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6 de setembro de 2017

Síntese – Livro: Porque fazemos o que fazemos?

Nayara Pontes e Mateus Freitas

A obra de Cortella apresenta observações sobre dilemas do cotidiano, que envolvem a nossa vida pessoal e profissional e que estão a nossa volta por todo o momento, sendo que muitas vezes nem percebemos.

Um dos pontos que chamam a atenção e que vale destacar é a questão da monotonia, pois ela é um estado em que chegamos quando entramos no automatismo e desligamos a nossa capacidade de raciocinar. O autor demonstra isto dizendo que a monotonia é quando fazemos algo sem prestar atenção, quando fazemos uma atividade sem perceber se está correta ou não.

Podemos exemplificar isso com uma pessoa que vai para o trabalho todos os dias de metrô e que obviamente sabe a estação correta de descer e quanto tempo levará para chegar, se caso não houver imprevistos. Como faz o mesmo trajeto todos os dias, então não prestará atenção em todas as estações que passar, só quando o destino estiver próximo. Porém, se caso esta pessoa for à casa de um amigo e seguir um trajeto que nunca fez antes, provavelmente ela irá prestar atenção em cada estação que passar, pois estará se certificando de que realmente está fazendo o caminho certo.

Outro ponto importante destacado no livro, é sobre o sonho pessoal que é citado no capítulo “Futuros e Pretéritos”, no qual é discutido sobre os sonhos que as pessoas idealizam, mas que sempre deixam para futuro, como a famosa fala “um dia irei fazer o que gosto”. Com o cotidiano monótono, as pessoas vivem o dia a dia com a esperança de realizar os seus desejos futuramente, mas em muitos casos isto se torna uma utopia, pois não levam em consideração todo o esforço necessário para alcançá-los.

De maneira geral, o livro nos traz reflexões de assuntos comuns, mas que muitas vezes não paramos para pensar sobre. Provoca o nosso pensamento fazendo com que pensemos em nossas atividades atuais e o que seremos e futuramente, traz um modo diferente e interessante se de pensar.

3 de setembro de 2017

Meu pé de laranja lima

Déborah Coelho

O livro traz a história de Zezé, uma criança muito peralta que passa por várias dificuldades em sua família, dentre elas a financeira, visto que seu pai está desempregado e apenas a sua mãe trabalha.

Zezé é tido como saco de pancada da família, tudo o que aprontava recebia uma surra e terminava sempre com o mesmo pensamento de que não servia para nada e quem ninguém gostava dele.

Devido a esse mundo de dificuldades, ele cria seu universo imaginário, com personagens e seu pé de laranja lima, que vira seu melhor amigo a partir da mudança de casa.

O personagem principal, sendo muito inteligente, aos cinco anos já sabendo ler foi colocado na escola e foi eleito o melhor aluno.

No caminho para escola, Zezé e seus amigos tinham costume de pegar “canguru”, ou seja, carona na traseira dos carros; desafiado por si mesmo ele tenta pular no carro conhecido como o mais bonito, o de Seu Manuel Valadares, um português. É pego pelo mesmo e leva um puxão de orelhas.

Passados os dias, seu Valadares encontra Zezé com o pé machucado por um vidro e tendo dó do menino, leva-o à farmácia para que fosse cuidado.

Com o passar dos dias, Portuga (apelido dado por Zezé) e o menino tornam-se grandes amigos, pois o português tem dó da situação do menino e, o enxergando como filho, o leva para passear e anda com ele para todos os lugares.

Até que um dia uma tragédia aconteceu, Portuga estando em seu taxi é acertado pelo trem na travessia e acaba morrendo; Zezé, ao saber da notícia, fica muito doente por saber que perdeu seu amigo e depois de um longo tempo com sua saúde abalada ele se recupera e segue sua vida.

Com tudo percebe-se a sensibilidade da história desse menino, que apesar de triste, procura sempre driblar as dificuldades da vida com sua imaginação.

Aprendendo a refletir sobre o que falamos e pensamos

Nayara Pontes Barbosa

LIVRO: Por que fazemos o que fazemos?
AUTOR: Mario Sergio Cortella
Nº PÁGINAS: 174
EDIÇÃO: 18ª

A obra de Mario Sergio Cortella nos faz refletir sobre aspectos da vida e determinadas situações que não costumamos perceber, pois às vezes temos hábitos não pensados mas que normalmente acontecem, principalmente no mundo do trabalho.

A pergunta exposta no título do livro tem o objetivo de fazer-nos pensar em nosso propósito como pessoa, ou seja, o que nos faz estarmos firmes todos os dias para enfrentar a rotina? Rotina esta que, segundo Cortella, é importantíssima seguir para manter o êxito em nossas atividades e ele explica o porquê.

Dividido entre capítulos curtos, o livro explica e exemplifica de maneira clara cada ponto de vista mencionado e fala como costuma ser nosso comportamento diante do emprego e o que devemos fazer para sermos melhores como pessoas dentro e fora da organização.

A ideia de evitarmos ser pessoas automatizadas, sem o afloramento do conhecimento e com a execução das atividades sem a devida atenção e dedicação é um tanto explicitada, remetendo as teorias do Taylorismo.

É um livro recomendável tanto para jovens que ainda estão entrando no âmbito das responsabilidades (que usualmente ainda estão assentando o seu caminho a traçar) quanto para adultos formados e idosos que já passaram por uma série de fases na vida. É bastante ressaltado que enquanto tivermos energia para uma próxima etapa a seguir, idade será apenas um detalhe.

Cortella utiliza sabiamente a filosofia para nos responder perguntas ou inquietações que temos, como por exemplo, o fato de reclamarmos da segunda-feira ou reclamar da função que executamos no trabalho, do porquê que nunca estamos satisfeitos, entre outros hábitos que geralmente não paramos para fazer uma reflexão fundamentada.

De modo geral, o autor alcança o objetivo de ir diretamente ao ponto, no máximo dando alguns exemplos de suas próprias experiências, sem fazer rodeios para que sua mensagem seja transmitida com excelência.

Alfabetização financeira e a multiplicação do dinheiro

Nayara Pontes Barbosa

LIVRO: Pai Rico Pai Pobre
AUTOR: Robert T. Kiyosaki; Sharon L. Lechter
Nº PÁGINAS: 181
EDIÇÃO: 66ª

Neste livro, Robert conta e participa da história na qual ele tem dois pais, um pobre e um rico. O pobre é o seu pai biológico, também chamado de pai instruído, além de ser um professor meramente inteligente, é um funcionário do governo com um amplo histórico acadêmico. Em relação aos estudos e trabalho, este pai tenta orientar o filho como a maioria das pessoas fazem “vá para a escola, tire boas notas e procure por um emprego seguro para ter uma boa aposentadoria”.

Já o rico é o pai de Mike, seu amigo, que é chamado assim por saber como fazer o dinheiro se multiplicar e entender tudo o que envolve negócios e investimentos; este possui uma carreira bem-sucedida com diversos bens e patrimônios.

Apesar de Robert se considerar um garoto sortudo por ter dois pais a quem pedir opiniões sobre sua formação, o caminho que realmente é seguido por ele e por Mike é o que pai rico havia lhe ensinado. Eles aprenderam a fazer com que o dinheiro trabalhasse para eles, ao invés de ser o contrário. Segundo o que diz o livro, quando trabalhamos para o dinheiro sem perceber, estamos participando da corrida dos ratos. Essa corrida é um ciclo vicioso onde a maioria das pessoas costumam entrar e quase nunca conseguem sair, ou às vezes não acham que devam sair por considerarem que já estão num emprego seguro e não devem correr nenhum tipo de risco na rotina profissional. E é assim que pai pobre pensava.

Enquanto eram apenas crianças de nove anos, tudo parecia confuso para os dois meninos, mas após adquirirem mais idade e amadurecimento na mente conseguem finalmente entender o que precisam fazer na vida para serem ricos em um curto espaço de tempo sem precisarem trabalhar para os outros. Sendo um homem formado, Robert passa seu conhecimento adiante para as outras pessoas, transformando a corrida dos ratos num jogo para o próprio aprendizado através de palestras e conselhos a quem os pedisse.

