31 de março de 2016

O que é que Dorival Caymmi tem?


Filho de Durval Henrique Caymmi, descendente de italiano e Aurelina Soares Caymmi, descendente de portugueses e africanos, Dorival Caymmi nascera em 30 de abril de 1914, em Salvador, na Bahia. Caymmi cresceu em meio à música: seu pai era violinista, pianista e bandolinista. E desde pequeno Dorival Caymmi cantava no coro da igreja. 

Conhecido por cantar e exaltar as tradições e histórias da Bahia, o cantor é considerado um dos mais aclamados compositores da Música Popular Brasileira. Carreira da qual começara cedo: dos 13 aos 16 anos, Caymmi aprendera, sem a ajuda de seu pai ou de qualquer outro, a tocar violão. A partir dai passa a compor suas primeiras músicas, para destaque a toada “No Sertão”. Anos depois, Caymmi estreara na Rádio Clube da Bahia, onde cantava e tocava violão. E, aos 21 anos, o compositor conquistara seu primeiro programa, conhecido como “Caymmi e suas Canções Praieiras”.

Dorival Caymmi
Dorival Caymmi buscava por desafios, não se contentara com o que tinha. Partindo, então, em 1937 para o Rio de Janeiro, onde iria realizar um curso preparatório de Direito, para conseguir uma vaga como jornalista. Ainda assim, Caymmi continuara a compor e a cantar, passando a se apresentar em 1938 como calouro na Rádio TUPI. 

Uma das canções mais conhecidas por descrever toda a beleza da Bahia, “O que é que a baiana tem”, levara o cantor ao auge de sua carreira, nacional e internacional, uma vez que a música fora tema do filme “Banana da Terra” e a responsável por consagrar internacionalmente a cantora Carmem Miranda. Afinal, quem pelo mundo a fora nunca presenciou a imagem de uma bela mulher portuguesa carregando na cabeça um arranjo de frutas?
Dorival Caymmi e Carmem Miranda
E com essa música, Dorival consagrou a sua fama. Não deixando de celebrar as belezas de sua Bahia, em setembro de 1939, Caymmi passou a compor sobre o mar, entre elas “Rainha do Mar”, “Promessas de Pescador” e “O Mar”.

Para ele faltara apenas uma companheira, que apareceu quando Caymmi passou a trabalhar na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Stella Maris fora esta mulher, com quem o compositor casara e tivera três filhos: Danilo, Dori e Nana. Todos seguiram os passos dos pais, e se tornaram músicos. 

O cantor decide a partir dos anos 40, se dedicar ao estilo de música samba-canção. Fase da qual originou a música “Marina”, em 1947 e lhe trouxe um grande amigo também conhecido por escrever romances e descrever as belezas e casos da Bahia, Jorge Amado. 

Algumas das obras do escritor, levou a composição de músicas como “É doce morrer no mar”, “Modinha para Gabriela” e “Retirantes”. 

Nos anos 50, surgira um outro cantor baiano na vida de Caymmi, João Gilberto, que fora o responsável por gravar e levar a composição de Dorival para a Bossa-Nova, com as músicas “Rosa Morena” e “Saudade da Bahia”. João Gilberto não fora apenas o propagador do reconhecimento de sua música pelo mundo da Bossa-Nova, pois fora, também, o responsável pela amizade que surgira entre Dorival Caymmi e Tom Jobim.

Dorival Caymmi e seu querido amigo, Tom Jobim
O compositor morrera aos 94 anos de insuficiência renal e falência múltipla dos órgãos, deixando cerca de 120 canções, distribuídas em 20 discos. Número do qual é considerado baixo para os dias atuais. Porém, para Caetano Veloso, uma coisa é certa: “É verdade que Caymmi compôs pouco mais de 100 músicas, mas todas são obras-primas. Quem é o compositor que pode se dar a esse luxo? Eu queira ser um preguiçoso assim”. Sendo consideradas suas canções como obras-primas, Dorival conquistara diversos prêmios mundo a fora.

