10 de setembro de 2018

Sinto muito

Pedro Augusto Vieira

Não,
Isso não é um pedido de desculpas.
É apenas, 
Um desabafo

Aprendi que quem sente muito,
Se machuca muito.
Uma relação intermitente, 
Entre a razão e um coração doente.

Nunca penso no suficiente,
Pois o suficiente não cabe em mim. 
Não quero o raso,
Quero intensidade.

Desde que a conheci,
Não penso direito,
Não durmo direito,
Só sinto.

E muito.

P.A.V

Like no luto

Amanda Medeiros 

Dá um zoom nesse filtro maneiro.
Responde minha pesquisa sobre se a maquiagem no corpo morto ficou bonita.
Posso postar privacidade emocional o dia inteiro.
Seja no Face, Twitter ou Instagram.

Não sei ao certo se minha liberdade de expressão faz eu me sentir livre.
Também não sei delimitar quais fronteiras meus posts ultrapassam.
Corre sob meus dedos as mídias que manipulo minhas expressões.
Nesse velório a vontade é que meus receios compartilhados se façam.

Amém...
Ou curtir


Noru Isla



(Poesia baseada em um comportamento atual sobre compartilhar emoções privadas, como o luto nas redes sociais).

Manifesto sobre “Respeito familiar”


Rebeca Moreno Caetano 

Venho hoje defender a ideia de que nenhum familiar deve ser respeitado, pois o respeito deixa as pessoas alheias às ideias das outras e ignorante a novos conhecimentos e ensinamentos; além disso, as deixam com traumas infantis causados pelo autoritarismo com o qual os pais se montam e ainda fazem de base para a criação de seus filhos.
Desde a infância somos exigidos a respeitar nossos pais. Cale-se e me respeite. Me respeite, sou mais velho. Me respeite, eu que te sustento. E com esse respeito, desde pequenos temos dúvidas: porquê temos que ficar quietos, e entender o lado dos mais velhos, se, às vezes, nós também temos razão? Como saber se estamos errados? Como saber quando deve-se melhorar e de que maneira? Como saber se expressar sem faltar com o respeito? Quando na verdade o respeito é apenas uma desculpa para os mais velhos serem autoritários, para não precisarem mudar de pensamento, de atitude, de ideia.
Mesmo sabendo que para o responsável é mais fácil impor o respeito do que expor o motivo, ele deve levar em conta de que a criança está sempre com dúvidas sobre as questões da vida, que nenhuma criança sabe o limite das coisas, mesmo que aos poucos ela vai aprendendo isso, e ao não conseguir respostas e ajuda com seus pais, essa criança buscará outra pessoa, outro apoio, outra explicação, que, na maioria das vezes, não é o melhor, e com isso criará sua base de pensamentos a partir de uma ideia equivocada de alguém que pode não ter boas intenções.
Os traumas infantis causados pelo autoritarismo em que os pais tratam seus filhos causam problemas até a vida adulta. Com um pai impondo respeito e não explicando o motivo de seus atos faz com que uma criança torne-se insegura, sempre achando que o que ela pensa é errado, que vai contra os valores de sua família, sem entender-se completamente.
Ao não respeitar o seu pai, sua mãe ou seu responsável, geraremos um mundo com mais entendimento, onde não apenas as crianças e adolescentes devem entender seus pais, mas todos devem tentar colocar-se no lugar do outro, com empatia, para termos relações mais saudáveis com os nossos familiares, pois além deles nos explicarem o motivo de suas atitudes, eles também entenderão o motivo das nossas, logo, evitando traumas e inseguranças que um "cale-se e me respeite" geram por anos.

A Rotina

Aline Ramos de Oliveira 

Seis horas da manhã,
Celular desperta.
Hummm, hora de acordar,
Escovar os dentes, tomar banho e se arrumar.

 Dirige-se a cozinha,
 Subconsciente diz algo...
 Melhor verificar a hora.
 UFA! Ainda restam quinze minutos.

Toma café tranquilamente,
Quando vai ver a hora voou.
POXA VIDA! Mais um dia atrasado.

CORRE! O ônibus está perto.
Transporte público lotado,
Tem nem onde se apoiar.
DROGA DE TRANSPORTE!
Por quê tenho que fazer isso todo dia?