De modo geral, o livro nos traz diversas dicas de como manusear o dinheiro a fins de multiplica-lo, sendo uma delas conhecer a diferença entre ativos e passivos. Uma vez aprendido isto, fica mais fácil de entender os procedimentos que devemos fazer para crescermos financeiramente sem trabalhar arduamente. Sendo assim, é um livro recomendável para quem tem interesse em assuntos financeiros, que busca ampliar as visões sobre este meio.

Resenha do livro "A Meta"

Giovana Leopoldo Guimarães

A obra "a meta", escrita por Eliyahu Goldratt, relata a dificuldade de um gerente em conciliar a vida profissional e a relação com a esposa e filhos. Nesta empresa que é citada, o gerente encontra uma série de dificuldades em administrar o tempo e os produtos finalizados, geralmente os produtos saíam atrasados e os clientes já estavam fartos dessa realidade.

O autor deixou de forma clara a ideia que o objetivo do livro é mostrar que as pessoas de poder dentro de uma organização precisam saber quais são os princípios e, automaticamente, a meta da instituição. Sabendo isso, deve associar as metas traçadas com o estilo de produção adotado. No enredo, o protagonista (Alex) tem apenas três meses para conseguir reverter a situação atual da empresa.

Em meio a tantos obstáculos ele acaba deixando de lado a vida pessoal, viajando e fazendo longos turnos de trabalho, atitudes que começaram a aborrecer a esposa (Julie) e entristecer os filhos, que sentiram a ausência do pai por estar tão focado na empresa.

O livro também cita abertamente a necessidade de calcular o gasto operacional, que seriam os gastos básicos para a produção e finalização do bem a ser comercializado. Também citou que o uso de estoque exagerado é um grande problema para a organização, pois é resultado de mão de obra e custos que estão parados e que, possivelmente, sejam comercializados em um tempo futuro.

Com ajuda de alguns companheiros, que conseguiram abrir os olhos de Alex mostrando como realmente identificar qual é a meta e qual os objetivos da empresa, foi possível uma melhora notável e satisfatória para o gerente e todos os funcionários.

A obra é indicada para estudantes de administração, economia, contabilidade e gestão de negócios, por se tratar de um assunto comum a estas áreas. Contém dicas e situações problema que podem ser aplicadas às teorias citadas no livro, ajudando no gerenciamento de produção e no ajuste do tempo operacional, reduzindo os custos e implantando novas tecnologias.

19 de junho de 2017

Resenha do filme A Cabana

Roberta Campos


No dia 7 de abril de 2017 estreou nos cinemas o filme “A Cabana”, uma obra cinematográfica baseada no livro de William P. Young, publicado em maio de 2007. Um Best seller que teve mais de 18 milhões de cópias vendidas no mundo todo, sendo que, segundo pesquisas secundárias, a princípio o livro não foi escrito para ser publicado, era apenas um presente para 15 amigos do autor. Logo, é possível perceber o poder de uma boa obra literária, pois o que era destinado a 15 pessoas, acabou alcançando pelo menos 18 milhões de leitores, que por algum motivo se identificaram com o enredo.

O filme conta a história de uma família formada por uma mãe, um pai e três crianças (Josh, Kate e Missy) que a princípio eram muito felizes, pois tinham uns aos outros. Embora o passado de Mack tivesse sido conturbado, uma vez que seu pai era alcoólatra e batia na esposa, ele visava respeitar sua família, justamente da forma que seu próprio pai não fez com ele e com sua mãe.

Um dia, o pai (Mack) foi acampar com os filhos em um bosque. No dia posterior a data em que chegaram ao local, os filhos mais velhos de Mack estavam se divertindo em uma canoa enquanto Missy, a filha caçula, estava desenhando, próximo ao trailer da família. Repentinamente, sua irmã mais velha ficou em pé na canoa, fazendo com que o barco tombasse. Seu irmão ficou submersamente preso na canoa. Mack, o pai, imediatamente correu para salvar o filho, porém esse foi o motivo para que a família ficasse incompleta naquele momento, pois enquanto o pai salvava o filho, Missy (a caçula) desapareceu. Havia apenas sinais de que ela teria sido violentada e depois brutalmente assassinada em uma cabana em meio às montanhas.

Devido a este ocorrido uma profunda tristeza tomou conta da família. Principalmente no pai e na filha mais velha que se sentiam culpados pelo ocorrido. Cerca de três anos e meio depois, Mack recebeu um bilhete misterioso, que supostamente havia sido escrito e enviado por Deus, onde ele o convidava para visitar uma cabana localizada no bosque onde ocorreu a tragédia com sua filhinha.

Depois de finalmente chegar à cabana onde tudo aconteceu, Mack foi direcionado até uma cabana linda em um local semelhante com o que se imagina ser o paraíso. Lá ele encontrou com a Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), que foi personificada pelo autor de uma maneira diferente ao que muitos imaginam ser na realidade. Aos poucos, ele passa a se acostumar com a ideia de estar próximo de Deus e começa a aceitar e a aprender com o ocorrido.

Depois de aprender a perdoar a si mesmo, ao seu pai e ao assassino de sua filha, Deus o levou para um passeio em que teve a oportunidade de rever Missy e perceber o quanto ela estava bem.

Por fim, Ele mostrou à Mack onde o corpo de Missy estava e juntos, transportaram até um esquife de madeira, construído por Jesus, onde o corpinho dela descansaria em paz.

Quando Mack retornou para a sua cidade, acabou sofrendo um acidente de carro, ficando assim, internado em um hospital. Para surpresa de todos, inclusive do protagonista, ele “nunca realmente chegou a voltar para a cabana onde o crime aconteceu”. Na verdade, durante seu trajeto um carro veio a colidir com o seu, resultando em três dias em coma.

Ainda no hospital, Mack conseguiu convencer a esposa dos momentos em que passou com a Santíssima Trindade e acalmou o coração de Kate (a filha mais velha), tirando um pouco da culpa que ela mesma sentia.

O filme possui 2 horas e 13 minutos de muita emoção e é indicado para pessoas que gostam de obras cinematográficas que deixam uma mensagem de reflexão para ser levado para a vida, independente da religião.

18 de junho de 2017

Incoerências cotidianas

Kimberly Tuane Candido


O Pequeno Príncipe, apesar de soar como livro infantil, traz grande reflexão sobre como vivemos. Claro que uma criança – como eu que li pela primeira vez aos dez anos – não entenderia as metáforas por trás da aventura, mas agora relendo percebo a importância de cada aspecto do livro. O livro foi lançado em 1943 pelo autor francês Antoine de Saint-Exupéry.

Quando um aviador se encontra em meio ao deserto do Saara com seu avião quebrado, surge um menino misterioso. Este critica que as pessoas são condicionadas a pensar apenas com números, visar à quantidade e não a qualidade. Dá-se o exemplo de que quando esses avistam uma casa não contam às outras pessoas as características da casa, o que os impressionará é o quanto custa essa casa.

O narrador conta que após deixar seu planeta para fazer novos amigos, o Pequeno Príncipe visitou uma seria de sete planetas, cada qual representando uma característica da sociedade. O primeiro era habitado somente por um rei prepotente que ensinou o Pequeno Príncipe que, para ter obediência, é preciso dar ordens razoáveis e que possam ser cumpridas. Na desculpa de que deve haver condições favoráveis para a obediência, esse escondia que na verdade ele era impotente com relação em governar alguém ou algo em seu planeta – já que era o único habitante. O desejo sobre poder e a hipocrisia são as lições passadas nesse planeta. O segundo planeta representava a vaidade, pois seu único habitante exigia prestígios, elogios e aplausos a todo o momento. O Pequeno Príncipe então questionou “para que lhe serve isso?”, uma questão difícil de se responder uma vez que a vaidade, no mal sentido, é um ato mesquinho e que não tem utilidade para fazer bem a outras pessoas.

No próximo planeta havia um bêbado que bebia para esquecer que tinha vergonha de si mesmo por beber. Um ciclo vicioso que o impossibilita de ver além e perceber que aquilo não fazia sentido algum. No quarto planeta havia um empresário com a lógica semelhante à do bêbado: contava estrelas, as possuía e usava as estrelas que tinha para comprar mais estrelas. Nem mesmo tinha tempo para acender seu cigarro, sempre focado em contas gigantescas para medir o quanto ele era rico e o quanto mais poderia ficar. Afinal, para que servem os aplausos, as quantias de estrelas, a obediência e o paradoxo do bêbado senão apenas encher a vida destes com práticas inúteis e infundadas? O empresário se dizia um homem ocupado, mas para qual finalidade? Justamente porque o “ter” é mais valorizado do que o “ser”. Ter poder, prestígio, objetos de valor dentre outras coisas prende o ser a situações que não o leva a nada de fato com valor.

