20 de abril de 2018

A resiliência do coração

Mariana Aguiar



De todas as atitudes que a gente pode ter,
A resiliência é aquela que mostra
Um jeito bonito de crescer,
E também um jeito novo de florescer.

Crescer com mais emoção,
Mas saber usar a razão,
Pra manter e fortalecer a união,
Apesar do sim e do não.

Resiliência não se ensina,
Se aprende no dia a dia,
Na correria e na hora do batente.

É lição pra toda vida.
Garantia de saúde pra alma,
E também pro coração da gente.

A resiliência na vida profissional - Um desenvolvimento constante



Mariana Lima Sigaki 


Na física, resiliência é a capacidade que um objeto tem, após acumular energia, não sofrer uma ruptura quando submetido a um processo que o force. Esse conceito aplicado no dia a dia refere-se a capacidade que um ser humano tem em recuperar-se psicologicamente quando submetido às adversidades, violências e catástrofes, assim exigindo constantes esforços de adaptação.
Em uma sociedade na qual mudanças acontecem constantemente, pessoas resilientes tendem a ter mais sucesso, pois não se deixam abater por dificuldades, adaptando-se diante das mesmas. Elas pensam sempre positivo e são otimistas, conhecem seus próprios limites e possuem autoconfiança. Sabendo lidar com suas emoções, elas criam boas relações e apresentam temperança e empatia diante delas. São motivacionais e conseguem permanecer calmas em situações de stress, buscando outras alternativas.
A resiliência é um processo psicológico que desenvolve-se ao longo da vida, através da ajuda de familiares e amigos, da capacidade de fazer planos realistas e segui-los e as próprias qualidades do indivíduo em ser positivo. Na vida profissional, uma pessoa resiliente tem mais flexibilidade em lidar com situações inesperadas, em administrar sua própria emoção, em construir recursos adaptativos e aceitar a realidade, improvisando um caminho alternativo para a resolução dos problemas.
Na administração, a resiliência pode gerar competições individuais, grupais e a vitória celebrada dos mais fortes, assim ferindo os demais, mas pode também, se for iluminada por componentes éticos, contribuir para o fortalecimento das pessoas nas organizações e, assim, colaborar para a justiça organizacional e social.
Nesse contexto, a resiliência permite o desenvolvimento humano, pois ela revela no indivíduo o seu potencial, suas competências e estabilidade emocional, que no caso, é essencial no mercado de trabalho para enfrentar crises e tornar-se um bom profissional, afinal, o mesmo consegue conviver melhor com insatisfações, não deixando-se abater pelas dificuldades e buscando sempre permanecer otimista e positivo.

13 de abril de 2018

O avanço da tecnologia e a redução da pobreza


João Vitor Selis dos Santos


Nos encontramos em meio a maior revolução de informação e comunicação da história da humanidade. Aproximadamente, 4 bilhões de pessoas têm acesso à internet e novos usuários entram online todos os dias. Computadores se tornaram tão pequenos ao ponto de caberem em nossos bolsos. Um grande fluxo de trocas ocorre na rede mundial, tanto trocas materiais, quanto imateriais. A facilidade no compartilhamento de informação nos propicia uma maior taxa de inovação tecnológica, e com isto temos um crescimento constante e exponencial.

Para fins de exemplificação, podemos começar mencionando um famoso gráfico em forma de "bastão de hockey", do projeto Our World in Data, sobre a prosperidade humana. Ele mostra a criação de riqueza. Apresentando a evolução do PIB real per capita para vários países e para o mundo, desde o ano 1.000.
Mas o fator de maior relevância que deve ser observado neste gráfico é o último período de 200 anos, começando no século 19 e seguindo até os dias atuais. Pôde ser observado que: o ponto de virada coincide exatamente com a Revolução Industrial. A adoção de bens de capital movimentados por motores à vapor, em conjunto com outras tecnologias, ajudaram a aumentar a produtividade e desencadearam uma revolução no bem-estar humano ao redor do globo.
Revoluções tecnológicas seguiram-se, e hoje nos encontramos para discutir e aplicar uma nova, denominada: Revolução Industrial 4.0. Um conceito de indústria que engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle e tecnologia da informação.
Esse avanço na tecnologia tem proporcionado um aumento real na produtividade e consequentemente a redução da pobreza, como é mostrado em outros gráficos, também do projeto Our World in Data. A pobreza extrema está em declínio, ao mesmo tempo em que a população mundial está aumentando. Afinal, segundo os dados, hoje, uma pessoa sai da pobreza extrema cada vez mais, graças a melhoria dos sistemas econômicos, a um maior conhecimento adquirido e as melhores e mais baratas tecnologias.