Desce, corre novamente.
A empresa está perto,
Você consegue vencer o trânsito.



Lembra daquela reunião importante
QUE VOCÊ NÃO QUER IR.
 Não entende mais o porquê daquilo.
 Procura constantemente razões para ser serviço, ser esforço.
 Culpa a rotina.
 DROGA DE ROTINA, POR QUE VOCÊ EXISTE?

Mas, só um momento...
A culpa não é a rotina.
A culpa é da falta de motivação,
Seu chefe nunca te elogia, né? Nada de reconhecimento.
A culpa é da monotonia, você está cansado de não ver sentido no que faz.
Falta ânimo, falta autoria, falta se sentir autor do seu projeto, do seu produto.

Não culpe a rotina,
Ela é importante,
Ajuda a manter as coisas em dia.
Procure reconhecimento, estar vivo no que faz.
Não se deixe robotizar.
Sua vida irá melhorar.

Transporte... De quê? De quem? Para onde?

Jorge Aoki 

Ao longo do curto espaço de tempo que alguns chamam de vida, acostumamos a encostar no próximo e extrair dele sempre o melhor que nos convier. Somos um povo naturalmente antiético e problemático, independentemente do nível de educação, financeiro ou da região onde mora. 
Desde criança vejo como verdades que os trens da cidade em que eu escolhi para viver são lentos e preguiçosos, sujos, lotados de gente mal-educada, e muito, mas muito ineficientes. E de um jeito bastante jocoso, ainda conseguimos fazer piada com tudo isso.
Com o passar de poucos anos de trabalho duro e intenso para conseguir me locomover pela cidade diariamente pude constatar algumas coisas. Sempre perguntei-me por que os carros do metrô e CPTM são tão lentos e vagarosos, sofrendo com tantos problemas técnicos. Afinal, após tantos aumentos do preço da tarifa da passagem, até o cidadão mais "desligado" poderia inferir que os transportes melhorariam. Não é o que vemos hoje. Infelizmente. Ou não.
Como podemos cobrar transportes eficientes sem nos tornarmos usuários mais eficientes?
Lotamos cada carro dos trens como se ele fosse o último a passar naquele dia. Impedimos o fechamento das portas para forçar a nossa entrada nos carros. Gastamos tempo e raciocínio para identificar que nas portas de determinados carros há um dispositivo que pode ser acionado (perigosamente) com dois dedos impedindo a abertura daquela porta nas estações, consequentemente impedindo o acesso de mais usuários. Gastamos tempo e raciocínio para descobrir que as portas entre carros de alguns modelos de composição podem ser abertas com um alicate de unhas. Gastamos tempo e raciocínio para descobrir que há brechas na segurança entre estações e que assim é possível atravessar os trilhos andando de um lado a outro. Gastamos tempo e raciocínio nos vestindo de super-herói e invadindo os trilhos para atear fogo e tentar parar o trem com a mão...
Podemos mesmo inferir que o transporte metropolitano não funciona direito? Quando foi que esses transportes ficaram desse jeito? Estranhamente, na iminência de um feriado prolongado eles passam a ter uma eficiência assombrosa. Até mesmo sendo mais rápidos do que o estimado por sistemas de mapas e GPS. São limpos! E ninguém amassa a sua bagagem de tal forma que a sua marmita chegue (mesmo com travas na tampa) aberta no seu destino. Seria então o problema o excesso de usuários? Embora especialistas e o governo possam afirmar que sim, ainda posso inferir que o problema não é esse.
E se aguardássemos a descida de todos os usuários antes de entrar? E se utilizássemos o celular apenas o necessário para poder se segurar dignamente sem se apoiar no ser humano ao lado? E se evitássemos segurar as portas dos carros para aguardar a entrada do coleguinha deixássemos de evitar a sua abertura nas estações para que as pessoas de boa índole e ainda com um pouco de bom senso evitassem entrar naquele carro ou mesmo naquela porta, apenas porque ela fica próxima a uma escada rolante? E se organizássemos uma fila na hora de pegar uma escada rolante ou mesmo para entrar nos carros da composição?
Sim, são muitos “e se” ... Mas e se cada um de nós, usuários do metrô ou da CPTM adotássemos ao menos um desses “E se”?