O quinto planeta era pequeno e havia nele apenas um lampião e um acendedor de lampiões que era responsável por ligar e desligar a iluminação. Ele se queixava que seu trabalho era muito cansativo, uma vez que nesse planeta cada dia tem um minuto de duração, tendo ele então de acender e apagar o lampião conforme manda o regulamento. Antes os dias eram mais longos, por isso o trabalho dele era mais fácil e fazia sentido. Embora a rotação de seu planeta tenha aumentado o regulamento não mudou e ele continuou alienado a esse processo sem contestar se era plausível e viável diante das situações atuais. Muitas das vezes nos prendemos a normas e regulamentos que não percebemos que tudo seria mais fácil se fossemos flexíveis às mudanças e nos limitássemos menos aos procedimentos. No sexto planeta um geógrafo estava em situação semelhante. Ele não havia nada de seu planeta para catalogar porque ele simplesmente não podia ir desbravar seu território. Segundo ele, apenas exploradores podem ir a campo pesquisar e levar os dados coletados ao geógrafo que somente cataloga e coloca em livros. Limitado por sua profissão, ele perde muita coisa que poderia ser importante como, por exemplo, catalogar a rosa do Pequeno Príncipe de seu planeta. A visão míope o impede de ver que sua profissão o tornou obsoleto, uma vez que depende de outra para funcionar.

O ultimo planeta que o Pequeno Príncipe visitou foi a Terra, uma lugar onde há milhares de reis, vaidosos, bêbados, empresários e geógrafos. Ele aprendeu na Terra, através da raposa que se tornou sua amiga, a amar sua rosa que havia deixado sozinha e desprotegida em seu planeta. Com a célebre frase “O essencial é invisível aos olhos”, a raposa o fez perceber que deveria ter dado valor a rosa, ela é única no mundo para ele. Os laços que eles criaram e o tempo que ele dedicou a ela a tornou insubstituível.

No dia a dia corrido e estressante muitas das vezes não nos damos conta de quantas incoerências praticamos. Buscar a felicidade em coisas superficiais é apenas o começo de uma seria de ignorâncias que cometemos. Deixar que a vida passe sem ao menos ter vivido como se quer. A felicidade pode ser encontrada em coisas grandiosas ou pequenas, mas em grande parte ela se faz nas situações que importam de fato para a pessoa. Cada um de nós é único e insubstituível, por isso é muito subjetivo definir o que é realmente importante na vida. Por essa razão o autor Antoine de Saint-Exupéry traz uma relatividade em “o essencial é invisível aos olhos” e “só se vê bem com o coração”, dessa forma cada um pode refletir sobre o que é importante para si.

A busca persistente pelo inexistente

Maria Eduarda Regis Amadeu


Título do livro: O conto da ilha desconhecida
Autor: José Saramago 

O livro “O conto da ilha desconhecida”, de José Saramago, é classificado como um conto, por conta de ser uma leitura rápida e breve. Ele também é considerado uma fábula, ou seja, é um texto curto, que contém uma lição de moral em seu término representado pela metáfora, que nada mais é do que uma comparação entre dois termos, com representações simbólicas para explicar uma situação contida no mundo real. Além dessas características, o livro proporciona aos leitores uma escrita muito diferente do que normalmente costuma-se ver, de uma maneira que não é comum utiliza-la na forma cotidiana. Usa-se muito o pronome “tu” e o verbo de ligação “és”, além do livro todo ser escrito sem pontuações, usando apenas vírgulas e pontos finais.

A leitura, de uma forma simplificada, conta a história de um homem que vai até o rei e lhe pede um barco. Porém, para transmitir uma mensagem ao rei, a pessoa deve bater na porta das petições, onde é atendida pela mulher da limpeza, que passa a sua mensagem para terceiros, até chegar ao ouvido do rei. Logo, essas são as três personagens do livro: o rei, o homem e a mulher da limpeza.

O homem é a pessoa que pede um barco ao rei, com o intuito de ir à procura de uma ilha desconhecida, insistindo que ela existe, mesmo todos dizendo que não. Por esse fato, pode-se ver claramente que ele é um homem determinado e que tem confiança naquilo que quer, ficando até “cego” por não enxergar as outras coisas que existem ao seu redor, visando apenas o seu desejo.

Como a leitura do livro é uma fábula, sua história tem como finalidade ensinar uma lição ao seus leitores. E, ao longo da história, pode-se ver que a principal mensagem transmitida é: muitas vezes o ser humano busca por algo que não existe (uma ilusão), quando o que a pessoa realmente precisa está ao seu lado e ao alcance das mãos, como por exemplo as pessoas que amam, que querem o bem, ou simplesmente aquilo que alimenta a alma, e são esses pequenos detalhes que dão sentido à vida, sendo que muitas vezes aquilo que um ser busca não é algo tão importante quanto. Relacionando-se esse fato com a história, ela se encaixa quando a mulher da limpeza está acompanhada do homem no barco e se vê triste, porque percebe que o homem só tem olhos em encontrar a ilha desconhecida, e não tem olhos para ela. No caso, o homem precisaria apenas de uma pessoa ao seu lado, prevalecendo o amor, e não de estar isolado, à procura de algo que não seja tão preciso e que talvez nem exista.

O livro tem aspectos bem diferentes da maioria, o que torna-o interessante, como seu formato de escrita e sua pontuação são colocadas e a maneira como a história é contada. Sua leitura pode ter várias interpretações e até ter um não entendimento diante de alguns leitores em relação a qual mensagem o livro quer transmitir. Uma pessoa que tenha oportunidade de ler esse livro, seria uma experiência interessante e valeria a pena.

Um desabrochar para o mundo

Talisson dos Santos Ribeiro

Hibisco Roxo
Chimamanda Ngozi Adichie

Hibisco Roxo, da autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, narra o colapso de uma família diante do fanatismo religioso de seu chefe. A narrativa se desenrola na Nigéria e conta a história da família de Kambili, a protagonista e também narradora da mesma; que é assombrada pela figura de seu pai, Eugene, um capitalista detentor de grandes posses e fanático cristão que impõe a ela, à sua mãe, Beatrice, e a seu irmão, Jaja, um padrão de comportamento extremamente rígido e opressor pautados pela doutrina católica.
A tirania e obsessão de seu Eugene se manifestam fortemente no comportamento de Kambili, uma adolescente tímida, retraída, solitária e paranoica que mede suas ações e até mesmo seus pensamentos com base nas reações e nas possíveis e severas punições que seu pai infligir-lhe-ia caso as julgassem impróprias, pecaminosas e não condizentes com a doutrina católica. Como quando ele queima seus pés com água quente ao descobrir que ela dormiu sob o mesmo teto que seu avô (um dos raros seguidores que ainda são devotos às crenças regionais nigerianas e que não sucumbiu à maciça colonização cristã imposta pelos conquistadores brancos europeus no país e com o qual Eugene rompeu definitivamente o vínculo paterno por considerá-lo pagão e profano) numa visita à casa de sua tia Ifeoma (professora universitária e figura de grande admiração e inspiração para Kambili). Através do contato que Kambili tem com sua tia e com seus primos (Amaka e Obiora, adolescentes mais esclarecidos e rebeldes, ao contrário dela e de seu irmão que vivem perseguidos e acuados pela sombra de Eugene), ela, gradativamente, vai se libertando das “garras” de seu pai. É um processo de “desabrochar” para o mundo, semelhante àquele sofrido pela variedade de plantas que crescem no jardim de sua casa, em especial os hibiscos roxos, flores raras que são objetos de muita cobiça. Por meio da convivência com a família de sua tia, Kambili conhece o padre Amadi por quem desenvolve uma paixão. Devido à instabilidade política e econômica da Nigéria, sua tia e seus primos se mudam para os Estados Unidos e o padre Amadi é enviado à Alemanha como missionário, motivos de grande tristeza, solidão e desamparo para ela. Ao mesmo tempo, seu pai é encontrado morto em uma de suas fábricas e, logo em seguida, seu irmão é preso ao confessor ser o responsável pela morte dele ao tê-lo envenenado.
O fanatismo religioso de Eugene e as drásticas consequências que ele acarretou à família de Kambili nos remetem, num contexto social mais amplo, ao sofrimento e a tragédia causada pelos grupos fanáticos e extremistas do Oriente Médio. Como o autointitulado Estado Islâmico, que está devastando países como a Síria, por meio de sua “guerra santa”; expulsando famílias de suas casas, cometendo assassinatos bárbaros de forma deliberada e espalhando terror pelo mundo, justificando tamanhas atrocidades com a doutrina religiosa à qual são devotos (o Islamismo).
Em síntese, Hibisco Roxo, nos transmite uma mensagem de liberdade ao nos mostrar o florescer de uma adolescente em meio à tirania e à opressão causadas pela obsessão de seu pai em obedecer à risca uma doutrina religiosa. A obra também faz um retrato sobre a realidade da Nigéria e os efeitos devastadores que a colonização branca causou em todo o continente africano de modo geral. A trama também nos atenta sobre a importância crucial e extremamente necessária da tolerância e do respeito às diferenças, sejam elas de quaisquer natureza. Um livro que merece ser lido e que, certamente, terá um lugar cativo na memória de quem o ler pela reflexão que proporciona e pela lição que nos ensina.