As homenagens e reconhecimento por suas “obras-primas” continuam no ano de seu centenário. Entre elas está à gravação do disco “Dorival Caymmi -  Centenário”, da qual reuniu os clássicos de Caymmi, nas vozes de seus três filhos, Nana, Dori e Danilo, com a presença de Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil. 

Juliana Zocatelli

30 de março de 2016

Onde se parou com a internet e as Redes Sociais?

Em um mundo onde a maioria das pessoas veem a internet e as redes sociais como forma de melhora e rapidez em suas vidas e em comunicações, outras usam a ferramenta para fins não benéficos como a superexposição das pessoas tanto na internet e nas Redes Sociais, o bullying que a pessoa pode sofrer e o uso indevido das informações de outras pessoas.
Ultimamente, numa reportagem da Tecmundo, as pessoas vêm se baseando nas outras pessoas, ou até mesmo em seus próprios amigos, no que postam nas Redes Sociais copiando seu modo de agir, não se importando com suas informações postadas. Elas não sabem que esses lugares são públicos e qualquer pessoa hostil pode usar suas informações tanto para o bom tanto para coisas ruins.
Além disso, o bullying, também conhecido como Cyber Bullying, vem aumentado gradativamente, tanto entre crianças, jovens e adultos em uma pesquisa feita pelo site da G1. O Cyber Bullying tem como objetivo envergonhar, perseguir ou fazer ameaças a essas pessoas. Esse assédio é causado tanto por mensagens de texto, tanto por linguagem não verbal, infringindo os direitos humanos que é totalmente contra ao uso indevido das informações de outras pessoas.
Outro exemplo muito desagradável é a violação dos dados de outras pessoas na internet. Muitos, em forma de vingança, pegam as informações serem constrangedoras aos sofridos. Os direitos humanos tentam interferir nessa violação, pois de acordo com eles isso é errado e pode dar em prisão, mas eles são lentos em encontrar essas pessoas hostis já que a internet é muito grande e cresce muito rapidamente, dificultando a localização das pessoas.
Leis mais duras deveriam ser criadas para o uso da internet com isso, muitas pessoas parariam de sofrer o Cyber Bullying e viveriam sem medo. Um exemplo, seria a criação de centros de ajuda para essas pessoas, no que fariam elas terem confiança de falar com o agressor ou até mesmo com seus pais sobre o assunto. Porém, uma coisa que deve mudar é o excesso de informações pessoais que certos usuários fazem. Além de não mostrarem totalmente suas vidas, não teriam tanta probabilidade de sofrerem por bullying. Não quer dizer que a pessoa tem que parar de falar, mas sim dosar aquilo que ela vai querer postar nas redes sociais.


Nome: Matheus Manzano de Carvalho
R.A.:221160518
Curso: 1º Ciclo - Ciência da Computação 

23 de março de 2016

Flor de Lótus



A flor de lótus simboliza a pureza e a longevidade, sendo venerada principalmente por religiões orientais. O seu significado vem do fato de sua semente poder durar mais de cinco mil anos sem água, esperando para que tenha condições ideais para germinar. Suas pétalas podem repelir microrganismos e poeiras.

                Ser puro de alma e corpo traz grandes benefícios, como uma vida mais saudável, longa e feliz e um modo de enxergar o mundo de outra maneira, sempre olhando o lado bom das coisas e sem ter ódio e ganância por coisas banais da vida.