3 de setembro de 2018

Quem desconhece o que conhece?


Jorge Aoki

De autoria do renomado e já falecido escritor português José Saramago (José de Souza Saramago), O Conto da Ilha Desconhecida foi lançado em 1997 em Portugal pela editora Assírio & Alvim, e logo em seguida no Brasil pela Editora das Letras. É um livro pequeno, de rápida leitura e fácil compreensão. Este conto traz a história de um homem que queria um barco para viajar e procurar por uma Ilha Desconhecida. Fugindo dos traços habituais do escritor, a história toda passa-se de forma bastante dinâmica, e porque não dizer, fluída como a mente humana. Aliás, a história toda é contada em formato de fábula, fazendo alusão aos tempos das grandes navegações e descobertas, reinos com governantes preguiçosos e uma ótica muito bem-humorada sobre a saga do homem que queria um barco.
Acredito que todo o conto faça uma grande analogia com o nosso íntimo mais profundo. Ler O Conto da Ilha Desconhecida fez com que eu navegasse por mares que há muito tempo não visitava. Alusivamente, me reencontrei mais jovem quando eu também queria um barco. Busquei por vários e vários reinos, esperei e “bati o pé” até que eu pudesse ter um barco para ir atrás da minha Ilha Desconhecida. Capitães e Marinheiros riram e debocharam de mim quando eu expunha minha vontade de me lançar ao mar e buscar tal Ilha. Recebi um barco um dia e também levei (quase a contragosto) uma tripulante para o meu barco. Dentro desse barco vi todos os meus sonhos e pesadelos evanescerem e renascerem. Minha tripulante passou pela porta das decisões e decidiu invadir o meu barco. E lá ela se instalou. Limpou a casa, arrumou tudo e ainda me ajudou a dar direção à viagem, afinal, mesmo conhecendo muito bem esse barco, nem sempre eu fui um piloto habilidoso, e por muitas vezes tive uma auxiliar imediata ao meu lado. Esse companheirismo transcendeu oceanos e ilhas, conhecidas, desconhecidas, desejadas e as vezes um pouco indesejadas... E tudo isso poderia acabar como em um típico romance japonês, aqueles do tipo em que todo mundo morre no final, ou como num best seller adolescente e tudo terminar num “feliz para sempre”. Porém, que não foi isso que eu decidi quando passei pela minha porta das decisões. Minha história, assim como a de todos que conhecerem O Conto da Ilha Desconhecida, se funde à história do livro, se confunde em muitos aspectos e termina em uma grande reflexão.
O universo criado ali por José Saramago é mais do que um simples conto juvenil como classificam as livrarias. É muito mais do que isso. É um conto apaixonante, inebriante e reflexivo. Por este motivo eu afirmo todos os dias: Eu encontrei a minha Ilha Desconhecida e Eu continuo a procura-la todos os dias.






Dedicado a minha esposa
Te amo Encrenca da Minha Vida!

12 de julho de 2018

Caixa de Sensibilidade

Thayná Alaíde


Minha falta de jeito para dar e receber carinho, de certa forma herdei da minha família e da maneira que fui criada, não tive esse tipo de exemplo dentro de casa. Principalmente da minha mãe, mas deve ser o reflexo da perda de seus pais logo cedo, sinto que ela se fechou para o mundo e deixou de lado a vontade (ou a necessidade) de demostrar carinho. Como ela não teve, deve ter criado a ideia de que todo mundo consiga viver sem, e de que isso signifique ser mais forte.

Por mais que esse “forte” seja apenas uma ilusão, para ela saber educar e dar uns leves esporros é uma maneira de dar carinho e expressar seu amor. Mas com palavras ela não sabe expressar-se, não lembro de ter ouvido um “eu te amo” da minha mãe. Mas também nunca tive a coragem de dizer essa frase repleta de sentimento, com medo de sua reação. E ficamos assim ambas sem falar uma frase simples e cheia de amor.