11 de junho de 2017

A Última Vida de Gregor Samsa

Felipe Zapella Germano Nastari


Resenha do livro: A Metamorfose, de Franz Kafta

A Metamorfose, a mais famosa obra de Franz Kafka, se inicia com Gregor Samsa acordando de um terrível pesadelo, preocupado com o trem que precisava pegar. Ao acordar, percebe que ele próprio se transformou em um inseto gigante. Essa nova condição o impossibilita de cumprir seus compromissos como caixeiro-viajante, único sustento da família.

A família de Gregor se choca quando descobre o que havia acontecido com ele e decide mantê-lo dentro do quarto. A única pessoa da casa que se mostra afetiva a ele é a irmã, Grete, que durante um tempo cuidará dele e das tarefas da casa. Com o passar dos dias, o pai, a mãe e a própria irmã de Gregor, arrumaram empregos para se subsidiarem e passam a negligenciar o ente transformado. Em uma última tentativa de tentar chamar a atenção da família, Gregor vai até a sala, onde é mal tratado. Reúne, então, todas as suas energias para retornar para seu quarto, mas, quando chega, sua tão estimada irmã o trancafia. Gregor morre do cansaço e do desgosto. Sua família se vê livre e passa a sonhar com o futuro.

Gregor é a própria essência da vida humana. Enquanto homem era explorado pelos patrões e pelos familiares. Contava apenas com o afeto da irmã. Quando se transforma em inseto, vivência o horror, o nojo e o abandono, mas em momento algum ele perde a mais humana característica, que é a memória, é reconhecer seus familiares e amigos, por mais que o exterior esteja diferente.

Reconhecer igualdade nos outros parece ser a coisa mais difícil nos dias de hoje. Vivemos em um tempo de matanças desproporcionais sem motivos em que o homem mata o homem. E nenhum desses homens mortos havia se transformado em inseto ou outro bicho tão distante de nós.

Esta, talvez, seja a grande proposta de Kafka. Ao transformar Gregor em algo não humano, ele levou, ao protagonista, a verdadeira experiência de humanidade. Ele humanizou o não humano. É uma pena as pessoas lerem este livro pensando apenas no inseto, e não na transformação humanística. Humanidade não é só corpo, é alma também e sem alma não se vive. Este livro deveria ser lido por todas as pessoas, pois traz uma reflexão e uma mensagem sobre a natureza humana que muitas vezes nos esquecemos de fazer.

29 de maio de 2017

A ilha desejada

Giovana Leopoldo Guimarães


Resenha do livro "O conto da Ilha desconhecida"
José Saramargo

A obra relata o desejo de um cidadão simples em conseguir dominar terras desconhecidas. Com muito esforço, ele consegue um barco emprestado do rei, que desacreditava no seu poder e, por fim, o homem conseguiu realizar a navegação e ainda levar uma companhia.

A mulher da limpeza do palácio do rei foi quem teve a coragem de acompanhá-lo nesta jornada sem destino. Isso reflete a vontade, dentro de cada um, em mudar a realidade em que se encontra numa fuga desesperada, buscando uma mudança no cenário de trabalho; além de a personagem ser fria com relação a um pedido que foi solicitado.

O contexto visa que devemos nos arriscar em situações em que não temos mais saídas e que, quando alguém tentar impedir, devemos ser persistentes, assim como se exemplificou no livro: a busca incontrolável para ter um pequeno barco que conseguisse realizar os objetivos.

O enredo é de difícil entendimento, pois o autor não respeita as normas gramaticais, excluindo o uso de pontos, vírgulas, travessão e isso acarreta uma grande dificuldade na assimilação de informações. O público alvo indicado seria o adulto por conta dessa linguagem mais complexa, ou seja, pelo uso de palavras que geralmente não são de hábitos do cotidiano.

O conto da ilha desconhecida é um texto muito rico em despertar os desejos individuais que não são citados na obra, fazendo a reflexão de que quando um desejo é saciado, ele acaba despertando outro que jamais você teria imaginado.

O grande inseto que traz à tona a rejeição

Amanda da Silva Pretel


A metamorfose
Franz Kafta

O livro relata a história de Gregório Samsa, que em certo dia acorda transformado em um gigante inseto. De início é perceptível do mesmo, uma vez que se vê sem condições de sair do quarto, com certo receio de que seus familiares vão pensar ou de como vão agir. Certo medo é de fato evidenciado ao longo do livro, já que há rejeição por parte dos pais. Gregório, então, permanece dia após dia confinado em seu quarto, sendo, verdadeiramente, tratado como o bicho que se tornara. Ainda que Gregório tivesse ajudado sua família enquanto ser humano, seus pais o esqueceram e, por final, desejaram sua morte.

Grete, irmã de Gregório, se porta diferente frente a situação. Ela enxerga que por detrás daquele terrível inseto ainda está presente a figura de seu irmão. Ainda que assustada e confusa, ela faz o possível para que Gregório tenha a maior comodidade mesmo como um inseto. A princípio Grete se vê receosa pela aparência do irmão e não quer ir contra a posição dos pais, que dizem que Gregório deve ficar em seu quarto sozinho. Mesmo assim, a irmã, por mais discreta que fora, ajudara o irmão, colocando, todos os dias, uma tigela de comida em seu quarto. Por muitas vezes Gregório não sentia vontade de comer e com o passar do tempo foi se afundando numa depressão, marcada pela solidão e rejeição que enfrentara. Apesar de o irmão precisar se esconder para não assustar Grete, e por muitas vezes o mesmo nem tocar na comida colocada pela irmã, ela fazia questão de manter o quarto limpo e trocar a comida, procurando as preferências do irmão e se portando de maneira digna frente à situação.

Determinado fato, ainda que fictício, revela o preconceito, assunto muito comum na atualidade. Gregório era o filho exemplar, ajudava a família trabalhando sem parar e quando se vê necessitado de ajuda é completamente abandonado e rejeitado. Tal situação mostra como, muitas vezes, pessoas são esquecidas e destratadas por terem certo problema físico, mental ou emocional. Ao final do livro, até mesmo a irmã de Gregório se revolta com o acontecido e deseja a morte do irmão, que realmente acaba falecendo, esquecido, abandonado e de profunda tristeza, para o alívio da família.

O livro não é de fácil leitura, composto por palavras de difícil compreensão, provoca ao leitor uma maior atenção e concentração, porém é um livro curto, sendo assim não muito cansativo, todavia indicado para jovens e adultos, já que há uma dificuldade de entendimento. Contudo, o livro traz uma mensagem forte, se bem interpretado, levantando uma questão muito discutida e vivida: o preconceito. Que deveria ser totalmente extinto, uma vez que só agrega malefícios ao indivíduo e à sociedade como um todo.