Jihad Hassan Santos Ftouny
221160757
C. Computação

17 de março de 2016

Resumo do livro: O diário de Anne Frank

A luta pela sobrevivência

JOÃO VITOR ALVES DE SOUSA – RA: 321150393

Anne Frank é uma menina judia que vivia em Amsterdã, Holanda, com seus pais e sua irmã, de onde tiveram que sair às pressas devido à 2ª guerra mundial e aos Alemães que perseguiam judeus para levarem aos campos de concentração, por ordens do Nazista Adolf Hitler. Anne e sua família foram para um sótão e cômodos improvisados em uma empresa em que seu pai havia trabalhado. O dono e amigos ajudavam a família Frank com os suprimentos necessários para sobreviverem.
Alguns dias depois, chegou mais uma família judia que também estava fugindo dos Alemães, conhecidos como a família Van Daan, mas a relação entre a Sra. Van Daan e Anne não era das melhores, sempre havia discussões. A relação entre sua irmã e sua mãe também não era das melhores, o único que a compreendia era seu pai, com o qual passava a maior parte do dia, na maioria das vezes estudando francês, matemática etc., já que não havia muitas coisas para fazer naqueles cômodos, nos quais deveriam permanecer sem chamar a atenção dos vizinhos.
Alguns meses depois, chegou mais um judeu, conhecido como Dussel, dentista que também estava fugindo dos Alemães, com o qual teve que dividir o quarto com Anne, que não ficou muito feliz com a decisão tomada pelo pai.
Com o passar do tempo, a dificuldade das oito pessoas aumentava, as roupas já estavam gastas e curtas, a comida era estragada e para piorar estava havendo bombardeios aéreos nas cidades vizinhas de Amsterdã, com o qual deixava todos em silêncio e amedrontados. Como consequência, houve noites mal dormidas.
Após alguns dias, foram suspensos os bombardeios, por questão política que Hitler estava enfrentando. A partir de então, todos voltaram a rotinas entediantes. Anne já era acostumada com tédio, o que a distraia eram seus livros e seu diário que chamava de Kity, uma espécie de amiga imaginaria, já que se sentia solitária por não ter uma pessoa para desabafar e também para amar e ser amada, já que sua mãe lhe desprezava e só o pai a compreendia, mas a preferência sempre tinha sido sua irmã, Margot.
Com a convivência, Anne acabou se apaixonando por Peter, filho dos Srs. Van Daan, com o qual trocou beijos escondidos. O amor entre ambos aumentava com o passar dos dias, por isso, Anne enfrentou seu pai para ficar ao lado do seu verdadeiro e único amor.
Em agosto de 1944, a família Frank, Van Daan e Dussel foram descobertos pelos nazistas. Cada um foi levado para um destino diferente. Anne e sua irmã foram levadas para um campo de concentração na Alemanha, ambas morrem por epidemia de tifo. O único que sobreviveu foi seu pai, que dedicou o restante de sua vida em memória à filha, falecido em 1980.

Hoje, Anne Frank é conhecida mundialmente, seu diário foi traduzido para várias línguas e milhões de cópias foram vendidas. Meses antes de ser levada pelos nazistas, Anne escreveu uma frase que até hoje é lembrada: “Quero continuar vivendo depois da morte”.  

A faixa etária dos programas televisivos no Brasil

Os programas televisivos são os principais meios de comunicação onde todas as classes sociais por meio de diversas faixas etárias tem o livre acesso, basta ter uma televisão e uma antena em sua residência e ela terá muita interatividade e conteúdo. A maioria da população Brasileira já assistiu diversas novelas e séries que deixam lembranças e saudades até os dias atuais, diversos programas brasileiros deixaram de transmitir novelas e séries encantadoras. Hoje em dia, mostram cenas vulgares e palavras indevidas, inclusive no horário nobre, mostrando para nossas crianças e para a juventude o lado errado da educação que elas devem receber.
A causa desse problema é uma grande demanda de audiência de conteúdo para adultos, mas a falta de organização na transmissão desse conteúdo deixa a mostra um conteúdo proibido. Um exemplo seria cenas de novelas que podem insinuar crianças a cometerem roubos, estupros e outros crimes. A maioria dos noticiários brasileiros somente fala em crimes e homicídios, na maioria dos casos mostram cenas brutais de assassinato, isso leva a criança ter uma má influência na parte psicológica.

E no futuro isso pode trazer consequências irreversíveis para toda a sociedade brasileira, se os pais não tiverem o controle do que as crianças assistem na televisão elas poderão ter um instinto agressivo, e através da má influência de algumas pessoas pode fazer elas a cometerem crimes e entrarem para o crime organizado. Isso só aumentaria a margem de crimes das grandes cidades brasileiras.