Transformando problemas em oportunidades



Maria Julia Viana Araujo  


O termo resiliência caracteriza-se pelo nível de resistência que um material pode suportar em relação às pressões sofridas e sua capacidade de retornar ao estado original sem danos. Na administração, esse conceito faz parte do processo de gestão e mudanças. É de extrema importância possuir resiliência, uma vez que diz respeito a capacidade de tomar decisões para minimizar conflitos tanto na vida pessoal quanto na profissional.
  As circunstâncias externas quase sempre não podem ser controladas, como por exemplo a morte de um familiar, uma traição ou a perda de um emprego, e para essas situações é essencial manter o controle para que não torne-se um problema de larga escala.
  No campo profissional essa habilidade tornou-se mais requisitada. Almeja-se alguém que transforme problemas em oportunidades, focando assim em soluções e resultados. Os indivíduos que colocam em prática a resiliência amadurecem emocionalmente e ficam mais fortes.
   Sendo assim, para obter resiliência no campo pessoal é necessário ouvir, ter empatia e aprender com experiências de vida. Em relação ao campo profissional, é necessário que haja uma comunhão entre a organização, que deve possuir o papel de auxiliar e criar programas para o desenvolvimento da resiliência em seus auxiliares, e assim, os profissionais devem trabalhar almejando que as circunstâncias sempre terminarão bem.

Resiliência - Um novo dia


Yvina de Andrade Ferreira

 Um belo dia, te acordam batendo na porta de seu quarto e dizem:
    -"Olha só! A nova adulta da casa!"
 E a partir daí você passa a participar dos altos e baixos da vida com mais frequência e eles terão maior impacto sobre você.
   Levante, coma, pegue ônibus, metrô, sinta-se realizada em seu novo emprego! Pense: "Sou adulta".
    Vá para o almoço, volte, bata ponto e sem atraso. Passou na faculdade! Alguém da família que terá Ensino Superior!
    Agora estude, mas também trabalhe e pague as contas. Esse mês a clientela foi fraca, sua mãe precisará da sua ajuda.
    O cansaço chega, mas a autoconfiança te empurra e grita: "Força! Você consegue!". E por mais 2 anos ela grita, mais 5 anos ela berra, no 10º ano, ela começa a ficar rouca.
    Levante, coma, pegue ônibus, metrô, trabalhe, pense no que poderia ter sido e no que realmente será...
     De fundo, você ouve uma voz conhecida, sente um abraço amigo, ele te fortalece, volta a te empurrar e grita: "Mude! Corra! Faça mais coisas ao seu favor!". Então você vê que naquela sua rotina nada mais será rotineiro.
      Levante, ajude sua mãe, motive-se no trabalho, seja proativo e melhore a equipe, empurre-os e grite: "Nós conseguimos!"
 Veja, sinta, conheça e saiba que o mundo é maior que o comum, é mais que fraqueza, é harmonia, bem e mal, é transformação todos os dias. É fazer a diferença em sua própria vida, mas ter o conhecimento de que nem sempre será apenas luz.
Afinal, para ter um pouco de luz, é preciso passar pelas trevas.

14 de dezembro de 2017

Saudade

Pablo Miranda

Saudade de ti.
Saudade do teu sorriso, da tua voz.
Saudades das brigas e reconciliações.
Saudade do seu amor,
Amor que não cabe em nenhuma imensidão.

Me deixaste aqui só.
Sem nenhuma luz pra seguir.
Perdido em devaneio.

No escuro da madrugada, me encontro em prantos,
Só pedindo a Deus que traga ela.
Aquela, a certa, a pintura mais singela.

Que de tão linda, é de causar estranheza a dor que me trouxe.
Mas foste ela? Ou apenas sua ausência?

Ausência que me mata aos poucos e não me permite seguir.
E em mais uma madrugada me encontro chorando infeliz.