14 de maio de 2017

Resenha do livro “A Metamorfose”

Vinícius Dutra Sammarone

Título: A Metamorfose
Autor: Franz Kafka
Número de páginas: 34

Primeiro parágrafo - Apresentação:

O livro foi escrito por Franz Kafka, escritor tcheco com fluência em alemão. A obra foi lançada em 1915 e aborda sobre a vida de Gregor Samsa, personagem principal, que se sente oprimido pelo trabalho e pelo desprezo da própria família.

Gregor Samsa é um caixeiro-viajante que se sente sobrecarregado pela profissão e desmotivado pelo dia a dia cansativo das atividades laborais que cumpre rigorosamente; sente-se reduzido a um inseto. Mantém-se no emprego para pagar as dívidas dos pais, sentindo-se oprimido pelo trabalho e pela família. O trabalho o toma mentalmente e está acima de suas próprias condições humanas.

O caixeiro-viajante, numa determinada manhã, acorda com dores no corpo, sentindo-se impossibilitado a cumprir a sua rotina de trabalho. Mesmo pressionado pela família e pelo gerente da firma à porta de seu quarto, não encontrava forças para se colocar de pé e pronto para encarar as pessoas e as obrigações do trabalho.

Na descrição do texto Gregor sofre uma metamorfose, tornando-se num inseto incapacitado para o trabalho e atividades humanas. Perante o seu estado, houve estranhamento e repulsa por parte da família e do gerente da firma. Grete, sua irmã, apesar de ter soluçado quando Gregor encontrava-se abatido e trancado no quarto, estava ausente na missão de trazer um médico que o socorresse e, sua ausência, fazia falta a Gregor no momento em que ele necessitava se justificar ao gerente.

Gregor, devido a seu estado, torna-se num estorvo assustador na casa. Horas depois, Gregor é isolado e trancado em seu quarto, a vinda do médico é dispensada. Gregor passa a ser tratado com distanciamento e certo nível de desprezo. Grete Samsa, inicialmente, presta uma atenção distanciada do irmão. Devido ao seu espanto e temor deixa restos de alimentos da família no quarto do irmão e, pouco a pouco, investiga o que lhe agrada a ser como um inseto. A irmã era responsável por mantê-lo alimentado, ela suspirava, invocava aos santos, percebia o que ele realmente comia, porém com o pesar que recaía sobre toda a família (mãe, pai e irmã). A família acaba deixando Gregor isolado no quarto e só sua irmã se preocupa em levar-lhe diversos tipos de comida, tentando adivinhar qual lhe agradará. Sua mãe tem medo e nem quer vê-lo.

Gregor, que tinha assumido as despesas do lar como caixeiro-viajante, passou a ser oprimido para manter as obrigações da casa. O pai tem que buscar um emprego de contínuo e a menina também acha um trabalho de balconista. Gregor Samsa sobrevive em seu quarto, cada vez mais afastado da natureza humana, embora ainda preocupado com o destino de sua família. Gregor agora era um inseto e sentia a perda do afeto dos pais em relação a ele, o mesmo afeto se perdia em relação à irmã. Grete Samsa cuida do irmão de maneira distante, sem buscar uma real solução, pois não suportava vê-lo num corpo de inseto, para não a escandalizar. Gregor se refugiava sob o canapé para não ser visto por ela e por ninguém.

A irmã havia resolvido retirar todos os móveis do quarto de Gregor, para que ele tivesse todo o espaço que um inseto necessita ter. A mãe discordou decidindo manter os móveis na esperança que Gregor, um dia, retornasse à condição humana. Grete insistiu e retirou o armário, deixando as paredes livres. Gregor circularia livremente pelas paredes do quarto, intimidando a entrada de todos em seus aposentos. A sua irmã, se dirigia ao cômodo mais para cumprir tarefas de “manutenção” do que para prestar algum tipo de afeto ou atitude em favor de seu irmão.

Pouco a pouco, Gregor passou a se sentir maltratado e a família passou a se virar financeiramente para cobrir as faltas da renda de Gregor, um inseto desempregado. Gregor sente a rejeição da irmã que, antes de sair para trabalhar, deixava em seu quarto qualquer alimento às pressas. Gregor ao incomodar os inquilinos da casa (a família tentava manter na casa uma pensão para conseguir uma renda complementar), torna-se alvo da expulsão por parte da própria irmã.

Nas palavras de Grete Samsa conclui-se o seu desprezo pelo irmão: “É preciso que isso vá para fora”. No fim, Gregor, um inseto muito ferido e isolado, morre sem gerar compadecimentos profundos na casa, todos passam a pensar em seus empregos e em suas próprias vidas.

Morrendo, é jogado no lixo. A família se sente livre e começa a fazer planos para casar a menina. Pode-se dizer que nessa hora Kafka inventa o realismo fantástico (ao apresentar em um contexto real um fato fantástico) e dá, também, alguma mostra do expressionismo em que se baseariam outras de suas histórias, como "O Processo", por exemplo, em que há a importância das posturas e movimentos dos personagens para criar o clima de pesadelo caracterizando suas obras.

Segundo Parágrafo:

Gregor Samsa foi o personagem escolhido, no qual o mesmo manifesta seu descontentamento com sua realidade e a falta de vontade em continuar com sua rotina, devido à sua enorme insatisfação de maneira geral.

Terceiro parágrafo:
O livro não tem uma situação similar com minha vida pessoal e profissional, tendo em vista que minha rotina traz satisfação pessoal e profissional, com contentamento pelo que venho realizando, inclusive a satisfação maior pelo curso que venho realizando na faculdade.

Quarto Parágrafo:

O livro tem uma avaliação positiva de forma geral, mostrando uma situação muito comum nos dias de hoje com a maioria das pessoas, principalmente jovens. Eles não têm uma satisfação e motivação pela rotina que lhe é seguida, sendo assim uma situação impactante e gerando impacto nas pessoas que sofrem com esse problema. O público-alvo principal de acordo com o livro é o jovem, devido sua situação de vida momentânea e descontentamento geral como mencionado no início do parágrafo. A reflexão referente ao livro é válida para enxergar as situações que podem estar presentes na rotina de muitas pessoas e buscar uma diferente forma de solucionar tal situação.

A Vida e suas metamorfoses

Taynara Tosarelli

Título do Livro: A Metamorfose
Autor: Franz Kafka

A obra “A Metamorfose” foi escrita no ano de 1912 por Franz Kafka e publicada em 1915; no ano de 1956, foi publicada no Brasil. Em sua obra, Kafka faz um desabafo através de seu personagem Gregor Samsa, sobre problemas sociais. A mensagem principal que Kafka nos passa em seu livro é a visão interesseira de pessoas ao nosso redor. Enquanto Gregor era eficiente, prestava serviços, ajudava sua família, tinha o que oferecer à todos, todos gostavam de tê-lo por perto. Mas, quando Samsa começa a passar por uma fase de transformação em sua vida, em que é incapaz de realizar qualquer tipo de atividade ou tarefa, o personagem é comparado a um inseto insignificante e inválido, pelo fato de não ter mais o que oferecer.

Gregor Samsa, é um personagem que representa muitas pessoas dentro de uma sociedade. Como quando nos sentimos depressivos, nos sentimos mal com algumas circunstâncias que aparecem para nos afligir e todos que estavam ao seu redor somem, sem prestar ajuda, sem se comunicarem para saber o que acontece. O personagem se sente sozinho e inválido, assim como nós nos sentimos quando acontece algo semelhante a isso.

Essa obra se encaixa nos dias atuais pelas vezes em que nos sentimos esgotados emocionalmente como Gregor e as pessoas que vivem ao nosso redor se afastam nos momentos em que não temos o que oferecer para beneficiá-las.

“A Metamorfose” é uma obra bem elaborada, são usadas gírias da época em que foi escrita, mas de fácil interpretação; um romance curto com um conteúdo para ser refletido em discussões e debates. O autor usa suas obras como um pequeno desabafo em suas críticas sociais, em especial na obra citada acima. A relação entre seus personagens e a vida real é incrível, colocando seu ponto de vista e encantando a todos que a lêem.

8 de maio de 2017

Hibisco roxo, um livro para refletir

Nayara Pontes

Título: Hibisco roxo
Autora: Chimamanda Ngozi Adiche
Número de páginas: 321

O livro Hibisco roxo foi escrito por uma autora nigeriana que imigrou para os Estados Unidos quando mais nova e, nesta obra, são tratados os aspectos de uma cultura interferindo em outra. Ela traz os efeitos da colonização africana e o comportamento das pessoas da Nigéria em relação a isto em alguns fatores como religião, educação, política e diferença de classes.