Uma possível solução seria a conscientização de pais e responsáveis, junto com a imprensa brasileira e os políticos para criarem leis evitando para controlar a programação e que transmitir no horário da televisão brasileira e limitar a transmissão de crimes bárbaros no noticiário do horário. Os pais terem consciência e colocar limites no que as crianças assistem na televisão, isso ajudaria um pouco a diminuir o índices de violência nas cidades brasileiras.

Guilherme Aguiar

14 de março de 2016

Necessitamos


Verdades não são verdades,
São algo que aceitamos para nos conformar,
Esperança não é esperança,
É algo para se agarrar, para se fortalecer
em um pouco otimismo,
As dores não são dores,
São sentimentos reprimidos, que necessitam ser vividos,
Porém, só o amor é amor,
Não há uma definição, apenas se compreende,
Amor salva, amor cura, amor protege,
amor... É amor!
Só o amor leva verdades, traz esperança, amor cria laços,
Amor pode sem a intenção causar algumas dores,

Mas amor é o que necessitamos!

Autor: Ruth dos Santos Silva, 
2º ciclo de Administração
Campus SBC

Canção ao Blog Palavras Conectadas Fei



"Quando eu junto o bom com o dia, eu peço um dia bom, um bom dia
Quando eu junto o bom com o dia, eu peço um dia bom , um bom dia

Para poder fazer uma canção é preciso palavras, palavras de Harmonia, palavras com sintonia palavras unificadas, palavras conectadas

Quando eu junto o bom com o dia eu peço um dia bom um bom dia

Cantar é uma forma de se comunicar, de se expressar e soltar a voz.
Cantar é uma poesia, uma poesia com uma pura Melodia
Quando você canta,  o sentimento Toca igual ênfase que você põe na nota
Palavras com sintonia puxam melodia, palavras unificadas, palavras conectadas"

Obrigada pela oportunidade.

Abraços,


Roberta Campos.

7 de março de 2016

Novidades no Blog!


Boa tarde, pessoal!

O Blog Palavras Conectadas Fei está em reforma. Então não se assuste!

Todos os nossos textos e entrevistas já publicados retornará ao Blog, só estamos fazendo alguns ajustes na nova configuração.

Esperamos que gostem da nova carinha do nosso Blog.

Se tiverem alguma sugestão, fiquem à vontade para deixar aqui embaixo nos comentários.

Fiquem de olho para não perder nenhuma das novidades que vêm por ai!

Abraços

Produção Criativa Fei





28 de janeiro de 2015

Os tempos poderiam ser de desespero



Com toda a tecnologia, é desesperador encontrar a fome entre crianças, a desnutrição das grávidas, a violência contra qualquer cidadão, a guerra. Com tanta informação, é constrangedor ver pessoas preconceituosas, pais superprotetores, filhos consumistas. Com tantas carências, é intimidador acompanhar o gesto egoísta dos homens pelos espaços urbanos. 

Entretanto, por tudo isso, é mais do que urgente reafirmar os espaços de encontro, onde a comunhão reestabelece o sentido genuíno da vida. 

Este Blog, afinal, tem se construído exatamente neste lugar, valorizado, agora, pela entrevista concedida pelo professor Roberto Baginski. Físico de formação, ele nos faz ver as aproximações entre ciência e literatura, evidenciando que de belezas o mundo também é feito. 

Essas belezas vão se multiplicando nas abas do Blog, entre as linhas escritas por nossos alunos, professores, funcionários e no trabalho cuidadoso das alunas-pesquisadoras que o gerem. Também nas visitas dos leitores que acessam este nosso lugar. 

Os tempos contemporâneos até podem trazer momentos de desânimo e tristeza, mas os textos compartilhados aqui e em tantos outros lugares reafirmam a possibilidade da criação, da vida e da esperança.