13 de novembro de 2017

Prêmio Nobel de Literatura e a importância da leitura

Ana Lucia Silva

O Nobel de Literatura é um prêmio que reconhece feitos que impactam de alguma forma na vida das pessoas. É concedido anualmente desde 1901 e analisa a obra, filosofia, estilo e mentalidade de um autor como um todo, não somente alguma obra isolada, para que assim se tenha uma avaliação mais criteriosa. Então, se nos perguntassem qual a importância do Prêmio Nobel de Literatura, o que poderíamos dizer?
A discussão sobre o quanto a leitura é importante para o aprendizado e captação de conhecimento não é atual. As constantes campanhas de apoio mostram, principalmente aos jovens, que precisam desenvolver o hábito de ler. A campanha de distribuição de livros, Apoio ao Saber, do governo de São Paulo e do Itaú, para crianças, são apenas exemplos dos esforços que têm-se colocado para que a sociedade conscientize-se do quanto a leitura e escrita são primordiais. Mas qual a relação do Prêmio Nobel com a leitura?
Ao analisarmos o prêmio e a importância da leitura, notamos que ela é tão imprescindível, que torna-se difícil não perceber o quão influente no cotidiano de muitos ela é. Um livro modifica a visão de mundo de um indivíduo; pelo direito ao acesso das mulheres à educação, uma adolescente lutou contra muitos e pela sua escrita compartilhou sua história; por palavras, alguém escreveu em detalhes sua época e as situações deploráveis que ocorriam. Seja por papel ou por meios de comunicação atuais, momentos históricos foram registrados por meio de palavras que permanecem vivas até a atualidade e permanecerão por mais muito tempo. A importância da leitura e escrita ultrapassa o quesito tempo. Ela se modifica para atender o perfil da sociedade da época.
Nos últimos anos, o significado de literatura sofreu algumas transformações. Diferente de antigamente, onde era considerado literatura somente as obras de muitas páginas, hoje outras muitas formas de literatura têm ganhado o espaço que lhes são devidos. A literatura em forma de poema e música comprovam essa mudança de pensamento. Pablo Neruda com um de seus poemas e Bob Dylan com uma de suas músicas ganharam o Nobel de Literatura, mostrando que não é impossível captar a atenção das pessoas, seja por algumas estrofes, muitas páginas ou por alguns acordes. Sempre existirá uma forma de literatura que se adeque ao seu gosto.
A leitura é algo que fornece benefícios das mais variadas formas, seja ela utilizada com finalidade de  pesquisa acadêmica ou lazer, e premiar aqueles que utilizam de outras atividades para escrever não só é gratificante como também impulsiona que esse tipo de atividade ocorra com mais frequência. Mostrar que palavras não são vazias e mudam pensamentos é a recompensa que esses autores merecem.
Além disso, uma curiosidade sobre o Nobel de Literatura é que nenhum brasileiro ainda foi premiado. Será que isso não demonstra a importância - ou a falta dela - que estamos dando à leitura e à escrita? Temos pouquíssimos escritores brasileiros, porém, existem alguns realmente talentosos que não recebem a atenção merecida e a quantidade daqueles que se tornam conhecidos é ainda menor. É agravante a forma como tratamos algo tão crucial de forma tão simplória. Mesmo que digam que escrever é um dom e ler requer paciência, essas atividades podem ser aprimoradas até tornarem-se hábitos. Para isso é necessário esforço e com tempo o "sacrifício" de ler e escrever sem ser uma obrigação será apenas um passatempo. Você nunca "perde" quando abre um livro, pois descobre um novo mundo de curiosidades e nunca é ruim escrever, pois registrar aquilo que é considerado importante para você é uma forma de arte.

10 de novembro de 2017

Era da inovação

Giovana Guimarães

A palestra Experiência e Startup, apresentada por Benício José de Oliveira Filho e pelo ex-aluno Thiago Yokoyama no dia 09/10/2017, no Centro Universitário da FEI (campus São Bernardo do Campo) abordou um tema muito comentado nos cursos de administração: a implantação das startups no Brasil.
Benício enfatizou que o modo de administrar uma startup é muito diferente da maneira tradicional de se administrar uma empresa. Alguns aspectos que a diferencia são: focar no problema das pessoas e gerar valor para resolvê-los; vender experiências juntamente com os produtos comercializados; e a premissa de que a empresa precisa se conectar com as pessoas pela emoção, sempre se questionando: Como eu posso solucionar os problemas existentes, de forma
rápida e eficaz ?
Ele também comentou sobre as necessidades e exigências para se tornar um empreendedor, bem como suas principais características, focando na liderança em quem influencia, e o fato de que o empreendedor deve se incomodar com respostas óbvias e sempre procurar o contrário, criando novos mercados e novas demandas de produção.
O segundo palestrante (ex aluno da FEI) abordou mais o termo de investidor-anjo, que são investidores que apostam em startups e empresas com potencial tecnológico avançado, afirmando brevemente que o investidor deve se basear no pensamento lógico e assertivo, mesmo tendo ciência que o futuro é imprevisível. Thiago afirma também que deve-se entender a dor dos seus clientes e a real necessidade de uma solução, validando suas idéias, acompanhando o processo de execução, bem como crescimento e escala de produção.
Ele também cita os auxiliadores corporativos, que são um grupo de investidores-anjo interessados em tecnologia e rápida resolução de problemas, e como podemos tirar a idéia de uma empresa do papel com o mecanismo CANVAS, disponível na internet. Ainda afirma que todas as idéias viáveis devem ser colocadas em prática e que se faz necessário a fabricação de itens/mecanismos que auxiliam
no cotidiano dos clientes.
Esta palestra é aconselhada a estudantes de administração, engenharia, publicidade, marketing, economia e técnicos gestores por abranger um conteúdo que é de extrema importância para estas áreas: a inovação; pois é ela quem construirá a nova era da tecnologia e criará novos tipos de empregos e sistemas.
O palestrante explicou de maneira dinâmica a definição de uma empresa considerada startup e como ela pode surgir atravez de investidores-anjo.