A personagem que passa todas estas mensagens para nós é Kambili que, além de protagonizar, narra a trajetória de sua vida com a família e amigos. Ela conta como são suas doutrinas em casa e na igreja, mostrando, assim como seu irmão Jaja, total obediência às ordens de seu pai: um homem difícil de lidar na própria sociedade nigeriana por procurar seguir costumes americanos. A menina de 15 anos se preocupa em observar todos os detalhes à sua volta e todos os comportamentos das pessoas com quem convive, sempre que possível fazendo reflexões do que é correto ou não em seu ponto de vista; mas mesmo vivendo naquela mesmice, ela demonstra interesse no novo, isto é, demonstra que sente curiosidade de fazer experiências novas que nunca tinha feito antes por ter um certo medo.

Ela é um exemplo de que o meio influencia nas atitudes de um indivíduo, visto que, longe de seu pai e junto com sua tia e primos, Kambili viveu o que nunca tinha vivido antes. Além disso, observando alguns pontos da obra, conseguimos formar uma relação com o contexto histórico do passado que até hoje traz sequelas para nós, como é o caso da fragmentação da identidade de um país. Assim como a Nigéria, o Brasil também adotou culturas americanas: seja nas músicas, nos filmes ou até mesmo na alimentação, sendo que muitas vezes nem percebemos isso.

De modo geral, Hibisco roxo apresenta uma linguagem bem descritiva, dando maior facilidade para imaginarmos o cenário dos acontecimentos, além de abranger temas interessantes que estão próximos de nossa realidade. Portanto vale a pena ler e refletir sobre o que é tratado e até mesmo relacionar com questões em nosso cotidiano.

10 de abril de 2017

Resenha: “O retrato de Dorian Gray” de Oscar Wilde

Bruno Figueiredo


O livro começa com a presença de dois dos três personagens principais do livro: Basil Hallward, o pintor e Lorde Henry “Harry” Wotton, um aristocrata, ególatra e extremamente racional; ambos conversam no ateliê de Basil até que o terceiro personagem e protagonista é apresentado: Dorian Gray, um jovem aristocrata conhecido pelo seu bom gosto e, acima de tudo, pela sua beleza.
Basil pinta um quadro de Dorian Gray, por isso a presença em seu ateliê; Dorian é retratado doce, ingênuo e incorruptível. Ele é apresentado para Lorde Henry mediante ao pedido deste, fato que, inicialmente imperceptível, impactará drasticamente o futuro de Dorian Gray.
A pintura do retrato de Dorian fora terminado de pintar, os três deslumbram o quadro de Basil por tamanha beleza e realeza, tanto que é denominado por Basil Hallward a sua obra prima; diz que não foi apenas suas pinceladas que ficaram na tela, mas sim uma parte dele.
Ainda encantando-se com a pintura e dissertando sobre ela, Dorian profere a emblemática frase como uma súplica: “Como é triste! Eu vou ficar velho e horrendo e medonho. Ele jamais envelhecerá além deste dia de junho... Se pudesse ser diferente! Se eu permanecesse sempre jovem e o retrato envelhecesse! Por isso – por isso – eu daria tudo! Sim, não há nada em todo o mundo que eu não daria! Daria minha alma por isso!”.
Em outro dia, após algumas conversas no ateliê de Basil, Dorian e Lorde Henry marcam para jantar e assistirem a uma ópera. Tal ópera em que Lorde Henry falha com seu compromisso e Dorian a assiste sozinho, presenciando pela primeira vez a atuação de Sibyl Vane, uma atriz por quem Dorian se encanta. Estes fazem a recíproca ser verdadeira após encontrá-la e beijá-la em seu camarote após a apresentação.
Depois da recorrência de suas visitas às apresentações de Sibyl, Dorian ou como Sybil Vane o chama: Príncipe Encantado; ele a pede em casamento e é aceito por ela. Eles convidam Lorde Henry para assistir a sua próxima ópera como forma de apresentá-los. Do mesmo modo Sibyl comunica o casamento a sua mãe e seu irmão, que jura acabar com a vida de Dorian caso faça qualquer mal a sua irmã.
Em uma noite foram ao teatro assisti-la Dorian, Basil e Lorde Henry, a expectativa era enorme; no começo da apresentação todos estavam com o sorriso estampado e as palmas ardiam no teatro; após Sibyl começar a recitar Julieta – a peça encenada era “Romeu e Julieta” de Shakespeare, W. – o caos foi instaurado, a voz de Sibyl era forçada, com qualidade medíocre, longe de qualquer parâmetro e elogio que Dorian Gray havia usado para descrevê-la, “estava amarga, fria e com uma interpretação insensível”.
Ao final da terrível apresentação, Dorian corre ao camarote de Sibyl achando que ela estivesse doente ou algo do tipo, mas o que ouve acaba completamente com a sua descrita “paixão pelas personagens de Sibyl Vane”: ela afirmou que descobriu o que era o verdadeiro amor, por isso não conseguiria mais encenar ou estipular emoções. Isso acabou com o encanto de Dorian por ela, que disse que nunca mais queria vê-la.
Ao chegar a sua casa sente-se indiferente pelo fim da paixão por Sibyl Vane e por arruinar seus sentimentos, mas ao olhar a pintura de seu retrato feito por Brasil Hallward, percebe uma estranha acentuação na boca que passava um ar de crueldade, mesmo sutil, era realmente perceptível a alteração na fisionomia.
No dia seguinte Dorian prefere inicialmente ficar isolado e, acima de tudo, tirar o quadro da vista de qualquer um que pudesse descobri-lo, portanto o esconde atrás de um biombo em seu quarto; Ignora as cartas recebidas no dia, entre elas uma carta de Lorde Henry, que aparece ao entardecer na casa de Dorian e explica o conteúdo da carta: Sibyl Vane está morta.
Após falarem sobre o assunto e Dorian Gray contar o ocorrido da noite anterior, ele profere a seguinte frase: “Eu assassinei Sibyl Vane”. Dorian chegou a tal conclusão pela morte de Sibyl ter sido um suicídio; ela estava sozinha em seu camarote e foi encontrada morta com o que acreditam serem cápsulas de ácido prússico que a mataram quase que instantaneamente. Mesmo comovido, Dorian, após um momento sozinho de autorreflexão, sente-se com seu estado de espírito trivial retomado e aceita o convite para uma ópera para distraí-lo no dia seguinte com Lorde Henry.
Após algumas conversas com Lorde Henry e Basil, Dorian percebe que realmente suas emoções parecem indiferentes: “Não quero estar à mercê das minhas emoções. Quero usá-las, aproveitá-las e dominá-las.”.
Em uma visita à casa de Dorian Gray, Basil Hallward pede para ver a pintura, que não estava à mostra aos convidados, com a intenção de expô-la em uma convenção de arte. Ambos os pedidos são negados por Dorian por querer esconder o segredo do retrato e a sua fisionomia de todo o mundo, inclusive do próprio pintor da obra.
Dorian, após sentir a necessidade real que seu segredo fosse escondido de tudo e de todos, pede para mudarem a pintura, envolvida por um pano, para uma sala escondida em sua mansão onde seria esquecida.
Um livro, “The St. James” apresentado por Lorde Henry muda ainda mais a perspectiva de Dorian sobre a vida, sua curiosidade e a sua corrupção.
Dorian viveu anos a fio conhecendo novas culturas e segmentos da vida antes inexplorados por ele, tanto do ponto de vista da vivência quanto do ponto de vista de que a priori não tinha capacidade psicológica para passar por tais fatos; fora subvertido.
Após muitos anos, Basil vai ao encontro de Dorian Gray em sua casa, Basil quer saber se as histórias de Dorian como “mau, corrupto e vergonhoso” são realmente verdades. Após as insistências de Basil, Dorian finalmente o leva para ver a pintura do quarto escondido de sua casa. Basil finalmente vê o retrato de Dorian e fica pasmo ao ver tamanho ar de desprezo, asco e repugnância no rosto da pintura, sente algo, como se toda a maldade do mundo ecoasse em sua fisionomia, embora seu rosto carnal continuasse jovem e belo.
Dorian culpa Basil por ter acabado com sua vida, por separar sua alma de seu corpo e, então, em um golpe de fúria arma-se com uma faca e o assassina com três golpes, deixando-o sentado em uma cadeira no andar solitário junto ao quadro, assim vira-se e vai embora do andar com quaisquer indiferenças sobre o ocorrido.
No dia seguinte, Dorian contata o amigo, Alan Campbell, um cientista, com o intuito de assim exterminar o corpo de Basil Hallward e as provas do crime com a ajuda de ácido nítrico, após um conjunto de insistência e chantagem a proposta é aceita por Campbell que faz o trabalho, mesmo horrorizado com tal feito, posteriormente isso o leva a cometer suicídio.
Pensativo e com algum sintoma de peso na consciência, Dorian resolve procurar um antro de ópio para poder passar um tempo sozinho e espairecer: “Queria fugir de si mesmo”, então vai para o cais e assim entra em um bar.
No bar, Dorian é acompanhado por duas mulheres velhas e um marinheiro, e é reconhecido por seu antigo apelido: Príncipe Encantado. O tal marinheiro era irmão de Sibyl Vane, James Vane, que queria cumprir sua palavra de acabar com a vida de quem fizesse mal a sua irmã – o que Dorian fez. James parte à caça de Dorian Gray, que só é interrompida quando percebe que corria atrás de um homem que tinha uma beleza jovial no rosto, um moço de aproximadamente 19 anos de idade, fato que não condizia com a idade que Dorian teria àquela altura, Sibyl havia morrido há anos atrás.
Após o acontecido, Dorian fica com medo de que possa ser morto a qualquer instante pelo jovem marinheiro, começa a ficar paranoico ao lembrar-se de Sibyl e todos os acontecimentos corrompidos de seu passado; tal sentimento é reforçado após a morte de James Vane com um tiro perdido em uma tentativa de acabar com a vida de Dorian que se traumatiza ferozmente com o acontecido, reflete que a corrupção e a morte o perseguiam.
Em uma noite Dorian tem um momento de reflexão sobre todo o caos que ele e suas atitudes causaram, então resolve “assassinar sua alma”; Dorian manuseia a mesma faca com que assassinou Basil Hallward e então golpeia o quadro. São ouvidos gritos e estrondos vindos do quarto.
Após entrarem no quarto para ver o que acontecera, encontraram pendurado na parede um retrato esplêndido de Dorian como era originalmente desde a pintura de Basil – jovial e belo – e, no chão, viram um homem de aparência repugnante, enrugado, usando um traje de gala. O corpo foi reconhecido apenas por conta de seus anéis: ali jazia o verdadeiro e decrépito Dorian Gray.