Educação falha no Brasil

André Freitas

Durante o Brasil imperial, no século XIX, a educação não era algo oferecido a todas as classes sociais, apenas a elite tinha oportunidade de ter contato com a aprendizagem da infância até a fase adulta. Nos dias atuais, é possível enxergar os vestígios dessa cultura, observando as consequências da exclusão social: a dificuldade de inserir o ensino básico e médio e as dificuldades dos jovens proletários na universidade.

Segundo Darwin, o ser que mais sobrevive não é o mais forte, e sim o que mais se adapta as condições do ambiente em que está inserido. Seguindo dessa lógica, não é difícil entender o porquê que grande parte da população se acostumou com as péssimas condições sociais que são expostas. Atualmente, o Brasil ocupa a oitava posição no ranking de países com maior número de analfabetos, sendo a maioria dessa população de classe baixa e com situações de sobrevivência precária. Quando Bezerra da Silva apontou a favela como um problema social, não estava equivocado.

No entanto, durante o início do século XXI, foi-se possível ver alguns pobres adentrarem a universidade por meio de programas oferecidos pelo governo. Se antes o sonho de se tornar um médico era apenas uma realidade do jovem burguês, passou também a ser possível para o estudante de origem humilde. Sendo assim, o rapaz latino americano sem dinheiro no banco, cantado por Belchior, pode ir atrás dessa vaga, a única barreira é a falta de instrução não lhe oferecida.

É difícil adentrar ao mundo das grandes oportunidades educacionais, de trabalho e sociais quando as portas para estes lugares são fechadas. Os donos das chaves que dificultam esses acessos estão com faixas presidenciais, gabinetes, vagas de emprego impossíveis e fazendo críticas nas redes sociais em relação a cotas e aos programas sociais oferecidos. O estudante de classe baixa precisa lidar com sua conta bancária pequena, e também com a alma de tamanho reduzido de tantas pessoas que encontra.

Atingir nota para o vestibular é difícil, mas não tanto quanto lidar com os atuais escravocratas e coronéis disfarçados de eleitores de Bolsonaro ou adeptos da direita reacionária, abismados que não podem impedir ninguém, de forma específica, de viver como um humano preenchido de sonhos e não apenas como alguém que lhe sirva o café.

Inovações Tecnológicas direcionadas para diminuir os problemas da população mais carente

Guilherme Henrique Risso Silva

Alguns tópicos, atualmente, são alvos de discussão, tanto por empresas e faculdades quanto em governos do mundo todo. Alguns desses tópicos podem ser divididos na área de inovações, indústria 4.0, investimentos na tecnologia e na inteligência artificial, afim de convertê-los para favorecer a população. Assim, focando em basicamente todos os elementos citados, um ponto que traria maior diferença seria no amplo investimento nas áreas tecnológicas, favorecendo então a população de baixa renda.
            Nos dias de hoje, vivemos em um mundo no qual quase ninguém fica sem um celular. Isso geralmente é um quesito de crítica, tanto para a saúde física e mental. Entretanto, esse pequeno detalhe pode e vai ajudar muitas pessoas de baixa renda a iniciar e completar seus estudos de diversas formas. O Brasil possui hoje uma taxa de analfabetismo de quase 12 milhões de pessoas e quase metade da população com 25 anos ou mais não tem o ensino fundamental completo. O fato do ensino a distância, por exemplo, ajudaria as pessoas a completarem seu ensino fundamental e ir à procura de um emprego com condições melhores, afinal, na atual situação do país, é extremamente difícil conseguir um emprego sem o ensino fundamental e até mesmo o ensino médio completo.
            Outro fator que seria de suma importância e teria que contar com uma grande e contínua colaboração por parte do governo seria na área da saúde pública, que hoje conta com enormes prejuízos e atrasos, como na parte de agendamentos de consultas e cirurgias, que contam com filas de espera inimaginavelmente longas. O governo fez sim, melhoras e investimentos na parte do SUS e das UPAS, mas sem melhoras nas consultas, nas cirurgias e na agilidades para marcar e realizar as mesmas, o investimento está literalmente parado.
           Uma possível solução para os problemas de investimentos em locais e não conseguir atender a demanda que este serviço gera seria usar parte do investimento em profissionais da área, tanto em médicos gerais e especializados quanto enfermeiros e auxiliares de enfermagem com salários justos, e também o desenvolvimento de aplicativos para agendamentos de consultas e cirurgias, por exemplo.
            Porém, observa-se que, apesar de altos investimentos na área da tecnologia para obter a melhoria e facilitar de alguma forma a população de baixa renda, necessitamos de um alto investimento também da parte do governo para conseguir proporcionar esta melhoria. Logo, com os devidos investimentos, facilitaríamos a vida da maioria da população que utiliza os serviços públicos de saúde.

