV, que em 2005 o trabalhador demorava 8 meses para encontrar um novo emprego em Pernambuco, nos dias atuais são de 26 meses.
Para alavancar a economia, a população precisa gastar dinheiro em produtos e serviços para podemos ter uma maior produtividade, posteriormente as empresas começariam a contratar mais mão-de-obra primaria e qualificada para o serviço. Mas, como isso, vai acontecer se ninguém tem dinheiro?
O país está passando por uma crise muito forte em economia e política, como vemos em meios de telecomunicações (jornais, TV, rádio, internet, revistas). Com isso, podemos ver bem nitidamente que o governo, aqueles que a população elege a cada quatro anos que seria para o poder nacional, não estão totalmente qualificados para assumir tais responsabilidades. Um governo que precisaria ajudar os trabalhadores, assalariados que acordam todos os dias para conseguir o sustento da sua família conseguem ser prejudicado por leis mal colocadas em momentos totalmente inoportuno por um governo que não consegue ter uma administração responsável.
Por quê, não esperar a economia voltar a subir para depois colocar a lei do seguro desemprego em vigor? A lei foi uma ótima ideia, pois, todos estão cansados de uma política incompetente, mas quando eles conseguem ser competentes são negligentes em deixar que seja sancionada no momento de crise no país.
Nome: Henrique Miranda Abila

Curso: Administração de Empresas

21 de outubro de 2016

Afinal, existe uma fórmula para o sucesso?

Certamente em algum momento você já se imaginou sendo um empreendedor bem-sucedido, não é mesmo? O fato é que muitas pessoas almejam o sucesso, mas será que existe uma fórmula para isso?
Bom, conforme pesquisas de casos de sucesso, é possível afirmar que existe uma consequência das ações que estão sendo praticadas hoje. Ou seja, QUERER ser bem-sucedido pode ser o primeiro passo para se tornar mais um nessa estatística, desde que somado com o AGIR.
Imagine algo que você almejou muito e como você fez para atingi-lo... O fato é que qual tenha sido o desejo, com certeza você só conseguiu realizá-lo pela sua determinação – que nada mais é do que “determinar- ação”.
É preciso saber onde se quer chegar para que a “caminhada seja sólida”, àqueles que estabelecem metas para os seus objetivos, não desviam o caminho e assim chegam com facilidade ao destino.
Assim como na vida, “as estradas” têm obstáculos, que só serão superados conforme a importância que você der a sua meta e a preparação para ela. Afinal, a vida de um empreendedor é resumida em tomada de decisão, sendo assim, o conhecimento é imprescindível para fazer a coisa certa.
Seja qual for o seu objetivo, o segredo é NÃO DESISTIR. Corra atrás dos seus sonhos que você irá alcançá-los. E lembre-se: ficar parado vai te deixar cada vez mais afastado dele.

Katia Cardoso

4º semestre – Administração em São Bernardo do Campo

15 de setembro de 2016

Realização pessoal e profissional: é possível em qualquer idade?

Muitas coisas jamais imaginei vivenciar, como a de ser um administrador ou estudar administração.
No colégio, fiz técnico em sistema de informação, criando programas e sites. Imaginei minha vida voltada para este caminho, porque minha facilidade com máquinas me atraía cada vez mais até que um belo dia acordei e disse: “não quero mais trabalhar só com máquinas”. Pensando nisso, levei um choque: “o que irei fazer?”
 Toda a minha trajetória sempre levou-me a ser líder em algo que exercia. Na igreja, líder de jovens, no clube no qual jogava, capitão, na escola, representante de classe, o que mostrou é que a vontade de ajudar e cuidar das pessoas era grande. Meu pai, por sua vez, possui fazenda e eu o ajudava em questões financeiras (análise de alguns dados, os quais passava para os programas que eu criava) e isso mostrou o quanto eu gostava de administrar negócios e o impacto que daria na vida das pessoas.
Meu primeiro emprego foi caixa de banco. Estava feliz e contente quando surgiu uma oportunidade de cuidar de um posto bancário na Infraero dentro do aeroporto de Guarulhos. Aceitei imediatamente e comecei a minha jornada. Lá conheci um grande gestor e um péssimo gestor, esse último fez uma grande diferença na minha vida, pois ele me mostrou tudo aquilo que eu não queria ser.
Com o tempo, outro banco me chamou, no qual fiquei responsável por uma pequena aquisição que tinha acontecido há pouco tempo. Conseguir arrumar processos e gerar mais lucros, mostrando que estava no caminho certo. Durante este percurso estudei ciências da computação e matemática e via que eu possuía a experiência e não a teoria da administração. Agora, cá estou em uma aula de linguagem relembrando a minha vida e tudo que passei para chegar até aqui e posso dizer: ”nossa! Deus, mesmo sendo Deus, consegue surpreender a cada dia...”. Experiências, sonhos, dificuldades fizeram com que a minha vida ficasse cada vez melhor, pois descobri aquilo que nasci pra fazer.
Atualmente, trabalhando em uma grande empresa com uma equipe cada vez maior (hoje absorvemos mais uma área), com um índice de aprovação de 100% da equipe (tem um que não gosta da minha pessoa, mas também não gosta de ninguém e nem de trabalhar, por isso, não me importo), percebi que estou no caminho certo, ajudando pessoas, mostrando que é possível ser feliz na hora do trabalho e tornando um ambiente agradável e competitivo com ética e disposição.  
Essa minha trajetória, que eu não podia sequer imaginar na minha infância, tem me proporcionado grande realização. 

Jailson Lima Moreira