Giselle Larizzatti Agazzi 

29 de dezembro de 2013

Entre fins e recomeços, faz-se a experiência

A todos os nossos colaboradores, agradecemos imensamente. Foi um ano pra lá de bom, com muitas contribuições literárias e partilhas entusiasmadas neste Blog. Também tivemos o prazer de, contribuindo para a promoção do Sarau Literário da FEI (na aba “Eventos”), conhecer alguns de nossos escritores virtuais. Essa vivência foi, sem dúvida, um profundo estímulo para nós, que sabemos da importância da cultura letrada na melhoria das relações humanas. Mais do que isso, neste ano, conseguimos viver o melhor da vida: trocamos experiência ao nos colocarmos em diálogo com tantos e tantos textos, os quais nos impulsionaram ao conhecimento do mundo, de nós mesmos, da comunidade. Que em 2014 nós consigamos manter o ânimo de buscar outras aventuras no mundo das letras, porque, sabemos, por meio delas, nós nos fortalecemos e nos humanizamos.Obedecendo aos ciclos da vida, cumprimos os rituais de fins e de recomeços. Que esses momentos sejam preenchidos de sentido para todos, porque é certo que nada existe sem empenho e dedicação: o Natal não acontece em sua plenitude se nós não dermos o sentido que lhe cabe; o romper do ano será apenas uma queima de fogos se nós não reafirmarmos os desejos coletivos de vida fraterna a todos.E assim, com tempo ofertado às letras, esperamos em 2014 continuar a estimular a comunidade a experimentar, a um só tempo, reflexão e emoção na escrita e na leitura amorosa dos textos.Um fraterno abraço e uma vida cheia de sentido para cada um e para todos nós!

          Giselle Larizzatti Agazzi.

30 de junho de 2013

Você tem medo de quê?


Os projetos, não sendo ainda realidades vividas, nascem de sonhos. E este blog nasceu de um, muito específico, impulsionado pela paixão pela literatura. A educação literária tem perdido espaço nos nossos tempos, sempre corridos e concorridos. Quem é que se dá o direito de parar um dia-noite e usufruir de um poema? Uma crônica? Um conto? Um romance?! 

Nós. Nós paramos um dia-noite de trabalho-estudo-estágio-ócio para embarcar na literatura, porque sabemos que é aí que ganhamos. Por quê? Pergunta boba, não fosse a dificuldade de respondê-la. Porque é na literatura que a pessoa se confronta com seus valores estratificados, é nesse espaço que ela se revê, repensa seu mundo, seus valores, seus pontos de vista. 

Ao fim, o que temos são pessoas pouco dispostas a reverem seu modo de ver o mundo e a si mesmas. Por quê? Mais uma pergunta boba, não fosse o perigo da resposta. Porque têm medo. E medo de quê? Esta, não saberíamos responder....

Temos muitas alegrias, quando pensamos nos resultados até aqui obtidos. Os textos publicados comunicam os porquês dessas alegrias. 

Gostaríamos de agradecer imensamente todos os que contribuíram com este um ano de trabalho. E convidá-los para mais um. Agora, com novos desafios e novas propostas, como a parceria que estamos desenvolvendo com a biblioteca do Centro Universitário da FEI. 

Aguardem-nos. Nós, que não tememos nossas contradições e as do mundo, vamos por novas veredas, bem acompanhados por vocês. 

Fraterno abraço!
Giselle Larizzatti Agazzi 


8 de maio de 2013

Dois dedos de prosa


Giselle Larizzatti Agazzi   

          Um dos fenômenos que mais me assusta nos dias de hoje é a falta de tempo que os homens têm para, como diria meu avô António, “trocar dois dedos de prosa”. “Dialogar”, para os que gostam de pesquisar a etimologia das palavras, remonta o sentido da comunhão entre as pessoas: da fusão das palavras gregas “dia” e “logos”, um dos significados é exatamente o de construir sentidos através de palavras que se encontram e se enfeixam em novos pensamentos. 

          O diálogo, pois, é o encontro entre os discursos. E aqui está o valor da conversa descompromissada. 

         Não raras vezes, entramos na sala dos professores e vemos todos eles (todos nós!) cheios de coisas a fazer, correndo de um canto a outro, imprimindo, recebendo aluno, corrigindo prova, preparando aulas...e a vontade de conversar vai se intimidando diante dos compromissos do dia que devem ser cumpridos. 