25 de outubro de 2016

A Meta

A Meta é um livro de Eliyahu M. Goldratt que conta a experiência de um gerente de uma fábrica chamada UniCo, Alex Rogo.
Alex está com problemas em administrar a sua empresa: cheio de pedidos atrasados e problemas para resolver. Como forma de resolver o problema com os pedidos atrasados, a fábrica dava prioridade aos clientes que reclamavam do atraso, parando de fazer o que estava fazendo para fazer o pedido desse cliente.
Certo dia, Alex chega em sua fábrica e recebe a notícia de que Bill Peach, o vice presidente, o estava procurando. O motivo é mais uma reclamação de pedido atrasado, porém, para este pedido, os custos foram mais altos. Além disso, Bill Peach revela que se a fábrica não melhorasse em três meses, ele teria que fechá-la. Com toda essa pressão, seu casamento também não ia bem. Alex ficava até tarde na fábrica e, por isso, muitas vezes chegava depois do jantar, perdendo cada vez mais o contato com sua esposa e filhos.
Durante uma reunião, Alex, ao ver um charuto esquecido no bolso do seu paletó, se lembra de uma conversa que teve com seu antigo professor de física, Jonah, e pensa que talvez ele pudesse o ajudar com os problemas na fábrica.
Ao ligar para Jonah, Alex conta a situação da empresa, como estavam decaindo e o prazo para melhorá-la. Jonah, que parece entender muito bem a situação, lhe pergunta qual é a meta da fábrica e Alex não soube responder corretamente. Então, após essa conversa, Alex não deixa de pensar qual seria a meta da fábrica, se é a eficiência, qualidade ou outra coisa. Após incertas conclusões, Alex acerta a resposta: dinheiro. A meta da fábrica é ganhar dinheiro.
Após contar para sua equipe sobre a situação da empresa, todos decidem que precisam agir logo para evitar o fechamento e, assim, salvar seus empregos. Agora que já sabiam qual era a meta, faltava descobrir o que fazer para atingi-la, mas as coisas não são tão fáceis, então, novamente, Alex procurou Jonah para ajudá-lo.
Jonah conta que existem três regras operacionais para o gerenciamento de uma empresa: o ganho, que é garantido pelas vendas; o inventário, que é o investimento de dinheiro em coisas que pretende vender e a despesa operacional, que é o dinheiro que a empresa gasta para transformar o inventário em ganho. Com essas definições, Alex e sua equipe saem em busca de tudo que possa interferir no ganho da empresa e descobrem que muitos dos robôs deixavam pilhas em excesso.
Em outro encontro, Jonah explica o que são flutuações estatísticas e eventos dependentes. Alex entende melhor como funcionam ao acompanhar o filho em uma excursão com outras crianças, na qual ele era o líder. Um garoto chamado Herbie, que era mais pesado e carregava coisas mais pesadas, determinava o ritmo da fila atrás dele, às vezes indo mais devagar e às vezes mais rápido, atrasando ou não o restante dos meninos, que andavam cada um num ritmo diferente. Logo, flutuações estatísticas seriam os diferentes ritmos e os eventos dependentes seriam o fato de que cada um depende do ritmo do outro para ir mais rápido ou mais devagar.
Ao chegar em casa, a mulher de Alex não está mais lá. Havia ido embora por causa da falta de atenção que ele a dava por causa da fábrica e o deixou com seus dois filhos. Ele teve, então, de pedir ajuda a sua mãe para cuidar dos filhos até Julie aparecer.
No outro dia, ao chegar na fábrica, Alex contou tudo que aprendeu no final de semana e eles determinaram os gargalos e os não-gargalos. Gargalos são as máquinas que podem atrasar o processo e, por isso, não podiam parar. Os não-gargalos são as outras máquinas que não costumam atrasar no processo. Para ajudar os operários a saberem qual lote produzir primeiro, foram colocadas etiquetas verdes e vermelhas para fácil entendimento de quais peças passariam pelos gargalos – as com etiquetas vermelhas. Assim, a fábrica dava mais atenção às peças que passariam pelos gargalos, produzindo-as primeiro e entregando o produto no tempo certo. Essas medidas ajudaram a empresa a aumentar o lucro, além de reduzir o inventário.
Alex, agora com menos pressão na fábrica, decide ir atrás de Julie e a trata de forma diferente – dando muito mais atenção e procurando reconquistá-la. Após alguns encontros eles finalmente voltam, porém melhores.
Todas as medidas tomadas por Alex e sua equipe colaboraram com o desempenho da fábrica, aumentaram o lucro, a satisfação dos clientes e trouxeram novos clientes. Com o resultado de todo seu trabalho, Alex é promovido a diretor da divisão, cuidando de mais duas fábricas. Sua equipe também é promovida, fruto do bom trabalho que fizeram. Alex agora deve saber como cuidar das três fábricas, aplicando seu novo método, para garantir que a meta seja atingida.

O livro possui uma linguagem de fácil compreensão e, ao deixar de ser apenas técnico, introduzindo um romance e toda uma história, prende a atenção do leitor a cada capítulo e garante o entendimento, oferecendo uma leitura rápida e prazerosa.
Abordando temas como a reengenharia e o processo de melhoria contínua de uma forma de fácil compreensão, muitos conseguem entender melhor o conceito dessas expressões e até mesmo aplica-las em suas áreas.
O entendimento de sistemas e do quanto um depende do outro também mostrou que quando o funcionário se sente importante, tem um objetivo a cumprir sabendo que vai colaborar com o seu trabalho, ele garante um produto de melhor qualidade e mais eficaz.