História de Superação – Daniel Dias

Gabriela Garcia

Ao contrário dos atletas olímpicos que ganham fama após as vitórias em campeonatos, os para-atletas não ganham esse mesmo reconhecimento. A maioria dos atletas que representam o nosso país nas competições mais importantes do mundo continuam sendo desconhecidos para uma grande parcela de pessoas.
É pensando no reconhecimento que a Singular resolveu mostrar para vocês a trajetória de Daniel Dias, o maior medalhista paraolímpico do Brasil.
Daniel de Farias Dias é paulista, de Campinas. Nasceu com má formação congênita da perna direita e dos membros superiores.
A vontade de entrar no mundo dos esportes veio ao assistir uma palestra onde mostrava vídeos de atletas deficientes, mas sua inspiração para a natação realmente veio quando assistiu na TV a boa performance de Clodoaldo Silva nas Olimpíadas de Atenas em 2004, que hoje nada ao seu lado nos jogos.
Em sua primeira competição oficial, conquistou duas medalhas de bronze.
Daniel estreou nos jogos olímpicos no ano de 2008 em Pequim, onde conquistou 9 medalhas. Neste mesmo ano, Daniel Dias recebeu o troféu Lareus World Sports Awards de melhor atleta paraolímpico do ano. Até aquele momento, este prêmio havia sido ganhado por somente três outros atletas brasileiros: Pelé, Ronaldo Fenômeno e Bob Burnquist.
Hoje, aos 30 anos, tem em seu histórico 48 medalhas de ouro, 10 de prata e 3 de bronze e é considerado o maior medalhista paraolímpico brasileiro, sendo frequentemente comparado pelo Michael Felps, um dos melhores nadadores de todos os tempos.
Em suas palestras, Daniel conta a sua história de superação, sempre dizendo que quando o esforço é máximo, tudo é possível, independentemente de qualquer situação. 

Vamos falar sobre Responsabilidade Social?

Laisa Pedralli

Responsabilidade social é tudo aquilo que uma pessoa física ou jurídica pode fazer para que possamos preservar o planeta. Normalmente as pessoas pensam que essa responsabilidade é feita somente por empresas, mas na verdade não. Todos nós somos responsáveis pela preservação, podemos observar isso quando fazemos uma análise interna para saber qual está sendo a nossa postura ativa diante dos problemas do dia-a-dia. As organizações realizam essa análise com maior efetividade pelo poder e influência que tem, atendendo as leis institucionais e mostrando uma boa imagem para ganhar clientes.
Sendo assim, podemos dizer que passa-se por um processo chamado economia de materiais, em que o produto, para ser efetivamente um produto, passa pela extração e é levada para a produção, distribuição, consumo e o tratamento do lixo. Em cada etapa existem pessoas, umas com poderes maiores e outras com poderes menores. As maiores são conduzidas pelo governo e instituições, nos quais tem o compromisso de zelar pela saúde das pessoas e da natureza. Mas nem sempre o processo da extração é feito pensando na saúde da natureza, ou seja, a natureza nos dá recursos e nós extraímos demasiadamente os materiais, fazendo com que a mesma fique debilitada e como consequência nós acabamos ficando também.
Então, adotar uma postura socialmente responsável vai além dos paradigmas da sociedade contemporânea, na qual um estilo de vida orientado para o consumo e o individualismo faz com que a maior parte das pessoas tenham uma posição de espectadora dos problemas sociais, isentando-se da sua responsabilidade como cidadã, que também tem deveres a serem cumpridos. Por isso, a transformação deve começar pelos seres humanos, incentivando as crianças nas escolas com projetos de sustentabilidade e o governo juntamente com as instituições implementando projetos e campanhas para que juntos possamos trazer a mudança.
Já que todos nós sabemos como o planeta é, somente nós podemos decidir como ele vai ser.