9 de novembro de 2017

Mike

Mateus Freitas da Silva

Hoje eu acordei e me lembrei de você. Já faz tanto tempo que nem consigo mais chorar. A saudade já se tornou algo normal para mim, mesmo assim ainda me recordo de você todas as vezes que olho pela janela e vejo a neve cair. É tão besta, mas tão forte. Eu não esperava que isso fosse acontecer. Eu me lembro de você dizer que um dia iriamos nos casar; que um dia iriamos ter a nossa casa e eu teria você por todos os dias. Nossos sonhos eram maiores que a gente, mas eu não me importava, pois o modo como você falava me convencia de que éramos capazes de realizar todos eles.
Esses momentos estão gravados em minha memória, em minha alma e são eles que me fazem levantar todos os dias. Eu vivo para você, assim como eu também morreria por você. Eu te amo e não precisaria usar um anel bobo para provar isso. Eu não precisaria dizer para todos que te amo, pois todos perceberiam o quanto eu te amo. Mas, eu não tenho você aqui comigo e sinto muito por não poder ser feliz com você em nossa casa. Eu sinto muito por não ser forte o suficiente para enfrentar o mundo por nós. Eu tenho medo de te perder, medo de machucarem você. Eu fico pensando enquanto observo outros casais, porque eles podem se amar, se beijar, andar de mãos dadas e eu não posso nem te dar um abraço. O que fizemos para as pessoas nos odiarem tanto? Eu me sinto péssimo todas as vezes que me lembro de você apanhando na minha frente. Meu amor, você estava tão ferido. Os seus olhos estavam apavorados. As suas roupas estavam sujar de poeira e sangue. E eu estava caído, impotente, fraco e impossibilitado de levantar, apenas assistindo o amor da minha vida apanhar até desmaiar. São momentos como esses que me deixam furioso, mas me lembro que depois que os garotos foram embora, você conseguiu sorrir para mim e foi através desse sorriso que consegui ter forças para me levantar e te ajudar. Mesmo a beira da morte, você tentou me confortar. Você tentou dizer que tudo estava bem. Mas não estava e nunca iria estar, pois eu tenho medo de você sair e nunca mais voltar.
Claro que não quero lembrar apenas de coisas tristes, pois tivemos momentos maravilhosos. Lembro-me da primavera - aquela de dois anos atrás -. Você estava tão lindo com sua blusa jeans. Seu rosto estava com uma expressão tão leve e feliz, um sorriso lindo. Quando estávamos sentados no chão você me disse palavras tão bonitas. Essas mesmas palavras me fazem ficar bem até hoje. Palavras que me consolam e que me lembram seu olhar alegre, sua voz calma, como se não existisse nenhum problema. Mas não estou na primavera e essa neve parece que nunca mais irá parar de cair, assim como o meu mundo. Se eu pudesse passar uma semana com você, provavelmente iriamos nos divertir bastante, eu daria tudo para realizar esse momento. Faz tempo que não escuto a sua risada; faz tempo que não ouço você dizer o meu nome e sinto tanto a sua falta.  Eu não quero ser meloso, mas como eu queria que você estivesse aqui.

Mike, eu até posso, tecnicamente, viver sem você. Mas eu não quero. A ciência não entende os meus sentimentos por você. Na verdade, se alguém entendesse não nos achariam loucos. Mas agora estou aqui contando as horas para te ver novamente. Será que vai demorar? Não vejo a hora de ver você caminhando pelo corredor até entrar pela porta do quarto, com a sua caneca favorita na mão. E eu? Bom, eu estarei deitado na cama observando o quão sortudo sou. Espero que você esteja bem.  Eu, Peter, escrevo esta carta no dia 20 de Abril de 1943, França. Se você não é o Mike e leu essa carta, então significa que eu falhei.

27 de setembro de 2017

A poesia do...

Ricardo de Lima Perialdo

Tudo é poesia.
Uma folha caindo no outono é poesia.
As crianças morrendo nos hospitais são poesia.
O sexo é a poesia do corpo.
O gozo é a poesia do prazer.
O amor é a poesia da alma.
A fotografia é a poesia do olhar.
O riso é a poesia da graça.
A lágrima é a poesia da tristeza.
A velhice é a poesia do tempo.
O nascimento é a poesia da vida.
O livro é a poesia do conhecimento .
O mal é a poesia do ódio.
O abraço é a poesia do aconchego.
A menstruação é a poesia da fertilidade.
Inclusive nós somos poesia. Imperfeitos, mas poesia.