As perguntas que Alex fazia mostram as dificuldades ao se deparar com algo novo, tendo que esquecer um velho paradigma e aprender tudo novamente. Muitas coisas lógicas passavam despercebidas por causa desses antigos padrões que a fábrica utilizava, já que todas as outras fábricas também utilizavam e não faria sentido mudar isso. Sem a ajuda de Jonah, que serviu como um mentor, Alex não teria chegado onde chegou, nem teria sua fábrica após os três meses. Jonah, ao questionar os paradigmas da empresa, apontando onde estava o erro, colaborou para que tanto a fábrica quanto Alex e sua equipe crescessem e se tornassem melhores, garantindo um melhor desenvolvimento para todos.

Larissa Tavares Serra
Resenha: A Meta – Eliyahu M. Goldratt

O Menino do Pijama Listrado

O livro “O Menino do Pijama Listrado” foi escrito por John Boyne e adaptado para os cinemas com a direção de Mark Herman.
A história se passa em torno de Bruno, um menino de nove anos, filho de um militar nazista. Por causa do cargo de seu pai, Bruno e sua família precisam se mudar para um lugar desconhecido, tendo que deixar sua mansão e os amigos do garoto para trás.
Como seu pai é um importante militar, há bastante movimentação em sua casa de soldados dando notícias da Alemanha nazista. Bruno, que é muito jovem, ainda não entende sobre o holocausto e até mesmo sobre os judeus, mesmo às vezes tendo se deparado com alguns fazendo serviços em sua casa.
Como o menino não tinha mais ninguém para brincar, ele resolve andar pelos arredores da sua casa e um dia se depara com uma cerca que via da janela do seu quarto. Analisando o que há depois das cercas, Bruno acredita se tratar de uma fazenda, onde as pessoas estão sempre vestidas com pijamas. Foi em um dia como esse que Bruno conheceu Shmuel, um menino que morava do outro lado da cerca e com quem criou uma intensa e bela amizade, apesar de suas diferenças.
Bruno sempre ia visitar Shmuel e costumava levar comida, já que o garoto sentia muita fome. A curiosidade dos dois meninos de conhecer o outro lado era muito grande, até que um dia Shmuel conseguiu um “pijama” para Bruno, que o vestiu e entrou para o outro lado da cerca, ficando junto com seu único amigo. Enquanto isso, a mãe de Bruno nota sua demora de voltar para casa.
Do outro lado, Shmuel tenta mostrar como é lá dentro para Bruno, porém, são obrigados a ir até um lugar fechado, tirar suas roupas e entrar em uma câmara. Uma câmara de gás. Quando a mãe de Bruno chega até a cerca, tudo que encontra são as roupas de Bruno e um buraco feito para ele passar para o outro lado.
O livro possui uma leitura rápida e que prende o leitor do início ao fim. Com uma visão totalmente ingênua, não aborda claramente sobre o tema nazismo, contando sobre a maioria das coisas que aconteceram nessa época, porém o leitor sabe a todo momento o que realmente está acontecendo.
A amizade entre Bruno e Shmuel mostra a ingenuidade do livro, na qual eles não veem ou tratam o outro como um nazista trataria um judeu. Eles se tratam como duas crianças normais – o que de fato são –, não ligando para suas diferenças.

A história do livro é simples, porém a mensagem que ela passa, junto ao período em que se passa, a torna linda e mostra o porque dessa obra ter sido um sucesso em vendas e lida até os dias de hoje.

Larissa Tavares Serra 
Resenha: O Menino do Pijama Listrado – John Boyne

29 de agosto de 2016

Interpretação subjetiva da comunicação nas organizações

A transmissão de informações de uma pessoa para outra, assim como a compreensão da mensagem transmitida, pode ser entendida como comunicação. Nas organizações a comunicação sempre abrangeu um amplo conjunto de atividades, ações e também estratégias, que visam manter a imagem da empresa de acordo com o seu público alvo. Isto acaba levando para uma finalidade com enfoque na postura ética e social diante das divulgações dos serviços das empresas.
Segundo Chiavenato (2000, p. 142), “Comunicação é o processo de transmitir a informação e compreensão de uma pessoa para outra. Se não houver esta compreensão, não ocorre a comunicação. Se uma pessoa transmitir uma mensagem e esta não for compreendida pela outra pessoa, a comunicação não se efetivou”. A comunicação possui grande valia e afeta diretamente o desempenho dos colaboradores, portanto uma informação passada de forma adequada e objetiva resultará em uma atividade bem executada, melhorando a motivação, o relacionamento entre os funcionários e consequentemente o clima organizacional, eliminando as falhas e deficiências na comunicação.
Para o entendimento da comunicação possui duas viés: o entendimento objetivo e claro, como citado acima e o seu favorecimento à empresa, e o entendimento subjetivo, que é um entendimento pessoal de cada informação esclarecida. Porém, nas organizações a viés mais importante é o discurso/entendimento objetivo pois é preciso uma troca de informações claras e adequadas.
O efeito que as interpretações subjetivas acarretam são inúmeras perturbações indesejáveis que acabam prejudicando as execuções de serviços internamente, que também se refletirá externamente, causando desvio de mensagem e desentendimento de extrema gravidade. Se no momento de passagem de informações não haver compreensão, todo trabalho deve ser refeito e analisado com mais atenção para não ocorrer novamente déficit de agregação de detalhes.
A má comunicação traz desgastes nas relações, agressões verbais, perda de tempo com retrabalho, mal entendidos, suscetibilidades afetadas, perda de motivação e estresse. Liderar é comunicar, para atingir os objetivos da empresa (MARTINIANO, 2007, p.156).

A comunicação, portanto, deve exigir credibilidade e comprometimento de ambos os transmissores, tendo o poder de criar valores e assim, ajudando-a para o futuro.


Rebecca de Souza Patrocínio   1º ciclo ADM - SP

8 de abril de 2016

O Estrangeiro (Albert Camus)



Que relação existe entre a morte de uma mãe e o assassinato de um árabe? Essa é uma das várias questões que surgem da leitura de O Estrangeiro, de Albert Camus; a curta incursão de Mersault entre esses dois fatos e seu inusitado julgamento.
Esse indivíduo de meia-idade nos é apresentado durante os acontecimentos que envolvem a morte de sua mãe, que estava internada em um asilo, por escolha mútua. Até aí, nada demais. O que intriga é sua recepção da notícia. Certamente, ele não age de acordo com o estereótipo de um homem tomado pela tristeza gerada pelo óbito de um ente querido. O primeiro trecho do livro exemplifica bem: “Hoje, mamãe morreu. Ou ontem, não sei bem”.
Mas o que acontece posteriormente também não é nada usual: quem pensaria em assistir uma hilariante comédia no dia seguinte ao velório, em companhia de Marie, sua pretendente? Não obstante, alguns dias depois, ele parte para um maravilhoso passeio na praia, em companhia de seus amigos. Assim ele leva sua vida, sem deixar-se abalar por nada, como um observador inócuo.
Porém, as coisas começam a mudar com o fatídico assassinato. Se ao menos houvesse motivo! A execução fria, impulsiva e desnecessária leva Mersault a ser detido, o que lhe faz perder sua liberdade (e seus cigarros). Inicialmente, tudo corre da melhor maneira possível, até que ele descobre que, os exagerados atenuantes de seu crime, podem levar-no à forca.
Em suma, o livro trata sobre a insólita vida de um homem, o estrangeiro de uma sociedade comum, que inspira marasmo e expira indiferença. A sequência de fatos é transposta por passagens de apatia e desinteresse que intrigam o leitor, cativando e fazendo-o querer conhecer o desfecho que aguarda o protagonista; uma narrativa paradoxalmente interessante: embora Mersault pareça ser um homem condenado pela vida e pela sociedade, há uma luz ao fim do túnel para ele: em raros momentos, é possível notar seus sentimentos aflorando; seja no desejo que sente por Marie, ou no desespero vívido vivenciado por si na cadeia. Afinal, nosso estrangeiro adquiri o sentimentalismo mundano (mesmo que debilmente), não diferente de outros forasteiros, que aprendem a língua ou incorporam costumes de outro país.

Este é o tipo de livro que, ora você recomendaria a todos, ora a ninguém. Camus parece fazer isso propositalmente, com sua narrativa plana e que, apesar de neutra, ora nos faz adorar Mersault, ora odiá-lo; um banquete para os insensíveis.


Jeferson de Almeida
Administração SP