Acabando com uma Cultura

Daiane Mendes

Cada dia que passa estamos tomando o espaço do índio. Ao desmatar florestas e construir obras no meio da natureza, não só prejudicamos o povo indígena mas também os animais que habitam nesse ambiente.
O povo indígena sofre muita intolerância, seguido de discriminação racial e social da cultura dominante. Nas escolas comemoram-se o dia do índio, sem ao menos explicar o real significado dessa data, afinal, não é só enfeitar a cabeça das crianças com cocar e pintar o rosto.
Nós como futuros professores, temos que aprofundar-nos mais na cultura do povo indígena, podendo repassar informações interessantes da mesma para as nossas crianças, por tratar-se de uma cultura tão rica.  
Andando pelo centro de São Vicente, podemos nos deparar com mulheres e crianças vendendo objetos que eles mesmos fabricam, entretanto, não damos a devida importância, por muitas vezes acharmos que somos superiores a eles, esquecendo que foram eles os primeiros a habitarem no nosso território que hoje ocupamos, além de esquecermos também do quanto os índios já sofreram e ainda sofrem.
Se visitássemos alguma aldeia indígena, veríamos o quão rica é sua cultura, com suas tradições e comidas, por exemplo. 
A comunidade indígena está sendo aos poucos massacrada pela sociedade. As estatísticas mostram que as tribos estão diminuindo, e junto à elas, a sua cultura, é claro.
Eles tem direito de acompanhar a evolução do mundo, de participar do país, afinal, os direitos devem ser iguais para todos, inclusive para eles.  
A problemática pode ser encontrada na ausência de projetos por parte dos governantes. A comunidade indígena ainda é muito discriminada pela nossa sociedade, logo, se conhecêssemos ela melhor, poderíamos aprender mais com eles e eles com a gente.

A família contemporânea e sua representação em questão no Brasil


Mateus Henrique Freitas Nunes

O conceito de família, segundo os dicionários atuais, é designado como um grupo de indivíduos que possui certo grau de parentesco e/ou convicções semelhantes afetivas compartilhadores de um lar. Porém, apenas hodiernamente, mudanças estão sendo feitas a fim de reconhecer os núcleos familiares que não encaixam-se nos padrões heteronomativos dos quais perpetuam em nossa sociedade durante séculos.
    Ao passo que políticas públicas já são elaboradas com o objetivo de incluir as diversidades em modelos representativos como as leis, ainda é árduo o processo de debate em nossa comunidade, uma vez que as gerações passadas têm como adequado o modelo patriarcal em que mulheres atuavam nos afazeres domésticos enquanto o chefe da casa era encarregado do sustento, assim como viviam Piedade e Jerônimo em O Cortiço. Desde que tal conservadorismo enraizado passou a ser contestado para a juventude mais moderna, nos é demonstrado o quanto o mundo contemporâneo é capaz de revolucionar paradigmas pretéritos.
    É válido reforçar que, por convivermos em um âmbito social, o direito ao cidadão junto a sua probidade deve ser indispensavelmente garantido na prática ao combatermos quaisquer preconceitos, para que seja possível, dessa forma, assegurar a multiplicidade do que é a família. Somado à problemática, a religiosidade também detém de grande influência nos discursos que defendem o princípio do parentesco tradicional brasileiro e dos valores morais que nosso país carrega, o que dificulta o processo de desconstrução ideológica do modelo antiquado para a nossa contemporaneidade democrática e laica.
    Por esses aspectos, cabe ao Estatuto da Família reestruturar as leis que padronizam a constituição do grupo parental com o propósito de fazer jus à vida coletiva. Também é imprescindível que os telejornais nacionais produzam matérias em que mostre-se a evolução e contribuição que tais diferentes conjuntos apresentam para a melhoria da consciência comum, executando, assim, plena democracia em uma pátria que vai muito além do verde e amarelo.


A verdadeira felicidade

 Imad Majzoub

Prazeres mundanos, 
Externos ao corpo,
Só podem lhe dar,
O eterno alvoroço.

Prazeres intrínsecos,
Motivos da alma,
Só podem lhe dar,
A felicidade almejada.