15 de setembro de 2017

Ainda fazemos o que fazemos, mas de forma diferente

Pedro Costa e Luccas M. Scarponi


A rotina cotidiana, a correria, a falta de tempo... Afinal, qual o propósito de tudo isso? No final da minha vida, terei uma vida que de fato terá “valido a pena”?

Nossa geração, formada por jovens, tem se indagado cada vez mais sobre o motivo pelo qual se faz – ou não se faz - algo. Diferentemente de seus pais, o simples acúmulo de riqueza já não mais os satisfazem.

Os jovens de hoje, mais do que nunca, têm buscado um propósito maior, um reconhecimento e um sentimento de pertencer ao seu ambiente, inclusive abdicando de grandes oportunidades na carreira, visando manter seus anseios intactos.

No mercado de trabalho, a nova geração é dinâmica, criativa e sonhadora. Por outro lado, tem dificuldade em receber ordens, principalmente quando se trata de tarefas indesejadas. O sonho de "fazer apenas o que gosto" acaba sendo um fator desestimulante quando se deparam com as obrigações do cotidiano.

Se a vida, ao final, terá “valido a pena” ou não, só saberemos quando chegarmos no final da jornada. O fato é que a juventude veio para quebrar paradigmas, redefinir o conceito do mercado de trabalho e o caminho que percorreremos a fim de alcançarmos a plena realização pessoal.

Odin

Ilan Yukio

Conhecimento foi tudo o que busquei,
Respondendo simples perguntas das quais não sei.
A curiosidade sempre me moveu,
Eram tantas dúvidas, que acabei me encontrando em um breu!

Odin cedeu um olho por conhecimento...
Eu daria muito mais para obtê-lo.
Ciente deste discernimento,
Sempre almejei conhecê-lo.

Então foi aí que eu percebi que precisava de força,
Fiz então como Odin e me matei numa forca.
Deter o conhecimento fez de mim o que sou
E mesmo assim, ninguém contemplou.

Agora passo por eles calado, sabendo o que ninguém irá saber.
Adquiri por conta própria o que ninguém ousou ter.
Mas no fim, qual foi a lição moral?
Talvez eu tenha me transformado em algum “eu” e não uma construção social.

Soberania Popular

André Souza Di Matteo

A democracia nos seus primórdios, na Grécia, tinha como ponto principal as reuniões para debate de assuntos determinantes para os rumos da sociedade. A Soberania Popular é um fator novo para o brasileiro, que conviveu durante mais de 20 anos com os abusos da Ditadura Militar. A criação de métodos para inserir os cidadãos de forma contundente, neste formato político, é imprescindível. O voto já não satisfaz as demandas populares, principalmente com o alto índice de atos ilícitos cometidos pelos nossos governantes. Afinal, como inserir o povo na política?

Com a crescente tecnológica, a criação de plebiscitos é essencial para a participação popular, tendo como tema assuntos distintos, por exemplo: políticos, judiciais, econômicos, morais (legalização do aborto, aprovação do porte de armas, reconhecimento do casamento homossexual etc.). Ou seja, temas efervescentes entre os cidadãos.

Essas permanentes votações teriam efeito no longo prazo, pois através do debate, soluções para os problemas seriam identificadas. O aumento da autonomia dos estados e dos municípios é outra medida essencial, partindo do pressuposto que o cidadão tem maior conhecimento do que acontece em sua comunidade, tendo conhecimento do que precisa ser aperfeiçoado.


O Planalto tenta organizar uma reforma política, mas, sem a participação popular, se torna contraditório. Neste momento de crise política, fazer “vista grossa” para a nação não é o caminho a ser seguido. Portanto, fica evidente a importância da participação da população no contexto político nacional. “É o Governo do povo, para o povo, pelo povo”, preceito elaborado na Grécia Antiga que define o que vem a ser um governo democrático, lema este que se faz necessário na situação brasileira, podendo ser a chave para a falta de credibilidade dos parlamentares.

Alienação? Tô fora...

Leonardo Melo

No livro Por que fazemos o que fazemos?, de autoria do filósofo e escritor Mario Sérgio Cortella, o autor nos indaga sobre nossos propósitos e objetivos, isto é: o que fazemos em nossas vidas tem, em si, algo adiante? Caso a resposta seja “não”, é o momento para começar a se preocupar e entender porque a monotonia e a rotina podem nos tornar infelizes.