         Entretanto, e é aqui que reside a vida verdadeira, resistem as “brechas” do tempo: um dia ensolarado, nosso colega Ricardo Belchior comentou rapidamente sobre um aluno brilhante da Engenharia Química. 

       Logo me interessei, porque, tendo como última entrevista a do Reitor, nada mais justo do que entrevistar um estudante, para fecharmos o ciclo. Das integrantes do grupo Palavras Conectadas da FEI, vi os olhos brilharem com a proposta de conversarmos com um colega. Ao nosso convite, Allex Cabral respondeu prontamente e conosco compartilhou seu “entusiasmo”, outra bela palavra, quando conhecida por dentro dos seus sentidos etimológicos. Mas esses outros sentidos ficam para serem iluminados pelos espectadores/leitores que seguramente se entusiasmarão com a entrevista concedida por ele.

30 de janeiro de 2013

A Literatura salva o homem do abismo.





           Tantos escritores-leitores já disseram isso, de modo mais ou menos poético.
O fato é que não há quem não goste de ler. O que é possível, sim, é que o leitor esteja diante de um texto que naquele momento não gostaria de estar lendo. 
           Nada mais justo: temos a liberdade de escolher deixar aquele texto de lado e buscar o próximo. Como dizem os mais jovens, a fila anda. É nesse andar que os textos se exibem para os leitores em potencial: a expectativa é a do convívio mais que perfeito, o que só é possível no conflito. E como não ser assim se todo encontro nos mobiliza internamente?
           Conviver com textos é como conviver com pessoas, um exercício que requer muito dos olhos que percorrem as letras. Como toda convivência, um texto empurrará o leitor para fora da sua zona de conforto, para, enfim, o abismo, aquele mesmo do qual, finda a leitura, o salvará. Não porque a literatura de boa qualidade conforte, dê “colo” para o leitor, mas porque ela o inquietará, desmontará preconceitos, sacudirá a poeira do ser envelhecido pelo cotidiano, criará o caos do qual emergirá o único silêncio possível capaz de libertar a alma dos seus grilhões.
           Para falar desta literatura, espaço de liberdade e de conquistas, entrevistamos o professor doutor Fábio do Prado, reitor do Centro Universitário da FEI. Gentilmente, ele permitiu que nós roubássemos um curto espaço do seu tempo, tão concorrido, para falar sobre Literatura em uma sexta-feira de fim de ano. O convite, feito com tantas reservas pelo grupo, foi aceito alegremente pelo reitor que se entusiasmou com as próprias lembranças da sua história de leitor. E é com esse sentimento que queremos abrir um novo ano do nosso Blog Palavras Conectadas, partilhando a alegria do encontro com a literatura.
           Saudações literárias e um excelente 2013.
           Com a palavra, o Senhor Reitor!

15 de outubro de 2012

Nosso blog


           Desde a sua criação, este espaço tem sido permanentemente pensado pelo grupo. Algumas mudanças foram feitas, como a rotina de trazer uma Personalidade a cada bimestre ou trimestre. Os Homenageados também seguirão um calendário mais flexível. Essa decisão se explica pelo fato de ser este um espaço acadêmico, o que exige pesquisa e dedicação na preparação de cada um dos aspectos citados.

           Para este próximo bimestre, tivemos o prazer de entrevistar o Professor Doutor Hong, coordenador do curso de Administração da FEI, campus SBC. É ele que ocupa a aba Personalidade. A de Homenagem, será dedicada a Carlos Drummond de Andrade, poeta que foi lido, estudado e discutido pelo grupo. As  demais abas permanecem dividas por gêneros textuais, por uma questão didática.

           Muitos aprendizados temos feito com esta experiência, ampliados nas produções que nos chegam. Aos autores que aqui têm publicado e aos leitores que nos visitam, agradecemos sempre e esperamos que usufruam da sensação de pertencimento a este lugar, tecido nas malhas das letras da FEI.

Saudações literárias!