Não se confunda.
Não perca a cabeça.
A vida é tão bela,
E cheia de surpresas.

Olhe para frente,
Além do limite.
Almeje o verdadeiro,
E não se subestime.


Explicação do poema:

Os prazeres desse mundo, os quais iludem o homem, fazem a sociedade caminhar para uma vida fútil, onde nada de verdadeiro e duradouro pode ser alcançado, exceto a insatisfação.

A real felicidade provém de algo maior. Muitos dizem que vem da realização humanitária, porém, ao meu ver, ​provém única e exclusivamente de seguir os mandamentos de Deus.

Não caia na ilusão de que conquistar as ambições dessa terra lhe fará feliz, e não aborreça-se por isso. 
Não significa que devemos nos privar dessa estadia, pelo contrário, temos que aproveitar o máximo das coisas boas dessa terra, porém, sempre de forma lícita.

Tente ver diferente, tente pensar diferente, a vida vai muito além do que você imagina, quando conseguir enxergar o verdadeiro caminho, verá que você pode ser muito mais do que objetos, pode ser feliz.


“Uma mãe bem diferente”

Mateus Freitas da Silva

Todos nós temos mães diferentes. Uma mãe é mais brava, outra é mais divertida, a vizinha que também é mãe ama cozinhar receitas deliciosas para o seu filho, e por aí vai. Todas diferentes, entretanto com algo em comum: ser mãe. A história que se passa no livro mostra exatamente isso.
Joana mora com a mãe e a avó em um pequena casa. Porém a mãe de Joana sofre de uma doença psiquiátrica e vira e mexe apresenta surtos e paranoias, tudo isso na frente da pequena garota, ocasionando em situações pra lá de complicadas. E essa é a questão. Durante a história, Joana se questiona o porquê de ter uma mãe tão diferente, ela não entendia o porquê de sua mãe surtar, o porquê de sua mãe dizer que existiam mais pessoas no local sendo que tinha apenas a própria Joana e a avó. “Doença” era a palavra que a Dona Celeste (avó) dizia para a neta sobre o surtos da mãe, porém para Joana, estar doente é ficar com febre, ter tosse e outros sintomas, mas gritar e quebrar os seus brinquedos não parecia ser uma doença, não para ela. Dessa maneira, a história desenrola-se, apresentando mais personagens, pequenos conflitos e diálogos, até chegarmos na última página sem perceber.
O livro apresenta a visão de uma pequena garota vivendo e se questionando sobre tudo ao seu redor. Os lindos desenhos feitos pela Flávia Marinho e Melissa Ferrauche ilustram bem esse cenário, deixando a história mais bonita e colorida. E por fim, não importa a sua idade, a leitura dessa história vai te emocionar e te fazer torcer por um final feliz.

Livro "Uma mãe bem diferente" de Giselle Larizzatti Agazzi (Chiado Editora Kids)




9 de maio de 2018

Meio Ambiente e Cidadania

Robert Bispo

A indispensável conscientização no relacionamento entre o homem e o meio ambiente


Há ainda um grande número de pessoas que pouco preocupam-se com o meio ambiente. De certa forma isso nos remete a futuros retornos prejudiciais, não só a quem não cuida, mas também a quem cuida. 
Como dito, “É preciso agir e agir agora, para minimizar os impactos da sociedade de hoje sobre as futuras gerações” (Roberto F. de Macedo).

Preservar é o dever do cidadão que ama, cuida e deseja o melhor para seus filhos. Afinal, serão os filhos dos seus filhos que sofreram as consequências daquilo que hoje você faz; achando que é apenas “um papelzinho de bala, um cigarro, um plástico de biscoito” jogado no chão da rua. As consequências afetarão a saúde e, quanto menor o cuidado, maior o dano futuramente.
Cuidar do meio ambiente nos coloca em menores gastos públicos com a limpeza e maiores investimentos em áreas como saúde e educação. Logo, trazendo melhoria a população como um todo e deixando um país mais digno para viver-se.
Entendendo que, melhorando nossos hábitos, como começar a separar o lixo, não jogando-o nas ruas, entre outras atitudes conscientes, faremos um mundo melhor.
O coletivo faz a diferença.