No segundo capítulo, denominado Eu robô? Não, Cortella comenta sobre diferenças de sentimentos que podem ser normais ou antinaturais. De semana a semana é comum na vida adulta, estudantil ou de atarefados que a rotina seja naturalmente imposta em nossas vidas, pois ela determina quem você é. O problema não está na repetição, mesmo que seja exaustiva, pois um descanso resolveria e você estaria ali para recomeçar no dia seguinte. O fator determinante do problema não é no “caminho” ou nas “pedras” que fundamentam sua jornada, e sim, como você encara o problema.

Se ao acordar, você se sente cansado, saiba que é comum, pois você tem em mente que esse esforço é necessário para que alcance o objetivo, e no fim, poderá então disfrutar dessa dedicação. Porém, se ao acordar, você não encontra o motivo de fazer determinada atividade – mas o faz por ser necessário – e não encontra seu disfruto futuro – a finalidade do feito –, está então na hora de estabelecer metas.

Para Cortella, desempenhar uma tarefa por necessidade, apesar de frustrante, não é um ponto crucial para aqueles que não tenham objetivos, pois para qualquer busca ou meta, é necessário o esforço; a abdicação de algo; os momentos difíceis e longos. Não existem atalhos, por exemplo: sonhar ser um pintor. É fácil imaginar-se renomado, genial, recebendo lindas mensagens e orgulhar-se de sua imagem. Difícil é entender que, para ser um grande pintor, há uma história, e que no meio dessa história, momentos frustrantes ocorrerão, como: galerias não sendo vendidas; momentos de escassez de ideias; críticas.


O fator crucial então, no meu ponto de vista, diante dos conceitos e comparações feitas por Cortella, é que, imaginar que tudo será fácil, ou viver como um robô – sem saber onde chegar –, é o que te faz sentir frustrações constantes. Estabelecer metas é fundamental, pois o caminho é o mais importante. Ninguém vive de seus sonhos. Vivemos de desafios.

14 de setembro de 2017

Artigo de opinião

Bárbara Andrade

A maioria das pessoas odeia a segunda-feira, já que esse dia significa um recomeço de toda a rotina desgastante da semana, gerando a raiva em grande parte das pessoas. Ao escrever o 3º capitulo do livro Por que fazemos o que fazemos?, Mario Sergio Cortella cita alguns motivos que tornam a rotina dos trabalhadores desagradável e desgastante. Segundo o autor, existem três motivos que causam o ódio: a falta de propósito; de reconhecimento; a partilha desequilibrada das tarefas.

Atualmente vivemos em uma geração em que as pessoas têm muito mais liberdade para fazer suas escolhas pessoais e profissionais. Nós, jovens, não buscamos apenas um trabalho que tenha uma boa remuneração e estabilidade. A busca pela realização pessoal e profissional é prioridade nos dias atuais.

Diante deste cenário, Cortella cita a falta de propósito como um motivo que gera o ódio pela segunda-feira, pois o colaborador que não enxerga uma finalidade nas suas tarefas, não trabalha motivado, o que resulta em um funcionário cansado e insatisfeito. 

A falta de reconhecimento, por parte das empresas, também ajuda a construir esse ódio pela segunda-feira, pois mesmo que o nível de desgaste seja auto, se o funcionário for reconhecido, existe a vontade de retornar à empresa para realizar sua função.

Outro ponto importante são os funcionários que ficam sobrecarregados. Quando o indivíduo exerce mais tarefas que sua obrigação, gera-se nele um sentimento de esgotamento e, normalmente, o serviço não é realizado com qualidade. 

São diversas situações que se acumulam e geram ódio pela segunda-feira - que simboliza o recomeço de uma semana sem objetivos e motivações, marcada pela falta de reconhecimento do trabalho realizado na empresa - e que ficam cada vez mais desgastantes, pois estamos  sobrecarregados de tarefas. O funcionário e a empresa podem mudar esse cenário, no entanto, tem que existir uma colaboração entre as partes, para transformar a segunda-feira em sexta-feira.

12 de setembro de 2017

O poder da decisão

Kaique Souza

Uma expressão famosa, muito disseminada entre os brasileiros, é “engolir sapos”. Significa que você precisa aceitar ou aguentar situações que não lhe agradam por um bem maior, mas também, pode ser sinal de fraqueza.  É sobre isso que o autor Mário S. Cortella disserta nos primeiros capítulos do livro Por que fazemos o que fazemos?.

Uma forma de analisar este problema é a desmotivação observada em diversos trabalhadores, que é evidenciada pelo ódio que estes sentem da segunda-feira. O que explica esse ódio, segundo o autor, é o fato de as pessoas não saberem o propósito de determinada ação tomada, desmotivando-se rapidamente por serem alienadas.

Ainda nos primeiros três capítulos, Cortella argumenta que se o colaborador não gosta do que faz, mas entende um propósito naquilo, o deve fazer sem objeções, onde a maior parte do feito se deve ao dinheiro ou ao reconhecimento. Um trabalhador reconhecido por suas ações é um trabalhador motivado por aquilo que faz. Neste caso, significa suportar condições, pois ao final, a felicidade virá.

Acompanhando o pensamento, deve-se entender as razões pelas quais você faz o que faz, mas também deve-se entender aquelas que você deixa de fazer.  Toda decisão implica em uma perda, ou seja, se decidimos trabalhar em troca de dinheiro, perdemos tempo de lazer, e isso ocorre em qualquer decisão. Logo, tomar uma decisão de trabalhar em um lugar que não gosta, ou com grande desgaste físico, foi sua escolha em trocar seu tempo livre por trabalho.

A leitura do livro fez-se entender que, pessoas são infelizes quando são alienadas, ou detestam seu trabalho por não entenderem o motivo pelo qual o fazem. Porém, esta situação foi criada pelas decisões das mesmas, situação esta que não é inalterada, tomando atitudes que levam a menos perda e mais ganho de tempo, dinheiro, reconhecimento, dinamização do trabalho, entendimento daquilo que faz e acima de tudo, felicidade.

11 de setembro de 2017

Capítulo 3 do livro Porque Fazemos o que Fazemos

Pseudônimo: Summer

As funções dos trabalhos nos dias atuais estão cada vez mais robotizadas, seguindo as formas dos modos de produção das fábricas, separando em setores onde muitos não se reconhecem no próprio trabalho e muito menos conhecem o que estão fazendo. Nesses casos, os trabalhadores, por não se encontrarem naquilo que fazem, se perdem na rotina.

Sem o autoconhecimento, apenas fazem o que fazem por necessidade, o que cria aqueles “funcionários de sexta-feira”: onde a maior expectativa da semana é a chegada do final de semana e o pior dia a segunda-feira.

Esse é um dos problemas que as pessoas do RH tentam resolver, ficando sempre atentos para a criação de programas para a diminuição dessa rotina, incentivos no trabalho mostrando cada setor da empresa, fornecendo auxílio no conhecimento do próprio trabalho, propiciando representação naquilo que faz, incentivando a vestir a camisa da empresa e a sentir-se integrante da mesma.

Porém, mesmo com essas iniciativas, tudo parte de si mesmo. O autoconhecimento começa quando o próprio buscar se encontrar naquilo que faz e se identifica naquilo que esteja fazendo.

Outro ponto importante é o equilíbrio entre as funções de cada funcionário; em muitas empresas acontece o desequilíbrio, onde uma pessoa faz mais que alguns outros e esses outros ficam somente na dependência daqueles que fazem. Isso pode causar um grande dano quando esses, por sobrecarga, se demitem das funções causando uma grande perda para a empresa.

Uma pessoa que se encontra naquilo que faz não espera chegar a sexta, não acha que o tempo demora a passar e não fica descontente com a segunda-feira. Pessoas motivadas e que se encontraram não desperdiçam um segundo e nem cada oportunidade de aprender mais sobre o que faz; muito menos desejam que chegue a sexta, pois a segunda é o dia mais esperado.

6 de setembro de 2017

Gerações Organizadas Por Lotes

    Vitor Trindade

   As interações sociais, conflitos ideológicos e choques materiais, escrevem a história e moldam a sociedade, fragmentando-a e dando início a novas formas de organizações. Tal conceito, identificado como Materialismo Histórico-Dialético, proposto por Karl Marx, faz-se presente nas alterações dos modos de produção. Essas alterações levaram, gradativamente, ao surgimento do capitalismo, sistema baseado em acúmulo de capital e privatização das propriedades. Esta privatização fez com que o trabalhador perdesse o domínio sobre os meios de produção (MARX, 1867) tendo que, portanto, vender a sua força de trabalho. A mecanização desta levou à alienação do trabalhador, não se reconhecendo no bem produzido/serviço prestado.

    Em Por Que Fazemos o Que Fazemos? (Mário S. Cortella, 2016), especificamente no capítulo 2, o autor retoma a ideia de alienação e acrescenta que a mecanização do trabalho – introduzida no Taylorismo/Fordismo - ocasiona perda de autenticidade, o que é fatal para as empresas no contexto econômico contemporâneo. Infelizmente, essa robotização do trabalho tem impactos mais graves em outros âmbitos, a longo prazo.