Os verdadeiros independem do tempo

Gabriela Schumaker Vieira

  Herói é uma referência de valorização do coletivo e do bem-estar social, no qual coloca seus interesses em segundo plano. Na sociedade atual é muito difícil ver o papel deste atrelado ao uso adequado na mídia. Esse meio de comunicação é muito influente e transmite a ideia de um herói ligado ao consumo, mas o que realmente as pessoas precisam são de referências que estimulem a atitude pacífica e solidária.
  Maria Rita de Souza Brito, mais conhecida como Irmã Dulce, foi uma mulher muito devota, a qual abdicou-se de uma vida familiar para tornar-se freira e dedicar-se às obras sociais. Desde criança, e até mesmo doente em cima de uma cama em sua velhice, Dulcinha, como era chamada por parentes e amigos, atendia a população carente. Essa atitude mostra que nunca é cedo ou tarde para realizar ações humanitárias.
  A independência da Índia foi um acontecimento muito marcante, liderada por Mohandas Karamchand Gandhi, um grande líder espiritual. Ele era avesso a qualquer tipo de violência, e totalmente aderente às formas pacíficas de protesto, como as manifestações, greves, jejum e o diálogo. Os ideais defendidos por Gandhi levaram à libertação de seu país sem que houvesse guerra, o que prova que atitudes violentas não são necessárias.
 Pode-se concluir que os verdadeiros heróis são atemporais, pois fizeram ou fazem diferença no mundo. “Heróis” com atitudes egocêntricas, os quais, aparecem nas televisões fazendo propagandas, instigando o telespectador a consumir um produto, visando apenas ao dinheiro que irá ganhar, são desnecessário, temporais e passageiros.

Pisciana

Mateus Freitas da Silva

Querida amiga pisciana,
O mundo você tem que conhecer,
Existem pessoas maravilhosas,
Assim como existem pessoas ruins.
Mas não assuste-se pequena garota,
Você vai achar alguém que possa te amar,
Assim como os peixes amam o mar. 

O tempo passa e isso parece não acontecer,
Me dói assistir você sofrer,
Me disseram uma vez que o amor chega para todos,
Mas para todos não deve significar eu e você.

O mundo não entende que você apenas quer viver,
Mostrando o amor que nasceu com você.
Talvez sejamos assim pois sofrer faz parte do viver,
E eles nunca irão entender,
O que aceitaram perder.

Então rapazes peguem leve,
Deixem a menina viver,
A deixem mostrar o quando ama vocês,
E não se assustem caso isso acontecer,
Pois ela é apenas uma pisciana tentando aprender.

Síndrome de Tourette

Guilherme Lobo

Aos meus 8 anos de idade, fui diagnosticado com Síndrome de Tourette. Foi uma surpresa. Tudo começou quando, após várias reclamações dos professores e uma série de problemas na escola (não sabendo do que tratava-se e se haveria cura ou não), meus pais me levaram ao médico, pois não aguentavam mais as queixas de atitudes estranhas em aula. Depois da consulta, foi onde aprendi que tratava-se da TOURETTE - distúrbio neuropsiquiátrico caracterizado por tiques múltiplos, motores ou locais. 
Foi muito difícil na escola e em lugares de lazer. Era impossível assistir um filme com pessoas, afinal os tics nervosos são, de certa forma, perturbadores, mas nunca deixei a doença vencer. Logo, fui aproximando-me mais dela, explicando para as pessoas o que é a Tourette. Muitas dessas pessoas até hoje perguntam-me centenas de dúvidas relacionadas a essa doença, sendo na maioria das vezes engraçadas e outras muito bem formuladas. Podemos dizer que as mais frequentes são: Isso dói? É contagioso? E tem cura?
Claro que eu caio em gargalhadas, mas em diversas vezes respondo a mesma coisa: eu não sinto dores, não é contagiosa e ainda não existe cura. É muito complicado lidar com isso no meu dia a dia. Entretanto, há cerca de 2 anos, venho melhorando significamente a minha ansiedade e meus tics, através da pratica de exercícios e da resiliência nas diversas situações, que é tão importante. Meus tics aumentam quando estou muito ansioso, logo, sempre procuro manter-me calmo no meu dia a dia para assim também manter a síndrome sempre em ponto de paz.