    Segundo o educador Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda” (FREIRE, 2000). Tendo isto em vista, nota-se a origem e os efeitos agravantes da alienação, fruto do conhecimento especializado. Este conhecimento professado em larga escala pelas faculdades, formam profissionais bem treinados e preparados para ingressarem no mercado de trabalho, mas não para romper as barreiras deste. Desta forma, a cada turma de formandos, mais se perpetua o ciclo de alienação. Se faz necessária, então, uma reformulação no sistema de ensino atual, a fim de aumentar as faculdades mentais dos estudantes, tornando-os capazes de promoverem criações próprias, aumentando o autoconhecimento na atividade exercida, ao invés de agregarem à roda de alienação e peças descartáveis.

    A pergunta que leva o título da obra de Cortella é essencial para que se note que a resposta desta está além de buscar segurança e adquirir bens. A mecanização do trabalhador, no período atual, não diz respeito ao exercer de tarefas manuais repetitivas, e sim no nivelamento, padronização e fim pré-determinado das capacidades intelectuais em produção vertical, colocando no mercado, ao fim de cada semestre, peças perfeitamente encaixáveis nos moldes atuais, sem apresentar riscos ao sistema.

Síntese – Livro: Porque fazemos o que fazemos?

Nayara Pontes e Mateus Freitas

A obra de Cortella apresenta observações sobre dilemas do cotidiano, que envolvem a nossa vida pessoal e profissional e que estão a nossa volta por todo o momento, sendo que muitas vezes nem percebemos.

Um dos pontos que chamam a atenção e que vale destacar é a questão da monotonia, pois ela é um estado em que chegamos quando entramos no automatismo e desligamos a nossa capacidade de raciocinar. O autor demonstra isto dizendo que a monotonia é quando fazemos algo sem prestar atenção, quando fazemos uma atividade sem perceber se está correta ou não.

Podemos exemplificar isso com uma pessoa que vai para o trabalho todos os dias de metrô e que obviamente sabe a estação correta de descer e quanto tempo levará para chegar, se caso não houver imprevistos. Como faz o mesmo trajeto todos os dias, então não prestará atenção em todas as estações que passar, só quando o destino estiver próximo. Porém, se caso esta pessoa for à casa de um amigo e seguir um trajeto que nunca fez antes, provavelmente ela irá prestar atenção em cada estação que passar, pois estará se certificando de que realmente está fazendo o caminho certo.

Outro ponto importante destacado no livro, é sobre o sonho pessoal que é citado no capítulo “Futuros e Pretéritos”, no qual é discutido sobre os sonhos que as pessoas idealizam, mas que sempre deixam para futuro, como a famosa fala “um dia irei fazer o que gosto”. Com o cotidiano monótono, as pessoas vivem o dia a dia com a esperança de realizar os seus desejos futuramente, mas em muitos casos isto se torna uma utopia, pois não levam em consideração todo o esforço necessário para alcançá-los.

De maneira geral, o livro nos traz reflexões de assuntos comuns, mas que muitas vezes não paramos para pensar sobre. Provoca o nosso pensamento fazendo com que pensemos em nossas atividades atuais e o que seremos e futuramente, traz um modo diferente e interessante se de pensar.

A Nova Alienação

Letícia França da Cruz

A alienação do trabalho é um tema que continua presente em nossa sociedade. Desde a Revolução Industrial, com o início da era das máquinas, os trabalhadores começaram a se familiarizar com funções repetidas e perderam a capacidade de perceber a finalidade de suas tarefas. 

No século atual, mesmo com o avanço tecnológico, muitas pessoas ainda exercem funções “robóticas” e não sabem a razão pela qual as estão exercendo. O hábito de sempre fazer a mesma coisa, sem questionamento leva o individuo a alienação e, consequentemente, a desmotivação.

Segundo o filósofo Mario Sérgio Cortella – “Porque fazemos o que fazemos”, a falta de liberdade do indivíduo em relação à escolha do que fazer é oriunda da má distribuição do trabalho, onde muitos são sobrecarregados com excesso de tarefas enquanto uma minoria possui liberdade para mudar sua rotina, pois não são prisioneiros de suas necessidades.

Apesar da melhoria nas condições trabalhistas em comparação com os séculos passados, muitos indivíduos ainda não enxergam um propósito no que exercem e não se reconhecem em suas funções. Isso gera insatisfação e um exército de pessoas reféns de suas necessidades, que realizam tarefas apenas para sobreviver.

O reconhecimento e a satisfação no que se faz é algo primordial para a satisfação humana. Ninguém atinge a plenitude com um emprego infeliz, onde não enxerga a si mesmo e onde não se motiva. Seria muito simples dizer que cada qual é responsável pela sua própria felicidade ou pela sua auto realização, mas o fato é que muitas pessoas por estarem “algemadas” às suas necessidades, não possuem o poder de escolher o que fazer com o próprio tempo.